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A turnê mundial de Dua Lipa entrou no continente europeu na semana passada mantendo o padrão que ela estabeleceu quando passou pela Oceania, e após apresentar sua banda em “These Walls”, vai para um palco menor no meio da plateia para cantar músicas de artistas de cada país em que ela passa. Foi assim quando esteve em Madri, quando saudou Enrique Iglesias cantando “Héro” e emocionou a todos pinçando “Me Gustas Tu” do repertório de Manu Chao. Quando passou pela França, nos dois shows que fez na cidade de Auvergne-Rhône-Alpes, perto de Lyon, cantou primeiro, em francês, a balada “Dernière Danse” da cantora Indila, e depois “Get Lucky” da dupla Daft Punk. E começou essa semana com dois shows em Hamburgo, o primeiro esta segunda, quando atreveu-se a cantar em alemão – e saiu-se bem! – o hit mundial da cantora new wave Nena, a imortal “99 Luftballons”. Ela faz outro show na cidade nessa terça… Será que ela vai tocar Kraftwerk?

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Eis os novos horários do C6 Fest desse ano. Deu uma melhorada, deu pra ver que valeu a pena falar pelas redes sociais e deu até pra ver a boa intenção nos horários do sábado, mas o Gossip ainda ficou espremido entre os Pretenders e o Air…

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É uma cena de tirar o fôlego que o próprio System of a Down anunciou em suas redes sociais que “não é uma zona de guerra, nem um tumulto”. Depois de Madonna, The Weeknd e Lady Gaga, foi a vez do System of a Down engrossar o coro de artistas que vêm para o Brasil fazer shows gigantescos que contam com a excitação do nosso público pra tirar onda e virar notícia lá fora ao encerrar a turnê de nove shows (cinco no Brasil) em que fizeram pela América do Sul. A moda pegou e pode ficar tranquilo que nos próximos meses veremos cada vez mais demonstrações dessa grandeza – o que inevitavelmente trará estrangeiros pra ver esses shows gigantescos por aqui.

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O sujeito está prestes a completar 84 anos e não para de nos surpreender. Primeiro foi nesta terça, quando realizou o primeiro show de mais uma turnê que vem fazendo com Willie Nelson (a tal Outlaw Tour, que fez os dois se encontrar no ano passado), em Phoenix, nos EUA, e pinçou algumas músicas que não tocava há tempos, como sua clássica “Mr. Tambourine Man” e versões de músicas que nunca havia tocado, como “Axe In The Wind” de George “Wild Child” Butler, “I’ll Make It All Up To You” de Jerry Lee Lewis e “A Rainy Night In Soho”, clássico dos Pogues, que encerrou a noite (assista aos vídeos abaixo). Não bastasse isso, parece que ele está prestes a lançar o segundo volume de suas Crônicas, algo que os fãs já haviam desistido. A notícia, no entanto, veio de uma fonte pouco provável, quando Sean Penn, que foi o narrador da versão em áudio do livro autobiográfico que Dylan lançou em 2004, deixou escapar em uma entrevista para o podcast de Louis Theroux no Spotify, que “parece que irei fazer o segundo também. É, Crônicas Dois!”. Dedos cruzados! Continue

Nesta terça-feira temos a satisfação de receber a cantora e compositora mineira Josy.Anne, que começa a revelar a segunda parte de sua trilogia, batizada de Negra Ressonância Mineira, depois de lançar o primeiro capítulo como um disco, chamado de Mozamba. No espetáculo desta terça, ela começa a investigar como será a continuação de sua saga, em que ela mergulha nas tradições de seu estado para falar sobre negritude e ancestralidade a partir deste recorte social e geográfico. No segundo ato, que ela chama de Bateia (que vem com um subtítulo ousado: Gira Que Salta para o Novo), ela vem acompanhada de uma bandaça, com Curumin na bateria, Maurício Badé na percussão e Podeserdesligado nos efeitos e produção eletrônica. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

#josyannenocentrodaterra #josyanne #centrodaterra #centrodaterra2025

Eu não estava. Pelamordedeus, o que que é isso? Tragam urgente o show solo dessa mulher pro Brasil!

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Sábado pude comparecer a mais uma missa do papa negro Mateus Aleluia, que, mesmo lançando disco novo neste fim de semana (o soberbo disco batizado com seu próprio nome), preferiu ater-se ao seu repertório clássico, que une tanto pérolas do africanto dos Tincoãs, ancestral trio vocal que trouxe o terreiro puro para o repertório da MPB ainda nos anos 70, quanto hinos já imortais de sua recente carreira solo. A apresentação aconteceu na Casa Natura Musical e eu escrevi mais uma vez cobri um show para o Toca do UOL. Continue

