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Show

Eu adoro essa do 3 na Massa com a Pitty…

Só fui porque minha mulher havia comprado ingresso, mas lá pelo meio do show ela me olhou com uma cara de “vamos embora” que encontrou meu sorriso aliviado. Já tinha visto o Morrissey ao vivo no ano 2000 e não tinha achado nada demais – pelo contrário, a impressão que fiquei do show do ex-vocalista dos Smiths foi tão ruim que quando começou o auê sobre sua segunda vinda ao país, nem pensei em consultar o calendário para ver que dia o show cairia. Doze anos depois, restava-me exercitar expectativa – cogitei a possibilidade de curtir um show que, talvez por má vontade, cogitaria que fosse chato.

Mas há de ter muita boa vontade. O show foi tedioso e sem graça, a maior parte das músicas de sua carreira solo são chatíssimas e as músicas dos Smiths foram tocadas com preguiça. “There is a Light That Never Goes Out” – a deixa perfeita para ir embora (veja o vídeo abaixo) – parecia ser o momento “Yellow Submarine” do show de Ringo Starr no ano passado, caso Ringo tivesse algum remorso de um dia ter sido um beatle. Nem as brincadeiras com o público (“gracias?”, para com isso…) fizeram jus à reputação do ídolo dos anos 80. De que adianta alertar o público que o príncipe Harry está no Brasil querendo nosso dinheiro em um show em que os ingressos chegavam a 400 reais?

Além disso, o Espaço das Américas devia ser interditado para shows de médio porte para cima – aquele lugar insalubre só deveria funcionar para eventos de fim de ano de empresa ou festas de formatura. Pobre do público que vai assistir aos Los Hermanos ali.


Morrissey – “There Is A Light That Never Goes Out”

Fiz mais vídeos, se alguém tiver alguma curiosidade…

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Semana passada não pude assistir a todo o show do Max B.O. no Prata da Casa porque tinha de entrar cedaço no hospital no dia seguinte (nada grave, mas enfim), mas em momento algum tive dúvida de seu desempenho na noite. Conheço Max de outros carnavais e metade da graça de seu show está no fato de ele encarnar o proverbial “mestre de cerimônias” da genealogia hip hop – não é apenas um MC disparando rimas, mas um showman que domina o público com seu canto-fala. E mesmo que tenha transformado seu show em uma oportunidade de apresentar os amigos (Lívia Cruz cantou sozinha após o dueto com Max e a banda de apoio de todo o show, Os Opalas, tiveram duas músicas inteiras à disposição – eu achei bem fraco), não deixou a bola cair quando o microfone passava para sua mão, desfilando todas as músicas de seu primeiro disco de estréia, Ensaio, do ano passado. Fiz uns vídeos aí embaixo, saca só:

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Daquele show mágico que a Orquestra Imperial fez em cima do repertório do velho Serge, em 2009.


A foto veio daqui.

Eu até vou no show, mas tou sem um pingo de convicção…

E esse mês, no Prata da Casa, eu selecionei o Max B.O., o Sambanzo, o Dorgas e a Dona Cila do Coco. Vambora? Terça já tem o Max B.O., com o Opalas de banda de apoio.

Foi bem bom o show da Banda de Joseph Tourton no Prata da Casa da semana passada… Sente os vídeos aí embaixo.

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E só você pode explicar porque não apertou o play no instante em que leu o título desse post.

Sigo com a minha curadoria do Prata da Casa, no Sesc Pompéia – e o show que encerra o primeiro mês de atividades é com os pernambucanos da Banda de Joseph Tourton. Abaixo segue o texto que escrevi sobre a banda para a programação:

A música instrumental brasileira vem se reinventando depois que uma geração inteira de bandas de rock descobriu que conseguiria se expressar sem necessariamente ter de usar palavras. Essa reivenção, consolidada a partir da virada do século, também acompanhou o momento da segunda fase do mangue beat, quando a cena criada por Chico Science e Fred 04 começou a pesar sobre as novas bandas. É deste cruzamento que surge a Banda de Joseph Tourton, que traz os ângulos não convencionais de bandas como Burro Morto, Hurtmold e Macaco Bong, mas temperados pelo filtro dub característico do Recife, o mesmo que os conecta ao Mombojó e ao produtor Buguinha, e pela presença de duas guitarras pesadas e de sopros lúdicos (flauta e escaleta entoam melodias sobre as ambiências propostas pelo quarteto), mesmo que o flerte instrumental ainda transite pelo jazz, krautrock, funk e, claro, música brasileira.

E na semana que vem, vamos assistir ao lançamento do primeiro disco do Max B.O.!

Vai um pouco de Michael Kiwanuka aí?