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Fui a Brasília neste fim de semana para assistir à décima edição do Cerrado Jazz Festival, um evento que reuniu uma excelente mistura de música brasileira, contemplando clássicos e contemporâneos sem precisar recorrer a dezenas de artistas, múltiplos palcos, nomes gigantescos ou multidões – seja para comprar ingressos ou para ver bem os shows. Gratuito, o festival aconteceu num fim de semana de lua cheia à sombra dos prédios do Banco Central e da Caixa Econômica, em pleno Eixo Monumental brasiliense. No palco, veteranos célebres como Dom Salvador, Rosa Passos, Egberto Gismonti, João Bosco e a Banda Black Rio ao lado de novos talentos como Vanessa Moreno, Michael Pipoquinha, Tucanuçu e Daniel Murray e de outros já estabelecidos como Fabiana Cozza e Chico César e duas novidades candangas dedicadas à tradição da música brasileira, a Gafieira Cerrado Jazz e a Choro Popular Orquestra. Escrevi sobre os quatro dias do evento em mais uma colaboração para o Toca UOL.

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Depois de celebrar seu cinquentenário no ano passado reunindo Lauryn Hill, Yg Marley, Wyclef Jean, Jimmy “Bo” Horne, Mano Brown, Criolo, Rael e Sandra de Sá no estádio do Palmeiras, a mitológica equipe de bailes paulistana Chic Show acaba de anunciar a segunda edição de seu festival, que acontece no dia 6 de dezembro no estádio do Pacaembu – e entre os nomes já anunciados estão um elenco estelar que inclui Jorge Ben, Mano Brown (comemorando os dez anos de seu Boogie Naipe – pois é! -, além de puxar alguns hits dos Racionais), Arrested Development, Zapp, Luciana Mello e os DJs Puff, Grandmaster Ney, Luciano e Preto Faria, mas ainda há interrogações no cartaz que garantem pelo menos mais uma atração a ser anunciada. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 23 a partir das 10h pelo site da Ticketmaster. Nada mal…

O próximo artista a desbravar as salas de cinema é o grupo inglês Depeche Mode, que estreará o filme registrado pelo cineasta mexicano Fernando Frias nas três apresentações do grupo no Foro Sol Stadium na Cidade do México, nos dias 21, 23 e 25 de setembro de 2023, logo após começarem a turnê Memento Mori, que marcou o primeiro álbum do grupo após a morte do tecladista e fundador Andy Fletcher no ano anterior. Foram quase 200 mil pessoas que assistiram às três datas no México e o filme, batizado apenas com a letra M, mistura a experiência daqueles três dias com referências à cultura mexicana, a partir de sugestões de seu diretor. Depois de percorrer o circuito dos festivais, o grupo acaba de anunciar que o filme irá estrear nos cinemas em todo o mundo no dia 28 de outubro, em exibições por períodos limitados e, se possível, em salas que tenham a tela Imax. Vamos torcer para o filme vir pro Brasil…

Ao revelar parte de seu próximo álbum num Ensaio Aberto conceitual que organizou nessa terça-feira no Centro da Terra, Sessa compartilhou outros segredos com o público que encheu o teatro na noite gelada. Dois destes foram contados logo ao início da apresentação quando, depois de tocar duas inéditas ao lado de Marcelo Cabral, Biel Basile e Ina, ele convidou para o palco a multiinstrumentista Lê Veras, que assumiu o piano da noite, abrindo uma nova camada na sonoridade em seu trabalho, que, outra revelação da noite, se chamará Pequena Vertigem de Amor. Ao lado dos quatro, mostrou algumas das novas músicas e como o casamento de seu violão com a bateria de Biel e o baixo elétrico de Cabral, com as teclas de Lê e da sempre belíssima voz de Ina deu uma nova sutileza, tornando ainda mais leve sua musicalidade. A segunda parte do show contou com músicas de seus dois primeiros discos, dentro dessa nova faixa de sensibilidade (fora o piano, que não esteve nessa metade), e Sessa encerrou a noite com a mais bela versão para sua “Gata Mágica”, com Cabral tocando seu instrumento com um arco de cello.

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Nesta terça-feira recebemos Sessa mais uma vez no palco do Centro da Terra, quando faz um Ensaio Aberto do que será seu terceiro disco solo, programado para ser lançado em novembro deste ano. Ele vem acompanhado de Marcelo Cabral (baixo), Biel Basile (bateria) e Ina (vocal) e mostra como as novas músicas funcionarão no palco mesmo antes do público conhecê-las. O espetáculo começa sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Só Buhr


(Foto: Priscilla Buhr)

