Quem vai? A Frá aproveitou a segunda vinda dos tioneijes pra fazer um especial “minha primeira vez com o Teenage Fanclub” no seu blog. Eis a minha contribuição:
“The Concept”
Foi a primeira música deles que eu vi na vida, lembro direitinho, festival de Reading de 1992, por algum motivo transmitido pela TV Bandeirantes (num tempo em que nem eles se referiam a si mesmos como “Band”). Por conjunções astrais inexplicáveis, estava, ao mesmo tempo, valorizando o lado cancioneiro dos Beatles – aquela época em que você percebe que o “Rubber Soul” é tão importante quanto o “Revolver” – e descobrindo o Big Star via Replacements, e aí me vem essa banda, mais simples que tudo, valorizando a canção e a música pop num tempo em que as outras bandas que passaram naquela tarde de sábado tinham nomes como Ned’s Atomic Dustbin, Swervedriver ou Wonder Stuff. E mesmo sendo o festival que lançou o Nirvana para o resto do mundo, são as camisas listradas do Teenage e o vestidinho curto de PJ Harvey (cantando “Sheela-Na-Gig”) minhas lembranças mais precisas daquela tarde dos meus 17 anos. Foi o suficiente para sair atrás de um disco de nome comprido, que tinha um saco de dinheiro desenhado na capa, rosa-choque e amarelo-limão. Fui encontrá-lo em CD, nas lojas Americanas, edição que carrego comigo até hoje.
Ela também desenterrou o setlist do terceiro show que eles fizeram no Sesc Pompéia, em 2004:
Hoje vai ser demais.
Jamie Lidell – “Another Day”
Bem bom o show do Jamie Lidell na quinta passada, na Clash, apesar do público mirrado. Fiz uns videozinhos, olha aí:
Jamie Lidell – “I Wanna Be Your Telephone”
Jamie Lidell – “You Got Me Up”
Jamie Lidell – “Multiply”
Precisa falar mais alguma coisa?
“Congelo o tempo preu ficar mais pianinho…”
Sesc Pompéia @ São Paulo
28 de abril de 2011
Marcelo Camelo – “Tudo Passa”
Depois do debate de ontem (que foi bem legal, depois comento aqui), corri para o Sesc Pompéia pegar o primeiro show de Marcelo Camelo desde… (ele mesmo demorou pra lembrar antes de falar “setembro de”) 2009.
Marcelo Camelo – “Vermelho”
Foi um bom show, com Marcelo bem à vontade para, inclusive, cantar suas músicas dos Los Hermanos com tanta naturalidade e tranquilidade quanto as do disco novo. Não é propriamente um show envolvente – há uma distância de olhar na preguiça de sua performance que sorri para o público em vez de se jogar na emoção, nada que comprometa a apresentação, no entanto. Essa separação entre o artista e seu público diminui claramente nos momentos em que Marcelo surge sozinho no palco, sem o Hurtmold, e pede para o público cantar sozinho enquanto ele apenas toca.
Marcelo Camelo – “A Outra”
Nada relacionado ao Hurtmold, que deixa seu transe jazzístico em segundo plano para se portar perfeitamente como banda de apoio, funcionando como se pudessem traduzir Jack Johnson para o paulistanês ou como se o instrumental de Lulu Santos fosse orgânico como os Novos Baianos. Em momento algum nenhum músico se destaca, todos trabalhando para deixar Camelo bem à vontade – tanto musicalmente quanto no holofote.
Marcelo Camelo – “Vida Doce”
Do meu lado, enquanto filmava, Mallu assistia ao show no canto do palco. Mas seu olhar não era de idolatria, mas de orgulho. Estou esperando tanto esse terceiro disco dela…
Marcelo Camelo e Vanessa da Mata – “Samba a Dois”
O grande momento do show veio ao final, quando Camelo intimou Vanessa da Mata para o palco, quando os dois cantaram a música que abre o Bloco do Eu Sozinho Ventura. Foi um dueto informal, íntimo e familiar, mas me bateu uma estranha sensação de que talvez possamos rever essa cena (com essa mesma música, talvez) nos próximos 10, 20 anos…
Marcelo Camelo – “Acostumar”
E adorei o comportamento do público. Pensei que iria assistir à mais um espetáculo de idolatria típico dos shows dos Hermanos, mas, bem próximo do ídolo (regalias do palco da choperia do Sesc), os fãs de Camelo não se exaltavam… demais. Claro que todo mundo cantou todas as músicas juntos, que o silêncio reinava quando Camelo tocava pianinho e as palmas e os gritos explodiam quando ele as autorizava, mas nada de meninas chorando, um ou outro grito de “lindo!” soltado mais com ironia do que por fanatismo, mas havia uma sensação de familiaridade e reencontro que desce alguns degraus da esfera mega que os Hermanos habitava – um nível de intimidade que Amarante conseguiu logo que começou os ensaios do Little Joy e que, só agora, Marcelo consegue habitar. Talvez também seja culpa da maturidade dos fas que, dez anos depois de “Anna Júlia”, já estão mais comedidos e menos adolescentes…
Que presente da Frá, logo pela manhã! Eis um show que DEVIA vir pro Brasil, hein…
Vai que…
Acho o segundo quinteto do Miles a melhor fase da carreira dele…
O boato começa a ganhar forças, dessa vez é o Lucio vem dizendo que três festivais brasileiros se estapeando pela banda de Robert Smith. Tomara que seja no Planeta Terra…
