Beyoncé ofuscou a todos com o medley de Lemonade na premiação da MTV deste ano – e pensar que ela poderia ser uma artista ainda maior… Escrevi sobre isso no meu blog no UOL.
O trio paulistano O Terno terminou de gravar seu terceiro disco e começa a mostrar o que vem por ai – e o primeiro single, “Culpa”, que já está para download no site do Natura Musical, aponta um rumo sessentista diferente daquele que o grupo experimentava até então – acenando para o Brill Building de Burt Bacharach e o soul branco daquela década emulado pelas garotas do Haim. A nova música vem com clipe que, além da banda, conta com a participação do produtor do disco, o vizinho Guilherme Jesus Toledo, do estúdio Canoa.
Mas pode ser que esse ar comportado seja só uma forma de despistar para o que vem por aí…
Música nova do duo californiano Poolside, “And The Sea” sai como trilha sonora do verão do hemisfério norte, mas bem que podia aproveitar pra abrir o sol nesse inverno interminável. Ou ao menos um sol interior…
Conversei sobre o livro que escrevi sobre o PC Siqueira no Metrópolis que foi ao ar neste domingo (no vídeo abaixo, a partir do minuto 14)…
…e também participei do podcast Papo Torto, que ele mantém no Estadão (dá pra baixar o MP3 do programa no site).
E já já o livro vai ser lançado e devo começar uma turnê com ele por algumas cidades d o Brasil pra divulgar esse PC Siqueira Está Morto.
Depois do disco masculino, Flecha, apresentado na quinta passada aqui no Trabalho Sujo, é a vez de mostrar o disco feminimo que Iara Rennó lança ainda este mês: Arco foi gravado com a banda Elas, composta por Mariá Portugal na bateria, Maria Beraldo Bastos no clarone e Iara na guitarra. A faixa escolhida para apresentar esse disco é “Mama Me”, que conta com Maurício Fleury, do Bixiga 70, nos sintetizadores e inicialmente era um poema em seu livro Língua Brasa Carne Flor, como Iara explica a seguir:
“Antes de ser música foi poema, do livro Língua Brasa Carne Flor. E antes de mais nada, ‘Mama-Me’ é uma ode. À liberdade com o próprio corpo. Feminino. Cis, trans e pós-gênero. Aos polêmicos mamilos. À liberdade sexual. Ao sexo em si. Um manifesto mamaísta. Porque mama é lindx. E mamar, desde que se nasce, é vida. ‘Mama-me’ está na pelvis, vermelho primeiro chácara que se chacoalha. Energia vital, instinto primordial, descendo até o chão. O escuro, o receptivo. Terra. Em oposição-complementar à ‘Querer Cantar‘, sua irmã do azul turquesa do quinto chácara: a voz no espaço, o ar, e o percurso da flecha.”
Eis sua letra:
Sonha que me despe
E a festa acontece
Sem roupa nem confete
Só carne
Com a carne se veste
Se isso lhe apetece
Rasga essa fantasia
Sacia essa sede
Até dissolver-se em mim
Me veste me desfila
Me fia me confia
Seu coração em chamas
Me chama
Me acende e ascende em mim
Mama-me me mama ê ô ô ô
Mama-me me mama ê ô ô ô
Morde meu cangote
Galopa o meu galope
Lê minha partitura
Com sua parte dura
Perfuma perfura
Penetra meus poros
Enquanto eu evaporo
Na noite mais escura
Iara Rennó vem amadurecendo sua carreira solo na miúda, curtindo lentamente uma mistura de gêneros, linguages e temas que parece ter arredondado perfeitamente em seu próximo trabalho – a dupla de discos Arco e Flecha, que chega ao público no fim deste mês. São discos complementares e divididos por gêneros: Arco é tocado por uma banda composta apenas por mulheres e em Flecha ela reúne uma banda formada por Lucas Martins (que toca com a Céu) no baixo, Curumin na bateria, Gustavo Cabelo na guitarra, Maurício Badê na percussão e os Bixiga 70 Maurício Fleury (teclados), Daniel Gralha (trompete), Cuca Ferreira (sax barítono) e Douglas Antunes (trombone). E ela escolheu lançar o novo disco no Trabalho Sujo, mostrando os dois primeiros singles, um por semana, por aqui, começando pelo single do disco masculino, Flecha, chamada “Querer Cantar”. Ela fala sobre a faixa composta em parceria com Gustavo Galo, da Trupe Chá de Boldo: “Antes de ser música, ‘Querer Cantar’ é sina. É essa voz que não cala nem no silêncio da noite profunda, que sopra no canto d’ouvido e faz a pele do tambor dançar. É o poema flecha direta do Ofá de Gustavo Galo, que me acertou em cheio. A canção mais rápida que já compus: fez-se quando a escrita atingiu minha retina, no tempo de um tiro. De Flecha. Do Arco. Por isso, nesta quinta-feira Oke Arô! ‘Querer Cantar’ lança ao mundo estes discos irmãos, Ibeji, opostos-complementares, Yin-Yang, noite-dia, côncavo-convexo, Arco & Flecha.” É um começo forte de um disco bem plural:
Oxossi
De ofá
De sol
De lá
Oxossi
De ketu
Do lado
De cá
Oxossi
Da mata
Da meta
Da mira
Oxossi
Do arco
Da íris
De olhar
Oke arô
Oke arô
De tanto querer
Querer cantar
O grupo paulistano Circo Motel está para lançar seu segundo disco e acaba de abrir uma campanha de crowdfunding para finalizá-lo. Escalei-os para tocar no Prata da Casa em 2012 (grande geração) e de lá pra cá o grupo começou a beber no suíngue e resolveu direcionar a nova fase para este lado, estacionando no estúdio Traquitana, do Bixiga 70, sendo supervisionados pelos maestros da banda Cris Scabello, que produziu o disco, Maurício Fleury e Décio 7, além de passar pela técnica de dois bambas: o técnico Fernando Sanches e o produtor Victor Rice. O resultado chama-se Auê e deve vir a público no início do ano – e eles começam a mostrar o trabalho com o single “Feijoada”, que eterniza em música aquele infame meme sobre o Brasil.
Fury Road recebe o já clássico tratamento retrô digital do pessoal do Cineflx, saca só:
A morte do showman Luiz Carlos Miele vem nos lembrar de uma arte cada vez mais esquecida: a de espalhar boas vibrações aonde quer que você vá. Falei disso no réquiem que escrevi pra ele no meu blog no UOL.
O Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos, o segundo disco dos Boogarins, é mais um daqueles discos que nos fazem pensar que 2015 vai acabar e ainda vão continuar aparecendo discos foda gravados e lançados neste ano. Mas antes de sua chegada oficial, que acontece no final do mês que vem, com direito a show no Mirante 9 de Julho dia 25 de outubro, a banda goiana relança seu primeiro disco Plantas Que Curam, com direito a três músicas ao vivo, duas delas inéditas. Uma delas, “À Sua Frente”, foi descolada antecipadamente para o Trabalho Sujo e foi gravada em Los Angeles, no estúdio da Lolipop Records. “Essa música foi uma das primeiras que escrevi e tocamos ela só nos primeiros shows em Goiânia, antes do Plantas ter sido lançado”, me explica o guitarrista Benke Ferraz. A música e a outra inédita, “Refazendo”, quase entraram no novo disco, mas ficaram de fora na seleção final. Saca só a viagem:









