Trabalho Sujo - Home

Show

Tão falando…

Vai ser bom esse show, viu…

Pavement passando o som nesta sexta-feira. Que banda foda.

E os “uuuuu” de “Kennel Disctric”, cê sabe a hora de cantar?

Esse show vai ser incrível, anotem aí.

Os perdedores


Proto-indie-estatal: Propaganda do Banco do Brasil com trilha sonora da PELVs.

O Custódio aproveitou o fim de semana de shows em São Paulo para trazer a banda indie carioca PELVs para apresentar-se na cidade, na sexta. E eu aproveitei a vinda da banda para pedir para um texto sobre a PELVs em 2010 para o Dodô, baterista da banda, e ele aproveitou para contar uma das muitas histórias da mais importante banda indie carioca:

“Derrota, minha derrota; mais valiosa que mil triunfos” – escrevi esse verso pensando na PELVs, banda que ajudei fundar em 1992 para acabar com uma dissidência que havia no grupo Verve, que antecedeu toda essa história, e que envolvia uma vontade de cantar em inglês. Tivesse a Verve sobrevivido, com os integrantes da PELVs, seria a maior banda do rock brasileiro hoje. Não foi. Que bom. Pudemos desfrutar da liberdade dos perdedores, dos que não tem fãs a desapontar, dos que não tem criticos a adular, nem gravadora a orientar.

Como músicos, somos, todos, surfistas frustrados.

Criamos, em 1994, um esporte chamado Loud Surf, em que a condição para pratica-lo era estar bêbado, ser um dia de chuva e ondas grandes. Os piores tombos levavam as melhores pontuações. A revista Fluir, pra nosso desconcerto, levou a sério e fez uma matéria. Como trilha sonora, sugerimos nossos heróis Pixies, Lloyd Cole e Dinosaur Jr. que fazem surf music para dias de chuva. No Loud Surf, quem tomava mais tombo vencia a competição. Quem perdia,ganhava.

PELVs é a única banda ainda viva de uma geração de perdedores consagrados – as bandas que cantavam em inglês, no Brasil, na década de 90. Para mim, a maior e melhor geração do rock brasileiro até hoje. Para mim, chato de galochas, rigoroso pra caramba com isso de ser uma banda brasileira, nós, da PELVs, ganhamos nisso também.

E ganhamos dinheiro quando o Banco do Brasil, em 2008, encasquetou que uma canção que compus para a banda (“Baby of Macon” – depois de minha saida, em 1999, uma composição ou outra minha saía da gaveta e era grava pelos caras) e criou sua campanha nacional de sustentabilidade. Mais uma vez, ouvimos: caras, se vocês cantarem em português vocês serão a maior banda do Brasil. Muito obrigado, mas não.

Ontem liguei para o Gustavo Seabra, único da formação original, único a insistir em trazer novos músicos e nao terminar com a banda, pra saber porque afinal, continuar com ela, fazer mais um show pra 25 pessoas. Ele riu e respondeu: porque eu to pouco me fudendo para a quantidade de pessoas que curte a banda. Nessa hora eu entendi. Perdedores sao os outros.

Dois dos momentos mais tocantes nos shows do Paul na Argentina: as duas homenagens feitas ao John e ao George.

Muito mestre.

Pavement!

Já vi três shows dos caras esse ano (dois no Central Park e um em Las Vegas), mas não vejo a hora do show do Pavement no Terra desse ano. A banda está azeitadíssima como nunca se ouviu (os piratas de shows deles durante os anos 90 estão por aí, online) sem perder o charme largado que sua assinatura – uma extensão da personalidade de seu líder, Stephen Malkmus, que acaba permeando por todo o grupo. O foco da banda é Malkmus – é sua voz e guitarras formam a textura sonora que reconhecemos como Pavement e é impossível notar o magnetismo que ele emana para o resto da banda, que reconhece a felicidade que é estar no mesmo palco que o cara. Mark Ibold e Scott Kannberg não param de sorrir o tempo todo. O guitarrista Spiral Stairs (de boné o tempo todo, sacumé, idade) e o baterista Steve West embalam bem o transe desleixado do grupo, que, mesmo com a fama de preguiçoso, funciona com a precisão de um relógio no palco. O vídeo acima eu fiz no show que os caras fizeram dia 23 de setembro em Nova York, mas se você quer ver o show com uma qualidade mais profissa, dá uma passada no site do Primavera que eles colocaram a íntegra do show deles esse ano no festival para assistir em streaming.

Camelo + Jeneci

Marcelo Jeneci lançou seu primeiro disco solo esta semana com dois shows no Sesc Vila Mariana e, em uma das noites, convidou Marcelo Camelo para cantar a “Doce Solidão” do Hermano. O Ronaldo foi conferir ao vivo e fala mais sobre o show lá no Vitrola.

É hora do Paul

Vou ali em Buenos Aires ver dois shows do Paul e já volto. Mas mando notícias pelo caminho. Hasta!

Essa música do Tame Impala também toca num tema parecido pra esse fim de 2010…

Feel it come
I don’t know how long it’s gonna stay with me
I’ll let desire be
Desire go

Dare I face the real world

Everyday
Back and forth
What’s it for?
What’s it for?
Back and forth
Everyday

Everyday
Back and forth
What’s it for
I don’t know
I’ll get out, won’t have to…

Check my watch

I don’t have the verve to belong to this dead side
Why I ever tried
I don’t know