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Vida Fodona #409: A última semana do verão 2014

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Vamos celebrar! Mudança de estação, várias mudanças à vista.

Beto Guedes – “Nascente”
George Harrison – “Gimme Love”
Novos Baianos – “Dê um Rolê”
Tame Impala – “Stranger in Moscow”
JJ – “10”
Alceu Valença – “Girassol (Malandro Edit)”
João Donato – “Me Deixa”
Marcos Valle – “Estelar (Kizum Edit)”
Rapture – “I Need Your Love”
A Certain Ratio – “Shack Up”
Laidback – “White Horse”
B-52’s – “Mesopotamia”
Le Tigre – “Nanny Nanny Boo Boo (Junior Senior Remix)”
Gary Numan – “Cars”
Can – “Fall of Another Year”

Sigam-me os bons.

Vida Fodona #397: Quase 400

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Gravei ontem, quando ainda tinha sol…

Tame Impala – “Prototype”
Lorde – “Swinging Party”
Warpaint – “To Love is to Die”
Metronomy – “I’m Aquarius”
Rodrigo Amarante – “Hourglass”
Arcade Fire – “Reflektor”
Cut Copy – “Let Me Show Your Love”
Haim – “Falling (Psychemagik Remix)”
RAC + Kele + MDR – “Let Go”
Mausi – “Losing You / Say My Name”
Holy Ghost – “It’s Okay”
Lily Allen – “Hard Out Here”
M.I.A. – “Y.A.L.A.”
Mac Miller – “Objects in the Mirror”
Daft Punk + Todd Edwards – “Fragments of Time”

Chegaê.

Vida Fodona #395: 18 anos de Trabalho Sujo

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Chegou novembro: vamos começar as comemorações da maioridade!

Say Lou Lou – “Feels Like We Only Go Backwards”
Marcelo Jeneci + Laura Lavieri – “Pra Gente Se Desprender”
Darkside – “Freak, Go Home”
Haim – “Falling”
Lorde – “Tennis Court”
Washed Out – “All I Know”
Of Montreal – “Obsidian Currents”
Garotas Suecas – “New Country”
Bibio – “Jealous of Roses”
Unknown Mortal Orchestra – “Secret Xtians”
Dumbo Gets Mad – “Before Kiddos”
Arcade Fire – “Flashbulb E”
Robin Thicke + T.I. + Pharrell – “Blurred Lines (Nehzuil Remix)”
Phoenix – “Fences (Delphic Remix)”

Vem!

Retrato de um artista psicodélico quando jovem: como foi o show do Tame Impala ontem em São Paulo

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Cheguei em cima da hora, peguei uma fila gigantesca (dava até a 23), entrei e o show já tinha começado, nem cogitei ficar embaixo e subi para o mezanino do Jóia. O som tava baixo, mas aumentou logo em seguida e a partir daí… Kevin Parker nos conduziu a um delírio sônico em technicolor que, ao mesmo tempo que apontava para o cânone clássico da psicodelia dos anos 60, abria novos horizontes para a lisergia sonora que conduzia a partir de sua guitarra.

Descalço e muito mais seguro de si do que quando apresentou-se no Brasil há um ano (quando Lonerism ainda nem havia sido lançado e só duas músicas do disco haviam aparecido online, “Apocalypse Dreams” e “Elephant”), Parker tem plena certeza dos rumos que quer levar e conta com músicos tinindo pra isso. Jay “Gumby” Watson (que tocava bateria e foi pra guitarra e sintetizadores) e Dominic Simper (baixista no início da banda e hoje nas guitarras e teclados) funcionam como sombras de Kevin, ecoando solos, riffs e texturas sonoras que o líder da banda joga no ar. Os dois novatos da cozinha, o baixista Cam Avery, que entrou no semestre passado, e o baterista Julien Barbagallo, que entrou no ano passado, fazem tudo funcionar com esmero, forçando os limites de seus instrumentos sem precisar apelar pro virtuosismo – Cam passeia pelas belas linhas de baixo compostas por Parker com tranquilidade enquanto Julien equilibra-se nas viradas lentas como um Ian Paice ou um Ginger Baker.

Mas todos trabalham por Kevin, que mesmo tento espasmos de deus do rock – erguendo a guitarra bem no alto, rodopiando, fazendo poses com o instrumentos – é um moleque que passeia feliz pelo céu de diamantes que resolveu habitar. Sem surpresas no repertório, ele esticou músicas em jam sessions memoráveis, intercalou fraseados com espasmos sonoros que fizeram o público no Jóia ficar de queixo caído. Ele adorou a audiência (que cantarolou riffs e solos), além de elogiar o fato da platéia saber a letra de todas as músicas. Um show memorável, mas que parece ser apenas o começo de uma carreira brilhante.

Fiz uns vídeos abaixo, saca só.