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Todo o show: Strokes no festival de Bonnaroo (12.6.2026)

Os Strokes aos poucos estão assumindo sua postura de banda clássica, mesmo insistindo no autotune nas músicas novas e fizeram bonito no primeiro dia do festival de Bonnaroo deste ano, em Manchester, nos EUA, que, apesar de terem escolhido uma música bem paumole pra começar a noite (“Killing Lies”, que não tocavam desde 2022), logo recuperaram o jogo emendando “Hard to Explain”, “You Only Live Once” e “The Adults Are Talking” em seguida, sem poupar hits – e foi a primeira vez que o grupo tocou na íntegra uma de suas novas canções, a balada “Falling Out of Love” – emendando em seguida com “Reptilia” e “Last Nite”.

Assista abaixo:  

Strokes atrasado…

O próximo disco dos Strokes, Reality Awaits, sofreu com a espera do título e teve seu lançamento, que originalmente seria no dia 26 deste mês, adiado para o dia 24 de julho. Para diminuir o impacto da má notícia, o grupo aproveitou para anunciar o show de lançamento em sua cidade-natal, que não havia sido incluso na programação da turnê que divulgaram logo após anunciar o novo álbum. E olha que sonho indie hipster da primeira década deste século: o grupo apresenta-se em Nova York no dia 24 de outubro deste ano no Flushing Meadows Corona Park com a abertura das bandas Fcukers, TV on the Radio e Beach House. Não custa lembrar que o grupo vem para o Brasil no fim do ano como uma das principais atrações da versão paulistana do festival Primavera.

Mais uma dos Strokes

Logo após confirmar mais uma vinda ao Brasil (quando se apresentam no fim do ano no Primavera de São Paulo), os Strokes lançam mais uma música de seu próximo álbum, Reality Awaits. “Falling Out of Love” é o tipo de balada que esperamos de uma banda de rock, mas esse excesso de autotune no vocal de Julian Casablancas ultrapassa o limite do suportável. Ao menos sabemos que ao vivo ele não usa essas coisas…

Ouça abaixo:  

Gorillaz e Strokes puxam o Primavera São Paulo 2026

Saiu a escalação do Primavera deste ano e… tá boa, mas você não tá com a impressão que tem nomes faltando? Gorillaz e Strokes são ótimos headliners, mas dá a impressão de estar faltando um ou outro nome com o peso semelhante (havia boatos sobre Depeche Mode e Tame Impala e expectativa por My Bloody Valentine ou Geese, por exemplo) e talvez alguns nomes brasileiros a mais. FKA Twigs, Lily Allen, Courtney Barnett, Underscores e Yung Lean estão em momentos ótimos de suas carreiras, mas não são grandes o suficiente pra trazer muita gente. Mas fora essa sensação, ao reunir nomes como Ana Frango Elétrico, Juana Molina, Smerz, Duquesa, Gaby Amarantos, Los Thuthanaka, Black Pantera, Gab Ferreira, Zé Ibarra, Josyara e John Talabot, mostra que o festival não tá pra brincadeira e puxa mais pra primeira edição paulistana (que acertou gigante ao anunciar um ótimo elenco contemporâneo em vários dias) do que pra segunda (que pareceu ter sido dedicada à geração X). Mas como eles mesmos eles mesmos disseram no vídeo da escalação que há novos nomes a serem anunciados, fico à espera de alguma surpresa… Imagina se viesse PinkPantheress, LCD Soundsystem, Clairo, King Gizzard ou The Marias…

O melhor do primeiro fim de semana do Coachella de 2026: Geese e Strokes zoando o Justin Bieber

Os renascidos Strokes também tocaram no Coachella neste fim de semana e além de tirarem uma onda por estarem abrindo por Justin Bieber, ainda mostraram que estão bem e que sabem fazer um showzão, mesmo que não estejam mais na flor da idade (cada geração tem a sua referência de rock clássico). Alguém falou em Primavera São Paulo? E, claro, teve Geese tamém que, pra variar, inseriu mais um cover na parte do meio de sua “2122” – e depois de meter Primal Scream, Stone Roses e Spacemen 3 nos shows que fez no Reino Unido, saudou o festival com uma versão de… “Baby” do Justin Bieber. Uma crítica mais sutil e bem humorada à principal atração do festival esse ano do que as reclamações dos Strokes.

Asssita abaixo:  

Strokes vindo aí?

Os Strokes publicaram esse stories em seu Instagram e não falaram mais nada. Uma fita cassete puxada por cavalos sobre um link que vai parar num site que pede seu telefone e manda um SMS para você entrar em outro link que deverá “compartilhar algo em breve”. Há fãs achando que é primeiro de abril e outros apostando em música nova vindo aí. O grupo nova-iorquino está com várias datas de shows marcadas para 2026, o que aumenta a possibilidade da banda vir com algum novo lançamento, o primeiro desde o bom The New Abnormal, lançado em 2020. Façam suas apostas…  

Na Década Passada Dez Shows Salvaram a Minha Vida

Sonic Youth, LCD Soundsystem, Teenage Fanclub, Vitor Ramil, Stevie Wonder, Strokes, Mercury Rev, Fleet Foxes, Sade e Sufjan Stevens – Rodrigo Levino, que hoje comanda o abençoado restaurante Jesuíno Brilhante, já militou nas trincheiras do jornalismo cultural e, num papo nostálgico, enfileirou dez shows que havia assistido em 2011 que mudaram sua relação com a música – e nas conversas alguns em que também estive presente. A lista deu origem a um podcast muito pessoal, Na Década Passada Dez Shows Salvaram a Minha Vida, que ele me chamou para dirigir no ano passado, quando os tais dez shows completavam dez anos de memórias. O podcast, com todos seus dez episódios, já está no Spotify – dá pra ouvir aqui.

Mais uma dos Strokes

strokes

Pelo visto o novo disco dos Strokes, The New Abnormal, que será lançado na próxima sexta, repassa as diferentes fases que a banda nova-iorquina – e depois do feliz single “Bad Decisions” revisitar seus primeiros anos, o grupo solta “Brooklyn Bridge to Chorus”, que parece ter saído diretamente da fase Angles da banda, de quase dez anos atrás (só que com mais guitarras que naquela época). Boa música.