Durante a turnê de seu ótimo Sleep Well Beast, o grupo norte-americano National vem fazendo versões de hits do passado que foram importantes em sua formação: desde uma improvável “Love Vigilantes” do New Order à “Heaven” dos Talking Heads e “I Want to Break Free” do Queen. E eles aproveitaram o convite para tocar em uma sessão do Spotify ao registrar em estúdio uma excelente versão para “Maybe Not” da Cat Power, que também já vinham tocando ao vivo.
Ficou foda.
Rita Oliva aos poucos vai estruturando seu primeiro álbum com sua persona Papisa. Depois de dar o primeiro passo com o espetáculo Tempo Espaço Ritual no Centro da Terra, ela começa a mostrar as novas músicas – e lança “Pressão”, uma das músicas apresentadas em sua aparição no Segundamente – com forte influência psicodélica e eletrônica.
O rapper Eminem mostra a ótima balada “Walk on Water” com uma participação pra lá de especial, ninguém menos que Beyoncé, e a faixa parece reforçar um novo álbum prestes a ser lançado. A especulação sobre Revival começou com um post no Instagram feito por seu empresário Paul Rosenberg, apontando para uma campanha publicitária de um remédio falso, que conta até com um site de mentira.
Mas os boatos começam a virar verdade depois que o próprio Eminem conectou o tal remédio à nova música em um post em sua conta no Instagram:
O que importa é que a música é boa, o flow de Eminem está diferente (mais pausado, como na peitada que deu em Donald Trump há pouco tempo) e que possivelmente teremos um bom disco em breve.
A banda pernambucana Nação Zumbi começa a revelar seu disco de versões Radiola NZ, que será lançado ainda este ano, com uma releitura para o clássico “Refazenda” de Gilberto Gil.
Tulipa Ruiz foi pra Nova York e de lá voltou com um disco: Tu foi anunciado sem aviso e sai agora em novembro, antecipado pela faixa “Game”, que brinca com a sonoridade das palavras e seus sentidos. A música foi composta ao lado do parceiro de sempre, o irmão Gustavo Ruiz, e produzida por um novo integrante na trupe, o percussionista Stéphane San Juan, que, como Gustavo, toca e assina a produção da faixa, gravada no estúdio do produtor Scotty Hard, no Brooklyn nova-iorquino.
A faixa segue a vibe astral de seu disco mais recente, Dancê, de 2015, mas há menos cores (como sugere a arte do single) e um tom mais sério, mesmo que de brincadeira.
Resta saber o que mais vem por aí…
O produtor Sam Shepherd revela toda extensão da nova faixa de seu grupo Floating Points, “Ratio”, quando distancia-se de seu groove jazz original rumo ao bate-estaca da pista de dança – o resultado é surpreendente. O novo single, dezenove minutos de tirar o fôlego, já está em pré-venda em versão desconstruída, com baixo, bateria e teclados em faixas separadas, para que DJs possam reinventá-lo. E abre uma inesperada nova fase para o grupo.
Vamos ver o que mais vai sair daí…
A carreira solo de Xenia França, grande estrela do grupo paulistano Aláfia, está prestes a começar oficialmente. “Por que tu me chamas se não me conhece?”, canta desafiadora no primeiro single de seu álbum de estreia, “Pra Que Me Chamas?”, lançado em primeira mão no Trabalho Sujo.
A faixa cruza sonoridades afro-americanas distintas e completamentares – norte-americana, caribenha e brasileira. Ela concentra-se na raiz latina desse encontro: “A música faz um passeio pelos ritmos cubano e baiano, traçando uma ponte entre os dois lugares, influenciados pela cultura iorubá através da diáspora com a presença dos tambores sagrados – Batá, no caso da santeria cubana, e rum, rumpi e lé, do candomblé -, além da presença do timbau, estabelecendo uma simbiose entre eles. A característica principal é a linguagem eletrônica que dá a liga contemporânea ao som. A estética usada dá uma nova roupagem a herança musical deixada pelos meus ancestrais.”
