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Azealia Banks x Strokes

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Azealia Banks gravando Barely Legal” dos Strokes. No fundo do inconsciente algum neurônio conecta com outro para cogitar uma possibilidade quase imaginário disso funcionar. Ora, os Strokes sempre compuseram quase formulaicamente como uma banda de música eletrônica enfileirando loops de riffs punk e pós-punk (e isso não é uma crítica, pelo contrário), talvez Azealia tenha pego uma veia que os situe na mesma Nova York mesmo que com dez (doze!) anos de distância. Mas aí você aperta o play e é uma fuleiragem do nível “Celine Dion grava com David Guetta”.

Depret. Vi no Stereogum.

A conexão Strokes + Tecnobrega

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A música nova dos Strokes foi recebida com estranhamento na sexta-feira, especialmente no Brasil: enquanto os fãs da banda lamentaram a sonoridade oitentista (bem mais próxima do disco solo de Julian Casablancas do que qualquer outro disco dos Strokes), os fãs de tecnobrega saudaram a nova sonoridade do grupo – até mesmo seus principais protagonistas (Gaby Amarantos e a Gang do Eletro) comemoraram o parentesco sonoro em suas contas do Twitter:

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E logo vem a internet, implacável, e lança suas paródias, como esse “clipe oficial” inspirado no mashup que o Tiago Lyra fez do Trenzinho Carreta Furacão com “Lisztomania”, do Phoenix:

E o DJ Jak empilhou as referências mais citadas (“Xirley” de Gaby Amarantos, “Take on Me” do A-ha e a própria “Lisztomania”) num mesmo remix esquizofrênico.

A citação a “Take on Me” vem do fato do riff da nova dos Strokes ter certo parentesco com o maior hit pop da história da Noruega – e é inevitável lembrar do remix do mítico DJ Cremoso – criação anônima recifense inventada para satirizar o tecnobrega – para a canção do A-ha:

Esta citação é a chave para essa conexão Strokes com o tecnobrega, pois as duas partes tiveram a base de sua sonoridade fundada durante uns anos 80 sintetizados. Repare nesse clássico do Jean-Michel Jarre de 1981 e veja se não tem a ver tanto com a música nova dos Strokes, o solo de Casablancas e a batida do tecnobrega):

Mas alguém apontou a semelhança da melodia de “One Way Trigger” com essa música do Maná (?!):

O pior é que tem a ver… E a música nova dos Strokes pode ser baixada no site deles.

WTF do dia: Strokes 2013

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Isso é sério? DJ Cremoso e tecnobrega influenciando os Strokes? Cuma?

E por falar em Strokes, tem uma promoção de vinil deles em um dos melhores segredos (e melhores idéias nos últimos tempos) da indústria fonográfica, o Popmarket. Os quatro discos deles em vinil tão saindo por pouco mais de cem dólares, sem frete, pro mundo todo. Vai lá.

Strokes: Outra “Someday”

21 de dezembro do ano 2000 e os Strokes eram um pouco mais que uma banda nova com alguns MP3s circulando na internet, hype da semana, banda do filho do dono da agência de modelos – foi quando eles se apresentaram na mítica WFMU e tocaram, entre outras, uma versão de “Someday” diferente da que foi parar no CD, abaixo:

 

Os melhores logos de bandas de todos os tempos

A lista é da Paste, não tem ordem (aparentemente), mas tem desde banda que eu nem conhecia a outras que eu nem sabia que tinham logo, passando por versões específicas de bandas que nunca tiveram logo fixo. Mas o pior é a sensação de achar que estão faltando alguns, quem lembra? E de artistas brasileiros?

Vida Fodona #308: Vamo recomeçar tudo de novo?

Ou nem deu pra sentir saudade?

Dirty Beaches – “Sweet 17”
Beck – “Pressure Zone”
Broken Social Scene – “Shampoo Suicide”
Black Keys – “Sister”
Mayer Hawthorne – “Work to Do”
Kassin – “Potássio”
Girls – “Love Like a River”
Foster the People – “Machu Picchu”
Spoon – “I Turn My Camera On”
Caxabaxa – “Selembra Quando A Gente Era Tudo Amigo?”
Bárbara Eugênia – “Por Querer (Todas)”
Silva – “Imergir”
Cícero – “Pelo Interfone”
Fabio Góes – “Amor na Lanterna”
Mallu Magalhães – “Por Que Você Faz Assim Comigo”
Bonifrate – “Naufrágios”
Smiths – “Heaven Knows I’m Miserable Now”

Vamo lá.