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Show

Lóki é pouco: olha os pés dessa menina, que não param. E as caras!

Lembram do Relespública?

Poizé. E o Bruno mandou esse vídeo mostrando o que aconteceu com o Fábio Elias, vocalista, guitarrista e fundador da banda:

Parece até estranho dizer isso, mas o Relespública foi uma das primeiras bandas a mostrar que Curitiba tinha uma cena musical própria, há quase vinte anos. A banda encarnava o espírito mod numa época em que “brechó” e “rock gaúcho” eram termos antagônicos e, ainda adolescentes, faziam shows memoráveis em que quebravam tudo – e isso numa época em que gravar disco era considerado um luxo. O próprio primeiro CD do Reles saiu mais de cinco anos depois da formação original da banda, numa formação diferente da clássica (que não durou muito tempo). Seu núcleo central (Fabio, Ricardo e Emanuel) continha a química explosiva que transformam bandas de garagem em bandas de rock, mas dá para entender as pressões que levaram Fabio tomar um rumo tão drástico.

BeckINXS

E a nova incursão de Beck em seu Record Club é para um disco mais do que subestimado da década de 80: Kick é o disco que transformou o INXS em uma das principais bandas pop daquele período, embora muitos sequer lembrem que a banda existiu. Para regravar o disco, Beck chamou os Liars, dois St. Vincent e o Sérgio Dias (é!). A primeira faixa a aparecer foi “Guns in the Sky” – e ficou massa:

Beck no Brasil?!

Pelo menos é o que o Alex tá ventilando. Mas num festival de grife de surfe, substituindo o John Mayer… Parece aquela história do Paul com o Wilco em… onde era mesmo? De qualquer forma, fica aí a idéia pra quem tiver a fim de trazer um showzinho classe pro Brasil – Beck só tocou por aqui no Rock in Rio de 2001 (e foi fodaço pra quem conseguiu assistir de perto).

Chatuba de ninar

Vi no URBe.

E o Michel retwittou os caras:

Massa.

Axl Rose, seu nome do meio é “uruca”.

O bicho pega aos seis minutos e meio. O título desse post é só um exagero do Bruno que eu achei que soou bem.

E o Phoenix segue sua estratégia esperta de manter-se no holofote: os franceses acabam de disponibilizar um EP para download com um show feito em Sidney, na Austrália, em que tocaram a íntegra de seu disco mais recente, Wolfgang Amadeus Phoenix. O download pode ser feito através do site oficial da banda, mas se por acaso não estiver mais rolando, dá pra baixar por aqui.

Peraí, Pedro:

É fácil perceber que Mallu não tem autoridade sobre o público. Não tem, nem poderia ter. Alguém disse a essa doce menina que ela estava pronta – o pai, alguns publicitários “geniais”, um bando de jornalistas escrevendo escrevendo escrevendo sobre ela. São (somos) todos cúmplices de uma crueldade.

“Eu saí de uma escola de que eu gostava, e meus amigos dessa escola vieram hoje”, a pequena comemora, morrendo de vontade de estar feliz. Os coleguinhas a aplaudem, solidários. Eles provavelmente só estudam, enquanto a amiga mais “famosa” deixa as bonecas de lado para pegar no pesado.

Espalhou-se isto por aí, mas, não, ela não é uma garota-prodígio. É uma menina de 17 anos forçada a trabalhar duro como a mulher feita e dona de si que ainda não é. Não deve ser por outra razão que pensa gostar tanto de folk – aí está um gênero musical gringo que fala desesperadamente de prisão, escravidão, assuns pretos, blackbirds, exploração e desejos de libertação. Não é por outra razão que “Don’t Think Twice, It’s All Right”, de Bob Dylan, veste tão sob medida nessa menina.

…quer dizer que Mallu Magalhães é exploração de trabalho infantil? Não custa lembrar que o próprio Dylan já fazia shows antes dos 20. Se Mallu tem de se apresentar no Ibirapuera e não no palquinho da escola ou do bairro, não é só questão de culpa ou cumplicidade, mas reflexo da época em que vivemos – Mallu não é a primeira (lembra do Michael…), não vai ser a última.

Mallu não foi forçada a cantar, ela não compõe por pilha alheia, não é obrigada a continuar artista – ela faz porque gosta. Pode ser que depois jogue tudo para o alto e vire dona de casa, o ponto não é esse. Tem mais a ver com o papel do artista no século 21, que está deixando de virar essa deformidade genialesca inventada pela indústria cultural (gente que precisa de “tempo para criar”, “silêncio para pensar”, limusine-cinco-estrelas, ó quão especiais) para se tornar característica do dia-a-dia de cada um. Se ela é um gênio, um prodígio ou só mais uma menininha sem graça, isso não interessa (ao menos, não a nós). O que importa é que ela é parte de uma mudança de lógica que já está em curso há pelo menos dez anos e não é registrada pelo jornalismo cultural, afinal, ainda precisamos de ídolos e de descobrir os novos Beatles e os novos Caetanos.