
Que beleza foi o show do Toro y Moi na noite desta quarta-feira. Auxiliado por uma banda precisa, Chaz Bundick mostra como está evoluindo seu som, que originalmente era feito sozinho num quarto, para algo mais orgânico e arredondado, deixando a eletrônica mais como ferramenta que conteúdo. Enquanto revezava-se entre teclados, efeitos e vocais, era acompanhado de perto pelo pulso firme do baterista Andy Woodward. Ao segurar timbres, melodias e ritmos, Chaz e Andy deixavam o guitarrista e tecladista Jordan Blackmon e o baixista Patrick Jeffords livres para explorar seus instrumentos – enquanto Jordan, que também fazia os vocais de apoio, preferia uma guitarra mais ruidosa e rítmica que melódica (ecos inevitáveis do pós-punk – é um guitarrista indie), Patrick deslizava linhas de baixo que às vezes eram firmes às vezes esparsas e fluidas (um músico que veio do conservatório).
E no equilíbrio entre estes dois músicos, Chaz destilava suas canções doces e tímidas, que, contrastadas ao groove cada vez mais intenso de seu grupo, ganham uma nova dimensão (“High Living”, que infelizmente não filmei, ganhou até um inusitado, mas coerente, peso de rock clássico, perto do final). O som da banda está cada vez mais soul com toques de jazz elétrico, fazendo o black power e o vocal macio do senhor Toro y Moi me lembrar do R&B do final dos anos 90. Mas há uma feliz estranheza que não deixa o som soar fácil ou descartável – é música de pista, mas há ênfase nos trabalho humano e na presença dos músicos, portanto é um show para ser assistido e não apenas curtido.
Embora houvesse ênfase natural em relação ao material de seu disco mais recente, Anything in Return desce cada vez mais suave, o show percorreu as diferentes fases da curta carreira do Toro y Moi, como se fosse a primeira vez que a banda tocasse em São Paulo. E levando em consideração que suas outras apresentações foram em festivais para dezenas de milhares de pessoas (no Terra em 2011 e no Lollapalooza deste ano), um show feito para poucas centenas de felizardos talvez tenha sido o melhor cartão de visitas que Chaz Bundick poderia deixar no país. Muito prazer e venha mais vezes.
Abaixo, umas músicas que filmei.

O showzinho de hoje promete – e o Fernando, vencedor da promoção, já foi avisado como deve proceder para assistir à apresentação do jovem Toro.

Confirmados três shows da banda que inventou o heavy metal (com Ozzy, claro) este ano no Brasil, no Rio, São Paulo e em Porto Alegre. Mais detalhes na página da Time 4 Fun no Facebook.

Os Stones anunciaram o início de sua turnê de 50 anos que inclui um show – dia 6 de julho – no Hyde Park, em Londres, que foi palco para a banda no dia 5 de julho de 1969, dois dias depois que seu guitarrista e fundador Brian Jones foi encontrado morto boiando na piscina de sua casa. Como nem todo mundo conhece esse clássico ao vivo, que apresentou ao mundo o guitarrista de sua fase mais lendária, Mick Taylor, segue aí abaixo a íntegra de um dos grandes shows gratuitos da história, que, dizem, teve um público de meio milhão de pessoas. Acho exagero, mas vai saber…
O setlist do show segue abaixo:

Pra quem ficou na fissura desse show do Black Sabbath, vale assistir a íntegra do show da banda no Lollapalooza do ano passado, nos EUA.
Tudo bem que não tem o Bill Ward, mas Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler juntos já vale o show inteiro, né? O setlist segue abaixo:

Mas, ao contrário das duas edições anteriores (que tiveram como principais atrações o Gang of Four e o Franz Ferdinand), este ano eu não estou na curadoria do evento, que ficou a cargo apenas do compadre Lucio, que escalou Kate Nash como principal atração, outras vão ser anunciadas em breve. Outra grande novidade da edição deste ano é que o evento sai do Parque da Independência, no Ipiranga, e vai para o Memorial da América Latina, além de seguir com edições no interior. A edição 2013 do evento em São Paulo acontece no dia 23 de maio junho.

Elvis da cintura pra cima, os Stones cantando “Let’s Spend Some Time Together” em vez de “The Night Togehter” e agora Kendrick Lamar teve de rebatizar seu grande hit para passar na TV americana, no programa desta quinta-feira do Jimmy Kimmel. No título, “bitch” vira “girl”, mas na música vira “trick”. E segue fodaça:

E esse encontro do John Fogerty com a banda do Dave Grohl?
Fueda.

Rita Lee anos 80 é ouro!

E no post em que eu falei sobre a música nova do Amarante, o Roger comentou de uma música que ele já vinha tocando nos shows, linkando o sambinha “Pode Ser”, tocado num show em homenagem ao poeta, ator, produtor e agitar cultural carioca Ericson Pires, que morreu no ano passado.
O Marcos do RockInPress (de onde saiu a foto que ilustra este post) esteve naquele show e em seu relato sobre a noite também linkou outra que Amarante tocou no show, a bucólica “O Cometa”, composta com o amigo André “Malvados” Dahmer (que também já compôs com o Camelo).
A impressão é que o Little Joy é que foi seu primeiro disco solo, disfarçado de disco de banda…