Ou apenas “Bu”, como já lhe chamam. Um dos grandes nomes da música contemporânea brasileira abandona o prenome Karina para tornar-se apenas seu sobrenome e aproveita um show em comemoração aos dez anos de seu Selvática, que acontece no Sesc Pompeia, no dia 22 de agosto (os ingressos começam a ser vendidos nesta terça, às 17h neste link), para marcar essa transição. “Eu já queria fazer isso há um tempo e no meu mergulho no universo do Selvática, de meu lugar hoje dentro dos feminismos, entra minha vontade de falar na rua que sou uma pessoa não-binária e, no meu caso, isso mexe com meu nome também”, me explica por email. “Não é uma coisa nova pra mim eu não me definir como mulher e questionar gênero e suas atribuições, mas antes eu não tinha algumas palavras na prateleira, depois fui encontrando palavras com as quais eu me identificava fortemente – como pessoa não-binária, agênero… -, mas entendia que não precisava falar disso publicamente, que era uma coisa pessoal, até que entendi que sim, preciso e quero falar sobre isso, que é também coletivo, mostrar que falo desse ponto de vista onde me encontro.” Ela cita “Eu Sou Um Monstro”, do disco de 2015, como um dos indícios de que isso já estava sendo dito anteriormente. “Quis reler as músicas e letras da minha perspectiva hoje, daqui, de 2025”, continua. “Pensar, cantando e falando, dentro dos feminismos onde me encontro agora, e relembrar, por exemplo, nas entrelinhas que sempre falei que na capa do disco, censurada até hoje pelo instagram e companhia, era um personagem sem camisa e não uma mulher ‘exibindo os seios’, frase bem cafona, aliás, que circulou bastante na época do lançamento.” Sobre o novo nome, como a atual condição de gênero, não é propriamente uma novidade: “Muita gente já me chama assim, desde criança, pronunciando ‘Bu’ mesmo, inclusive assino assim meus desenhos há bastante tempo e me sinto mais representada sonoramente, e visualmente”, completa. “Talvez venham outras mudanças, mas, por enquanto, tá de bom tamanho. Sempre tive um incômodo com o nome Karina e um dia eu entendi por quê.”

“Quanto mais escura a noite, mais claro fica o que tem por dentro.” Rita Oliva atravessou a metade de sua temporada Em Brisas nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando pela primeira vez deixou sua persona Papisa ser levada para o território do texto falado, entregando-se à poesia guiada pelo poeta Bobby Baq, único convidado desta noite. Além do texto – que incluía com poemas de Marina Colasanti, Clarice Lispector, Yoko Ono e obras dos dois -, Papisa ainda tocou guitarra, teclados e disparou samples, citando Lulu Santos, Sidney Magal e Radiohead e suas próprias canções, entre inéditas e desenterradas, dividindo a apresentação, que usava a água como fio condutor, em quatro partes e conversando com o público entre essas partes – abrindo, inclusive uma roda de sonho em pleno teatro. Foi sua noite mais experimental, em que o encontro da música com a poesia abriu portas para o ocultismo e a psicanálise.

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Bob Dylan segue usando seu repertório para comentar os acontecimentos recentes como tem feito em seus shows deste ano – e não foi diferente neste fim de semana, quando abriu os três shows de sua Outlaw Tour, que vem fazendo ao lado de de seu compadre veterano Willie Nelson, entre outros artistas, com a desafiadora “Masters of War”, tocando-a pela primeira vez ao vivo desde 2016. A faixa foi composta nos anos 60, quando a crise dos mísseis em Cuba e a guerra do Vietnã atormentavam os cidadãos estadunidenses, e segue atual mais de 60 anos depois, à luz das ameaças que o presidente de seu país vem fazendo a outras naçoes, da guerra na Ucrânia e da situação cada vez mais trágica em Gaza.

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O festival argentino Music Wins acabou de anunciar seu elenco este ano, quando, num único dia (2 de novembro) reúnem, no Mandarine Park de Buenos Aires, artistas como Yo La Tengo, Primal Scream, Whitest Boy Alive, a australiana Tash Sultana e a banda francesa L’Impératrice, entre outros nomes menores. Todos citados já têm seus shows marcados no Brasil: o Yo La Tengo toca no Balaclava Fest no dia 9 no Tokio Marine Hall, o Primal Scream vem no dia 11, o Whitest Boy Alive no dia 30 de outubro, L’Imperatrice no dia 4 e a Tash no dia 5, todos estes últimos na Áudio. Só um nome ainda não anunciou sua vinda para o Brasil, justamente o principal nome deste evento – o Massive Attack. Ainda – pois tudo indica que eles estão mais próximos de falar sobre a vinda pra nossa área. Imagina…

O fato dos ingressos pro show que Mac DeMarco fará em São Paulo em abril do ano que vem terem se esgotado tão rápido – em menos que um dia -, acelerou a novidade que a Balaclava revela nesta quarta-feira, ao anunciar que o herói indie canadense fará outros oito shows pelo Brasil entre os dias 4 e 16 daquele abril. Além de abrir mais uma data em São Paulo (mais uma vez na Áudio, dia 5), a excursão passará pelo Rio de Janeiro (dia 3, no Sacadura 154), Brasília (dia 8, no Toinha), Recife (10, na Concha Acústica UFPE), Belo Horizonte (12, na Autêntica), Curitiba (14, no Tork), Floripa (15, no John Bull) e Porto Alegre (16, no Opinião), quando Mac tocará o disco que lança este agosto, batizado de Guitar. Os ingressos já estão à venda neste link.