
Bem que essa movimentação do Cidadão Instigado nas redes sociais estava indicando e agora, nesta terça-feira, Fernando Catatau anuncia mais um disco de seu grupo batizado apenas com o nome da banda. Cidadão Instigado, o disco, chega ao público no dia 25 deste mês e mexe no cerne original da banda, expandido-o não só para além do rock como para além de sua formaçao clássica. O primeiro indício é a curta “Consciência”, lançada neste mesmo dia, em que o líder da banda pega-se no meio da dúvida logo na entrada da canção: “E eu não sei como é que eu vim de tão longe e agora estou aqui”. O novo disco conta com vários novos colaboradores, inclusive na formação do grupo que tocará o disco ao vivo, que reúne os já veteranos de banda Dustan Gallas (no baixo, synths e vocais) e Clayton Martin (vocais) com os novatos Rubi Assunção (vozes e baixo synth) e Samuel Fraga (bateria e bateria eletrônica), além de participações que entram em diferentes shows, variando inclusive a cada cidade. Bem que 2026 tava prometendo…
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18 anos depois de lançar seu segundo álbum, a dupla Gnarls Barkley, formada pelo produtor Danger Mouse e pelo vocalista Cee-lo Green, volta a dar notícias ao anunciar seu terceiro e último álbum para daqui uma semana, quando revelam a íntegra de Atlanta, que compuseram para encerrar a carreira iniciada 20 anos atrás, quando tomaram conta do inconsciente coletivo com a irresistível “Crazy”. “Pictures”, o primeiro single que eles revelaram nesta quinta-feira, traz uma melancolia característica da soul music do duo, aguçada pela sensação de encerramento que o álbum parece carregar (dá uma sacada no nome das músicas). Ouça o novo single, veja a capa do disco e o nome das músicas abaixo: Continue

Eis “White Feather Hawk Tail Deer Hunter”, nova amostra do próximo disco de Lana Del Rey, que foi adiado algumas vezes e até onde sabemos se chamará Stove. Mas o que antes foi anunciado como um disco country parece estar tomando rumos inesperados, especificamente a partir da nova faixa, lançada nesta terça, em que ela aparece entre um conto de fadas e um filme de terror, rimando letras que fazem mais referência ao seu próprio imaginário autoral do que ao cânone da cultura caipira dos EUA. Ela difere completamente das duas músicas anteriores que havia lançado no ano passado – as belas “Henry, Come On” e “Bluebird” – e aponta mais dúvidas do que certezas em relação ao seu próximo álbum, o que é bom, principalmente quando falamos de Lana. Sua natureza rebelde e inconstante é parte de sua aura musical e com o novo single ela dá um cavalo de pau mental em seus fãs parecido com o que deu há dois quando lançou os sete minutos de “A&W” um mês antes do ótimo Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd. Talvez Stove (se é que realmente manterá esse título, apesar da palavra ser citada na letra da nova música) seja algo completamente diferente do que a expectativa do novo álbum parecia prever. O que, reforço, é sempre uma boa notícia.
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O trio irlandês Kneecap, dos grupos mais importantes do pop atual principalmente por não afastar-se de questões políticas tidas como “delicadas” pela mídia tradicional, está em contagem regressiva para o lançamento e seu próximo álbum, Fenian (programado para o dia 24 de abril), e contou com a benção de ninguém menos que Banksy no lançamento de seu single mais recente, “No Comment”. O enigmático e provocador grafiteiro inglês cedeu ao grupo o uso da imagem “London High Court”, que apareceu em setembro do ano passado no muro da Corte Real de Justiça inglesa e trazia um juiz levantando um martelo para agredir um manifestante. O pixo foi apagado em pouco tempo, mas agora foi eternizado quando o grupo pode usá-lo em seu single. “Você não consegue lavar um genocídio”, esbravejou o trio no lançamento do single, “sua cumplicidade sempre permanecerá.”
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Lana Del Rey mostrou o que pode ser a capa de seu próximo single, “White Feather Hawk Tail Deer Hunter”, que será lançado no próximo dia 17. Só vem!