O refrão tem sua frase retirada de um oríki utilizado em Cuba – “Pa que tu me llamas si tu no me conoces?” -, em referência ao orixá Eleguá, equivalente ao Exú no candomblé brasileiro. “A música fala basicamente sobre apropriação cultural”, ela continua. “Estigma do racismo ainda presente no Brasil, onde o corpo negro é invisibilizado e negligenciado porém os símbolos de sua cultura são adotados por um grupo cultural diferente. O refrão amarra todo o conceito. A letra questiona a banalização e o uso desses símbolos sem o devido fundamento e seus reais valores e significados.”
O disco, que chama-se apenas Xenia e foi bancado pela Natura Musical, chega às plataformas digitais no final do mês e será lançado no Auditório Ibirapuera no dia 15 de outubro.
Saulo Duarte está começando a definir sua carreira solo. Não, ele não abandonou a Unidade, grupo com o qual se estabeleceu na última década, mas busca pouco a pouco encontrar uma voz própria, paralela à de seu trabalho no grupo. “Ao longo desses nove anos com a Unidade eu compus outras músicas que não entraram nos discos da banda por não pertencerem àquele universo musical”, ele me explica por email. Sua carreira solo começa esta semana quando ele revela a primeira faixa de sua nova fase, ao lançar “O Lance” em primeira mão no Trabalho Sujo.
“Ela fala um pouco sobre o flerte, sobre isso de conhecer alguém, trocar poucas palavras e o indizível ficar no ar, as possibilidades variadas, a imaginação…”, ele continua. “É um devaneio dividido em algumas partes acompanhadas pela a parte instrumental: a parte 1 é conhecer a pessoa, parte 2 é o devaneio do ‘sonho/pesadelo’, a parte 3 é a constatação do que aconteceu e a parte 4 é o deleite de voltar pra casa com o lance que não precisa acontecer pra existir – lalalala”, brinca. A música carrega o que deve ser a marca dessa nova fase da carreira do compositor paraense: as parcerias com outros músicos e produtores. “Ela foi gravada no estúdio Navegantes pelo Ze Nigro e produzida pelo Curumin. Chamei esse nucleo do Curumin e os Aipins porque a gente já toca junto na banda do Russo Passapusso e na banda do próprio Curuma e já existe uma afinidade sonora, um gosto compartilhado. Foi fácil direcionar as idéias com eles porque já ia tudo pra mesma direção de forma natural, aí tem o Lucas Martins na guitarra, o Mauricio Badê na percussão, além do Curumin e do Ze Nigro tocando também. Ela foi mixada pelo Gustavo Lenza e masterizada pelo Felipe Tichauer”. O lançamento oficial é pela gravadora YB e chega às plataformas digitais nesta sexta-feira.
Sobre a sua banda oficial, ele acalmma os fãs. “A Unidade não acaba, todos da banda estão envolvidos em outros trabalhos atualmente e isso faz com que sigamos de uma forma diferente, mas a gente segue conversando sobre música e planeja lançar um próximo disco no futuro”, continua. “Agora estou envolvido no processo do meu disco e é minha prioridade. Essa diferenciação dos trabalhos acho que quem gosta do som naturalmente vai sacar, existem diversas semelhanças porque é o mesmo compositor, então diria que são diferenças sutis no texto, nos detalhes do som, mas é continuidade também.”
A previsão de lançamento do disco é para o ano que vem, mas ele planeja liberar outros singles antes do disco ficar pronto. “Quero ir fazendo essa transição de forma suave, é do meu desejo fazer um disco de música brasileira, com referências brasileiras, com o violão junto da banda novamente, fazendo riffs. Já tenho as músicas todas compostas, agora estou organizando para entender de que forma vai se dar essa narrativa.”
A vocalista do grupo The Internet começa a mostrar seu primeiro disco solo, Fin, com a excelente “Bad Dream/No Looking Back”, que começa bem pra cima e depois dá uma desacelerada radical (quem vai nas Noites Trabalho Sujo sabe do que eu tô falando) que acaba sendo a alma da canção.
https://soundcloud.com/internetsyd/bad-dream-no-looking-back
Que sonzeira.
Depois de “The Way You Used To Do”, o Queens of the Stone Age revela mais uma música do disco que lançarão no fim do mês e “The Evil Has Landed” é mais uma indicação que estamos às vésperas do lançamento de um dos melhores discos da banda de Josh Homme, por mais que os fãs lamentem que eles não sejam mais tão stoners quanto antes. Talvez seja isso ahahah










