Simon Reynolds conta a história do que chamamos de indie

20 anos depois do tratado Rip It Up and Start Again: Postpunk 1978–1984, o crítico inglês Simon Reynolds deixa de teorizar sobre o passado e o futuro da música pop (temas de seus livros mais recentes: Retromania: Pop Culture’s Addiction to Its Own Past, de 2011, e Futuromania: Electronic Dreams from Moroder to Migos, de 2020) para retomar a linha histórica do ponto em que deixou após contar a história do pós-punk, livro que, por sua vez, continuava a saga que o colega de profissão Jon Savage havia começado a contar em outro livro clássico da história da música, England’s Dreaming, de 1991, sobre o punk inglês. Ele acaba de anunciar a publicação de Still in a Dream: Shoegaze, Slackers and the Reinvention of Rock, 1984–1994, em que pega o fio da meada do livro anterior para falar sobre o surgimento de um noise pop anglófono do meio dos anos 80 que influenciou diferentes bandas underground dos dois lados do Atlântico e que foram a base para a explosão do rock alternativo na década seguinte. Essa história é resumida nos nomes de algumas bandas que ornam a capa rosa da edição, que enfileira clássicos modernos como My Bloody Valentine, Sonic Youth, R.E.M., Jesus & Mary Chain, Pixies, Hüsker Dü, Cocteau Twins, Dinosaur Jr., Teenage Fanclub, Smiths, Nirvana, Replacements, Mercury Rev, Spiritualized, Butthole Surfers, Stereolab, Galaxie 500, Felt, Pavement, Spacemen 3, entre outros. O livro, já em pré-venda, será lançado em junho deste ano e parece epitomizar a estética e ética que hoje chamamos de indie. Conhecendo a grandeza de seu autor (também conhecido por ter cunhado o termo pós-rock) e que ele viu essa época que descreve pessoalmente no início de sua careira, dá pra cravar que é leitura obrigatória
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