O encontro de Maria Beraldo e Arrigo Barnabé no palco que aconteceu neste sábado, no Sesc Avenida Paulista, é uma grande ideia, para começar, conceitual. Parte do encontro Travessia, idealizado por Caroline Zitto e dirigido pelo Curumin, a apresentação foi a segunda noite do evento, no dia seguinte à da dupla Di Melo e Jadsa e no dia anterior à junção de Yma e Maurício Pereira. O alinhamento cósmico Arrigo e Beraldo não é novidade, só ganha outros contornos em 2025, quando a compositora catarinense já tem sua carreira solo consolidada (com o ótimo segundo disco Colinho, lançado em 2024) e não mais como integrante da banda do mestre Crocodilo. Sem acompanhamentos, os dois se confrontaram com vozes e instrumentos – Arrigo sentado ao piano elétrico, Beraldo alternando-se entre ficar sentada ou de pé para tocar clarinete ou guitarra. Os dois começaram com um envolvente número instrumental (ele ao piano, ela no clarinete) e foram para a chuvosa (num sábado igualmente chuvoso) “Cidade Oculta” de Arrigo emendada com uma versão deslumbrante para “Ninfomaníaca” do disco mais recente de Maria, que Arrigo aproveitou para recitar a tradução que Augusto de Campos fez para o Canto I do Inferno da Divina Comédia, de Dante Alighieri. Ele deixou o palco e ela seguiu só na guitarra, quando puxou sua “Da Menor Importância”, de seu primeiro disco, Cavala, emendou um solo de clarinete (enquanto fazia sua guitarra rugir com os pés) que transformou-se em uma versão cacofônica de “Rainha” para chegar à melodia plena da fatalista “Baleia”. Arrigo voltou ao palco quando sozinho ao piano visitou Itamar Assumpção (“Noite Torta”), Carlos Drummond de Andrade (ao recitar de pé “Relógio do Rosário”) e um número instrumental, antes de trazer de volta sua pupila e entraram juntos na parte final do show. Esta veio com a mistura de “Diversões Eletrônicas” com “I Can’t Stand My Father Anymore”, que foi sensacional, e descambou a dupla final do show, quando visitaram as clássicas “Sabor de Veneno” e “Clara Crocodilo” para a encerrar a apresentação lá no alto e num lugar familiar aos dois, numa boa amostra do que foi essa noite mágica.

#arrigobarnabe #mariaberaldo #sescavenidapaulista #trabalhosujo2025shows 079

Experiência surreal poder ver dois integrantes originais do King Crimson recriar três obras-primas que fizeram parte nessa sexta-feira, no Espaço Unimed, quando o projeto Beat reviveu a trilogia Three of a Perfect Pair que o grupo liderado por Robert Fripp fez no início dos anos 80, quando circulava com o Brian Eno e os Talking Heads. Ainda mais quando um de seus integrantes é o guitarrista Adrian Belew, um dos maiores monstros sagrados do seu instrumento e a prova de que o conceito guitar hero pós-punk é possível, por mais que possa ser contraditório. Mago supremo da guitarra, também era o mestre de cerimônias e anfitrião da corte do dia, deixando o público à vontade com seu carisma. Fazendo as vezes de Fripp estava ninguém menos que Steve Vai, comedido na autoindulgência que lhe é característica e soltando a mão nos grooves mais funk do grupo. No baixo, toda destreza e detalhismo do senhor Tony Levin, que ainda aproveitou o final da apresentação (como fez quando veio ao Brasil em 2019 com o próprio Fripp e seu King Crimson, naquela mesma casa de shows, que ainda se chamava Espaço das Américas), para tirar fotos do público com sua câmera analógica, que em breve aparecerão em seu site. E no lugar de Bill Brufford, o caçula da banda, Danny Carey, mais conhecido como baterista do Tool, que foi surpreendido com um parabéns no palco, assim que o relógio virou a meia-noite. Todos completamente entregues a um momento improvável da banda de rock progressivo mais séria de todos os tempos, três discos que fazem o público dançar e cantar juntos – mas à moda King Crimson. Escrevi sobre o show de sexta no primeiro texto que escrevi para o Toca do UOL. Continue

Esqueci de falar aqui (mas todos já sabem), que Bad Bunny caminha a largos passos para se tornar um dos maiores artistas do planeta – inclusive aqui no Brasil. Não bastasse anunciar a turnê mundial para divulgar seu festejado Debí Tirar Más Fotos que começa a partir da América Latina, antes de ir para Ásia e Europa, ele esgotou os ingressos para seu único show no Brasil, que acontecerá dia 20 de fevereiro do ano que vem no estádio do Palmeiras (como ele havia atiçado no fim de semana), em questão de minutos, a ponto da produtora já anunciar a segunda data do astro portorriquenho para o dia 21. Os ingressos (disponíveis neste link) começam a ser vendidos na próxima segunda, dia 12, para quem for cliente do banco patrocinador do show e a partir da terça, dia 13, para o resto de todos. Nada mal hein, Benito

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