Bruce Springsteen vem se tornando uma das principais vozes da classe artística estadunidense contra o regime que Donald Trump baixou em seu país, chegando ao cúmulo de ter sua milícia particular assassinando pessoas inocentes, especialmente na cidade de Mineápolis, que tornou-se o epicentro dessa nova tragédia nos EUA. E depois de esbravejar em shows e entrevistas, ele resolveu eternizar essa era de trevas em seu país em uma canção. “Streets Of Minneapolis” em que retoma o tom das canções de protesto à Bob Dylan para descrever o estado decrépito que seu país afunda em violência, mencionando por nome, tanto as vítimas fatais do governo norte-americano (Alex Pretti e Renee Good) quanto os patifes que orquestraram essa desordem, os palhaços de extrema-direita Stephen Miller (vice-chefe do gabinete de políticas públicas da Casa Branca), Kristi Noem (secretária de segurança interna) e, claro, o agente laranja que escangalha de vez os EUA, chamado por Bruce na música de “Rei Trump”. A capa do single não deixa meios-termos ao mostrar um protesto dos cidadãos daquela cidade contra a polícia particular de Trump.
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Como previsto, o Sugar anunciou oficialmente a volta às atividades para além do par de shows e do single que soltaram no ano passado. Quem puxa as atividades de 2026 é o single “Long Live Love” (veja o clipe abaixo), que seu compositor, o líder da banda e fundador do seminal Hüsker Dü, Bob Mould, desenterrou da época em que morou em Washington, capital dos EUA, em 2007, e que reflete a fase DJ que ele atravessava. Bob inclusive menciona a semelhança da canção com um dos seus discos favoritos da vida, o segundo do Garbage (!). Além do novo single (que será vendido como um compacto junto com a música que lançaram ano passado, “House Of Dead Memories”), o grupo também anunciou dezenas de shows durante o ano começando por Nova York, nos EUA, no início de maio para depois fazer Europa até junho e retomar a turnê pelos Estados Unidos entre agosto, setembro e outubro. E nada de América Latina, Oceania ou Ásia por enquanto. Fora que veio mais um single, vieram (muito) mais shows, mas o disco ainda está por vir… Esperamos. Continue

Como de hábito, o bom e velho Marcelo Cabral chega pianinho para mostrar seu terceiro disco solo, que ainda não tem título nem data de lançamento mas começa a tornar-se público com o lançamento do single “O Herói Vai Cair”, parceria sua com o Clima que chega às plataformas no próximo dia 15. E no dia 21 ele sobe no palco do Mamãe com a banda que gravou o álbum (apenas Sophia Chablau na guitarra e Biel Basile na bateria) para mostrar outras canções deste novo trabalho. 2026 promete!

E o David Byrne, que não é bobo nem nada, aproveitou o aniversário do primeiro hit de Olivia Rodrigo para lançar sua versão de “Drivers License”. Assim o talking head sela em disco sua parceria com a jovem geninha do pop, que começou com o dueto dos dois no show dela no festival Governors Ball, do ano passado, quando dividiram os vocais da clássica “Burning Down the House”.
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O Queen aproveitou o natal deste ano para desenterrar uma canção natalina gravada para seu segundo disco que até hoje não tinha sido lançada. “Not For Sale (Polar Bear)” foi composta pelo guitarrista Brian May para o grupo que tinha anteriormente, o Smile, e foi gravada em 1974, mas não entrou na seleção final de Queen II. E à medida em que preparam o relançamento deste álbum para o ano que vem, acharam uma boa oportunidade ressuscitar a faixa, lançando-a na véspera do natal de 2025. Apesar de não soar como se espera de uma canção festiva desta época, a música é boa e prepara o terreno para a nova edição do citado disco.
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