…porque ninguém é de ferro.
E o João Marcelo aproveita a discussão entre a banda Volver e o mangue beat para resgatar essa pérola que os Playboys tocavam pela virada do milênio…
Já que a banda não volta de vez mas também não sai de moda nunca, segue outro show na íntegra. Olha o setlist:
“Há Tempos”
“Daniel Na Cova Dos Leões”
“O Reggae”
“Meninos e Meninas”
“Pais e Filhos”
“Feedback Song for a Dying Friend”
“Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto”
“Eu Era um Lobisomem Juvenil”
“Sete Cidades”
“1965 (Duas Tribos)”
“Monte Castelo”
“Mauricio”
“Geração Coca-Cola”
“Ainda é Cedo”
“Angra dos Reis”
“Eu Sei”
“Tempo Perdido”
“Soldados”
“Andrea Doria”
“Quase sem Querer”
“Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar”
“Será”
“Faroeste Caboclo”
“Indios”
O vídeo é de uma apresentação dela na TV americana no começo do ano – uma semana antes de ela suar frio no SNL -, mas, e daí?
E só ela. Demais.
Alguém corra pra trazê-la pro Brasil, porque já já o cachê dela vai ficar caro mesmo…
Eu realmente não esperava que o show solo do Thurston Moore fosse tão foda. Fui tanto por motivos afetivos (sou fã do Sonic Youth) como por ter gostado de seu disco solo mais recente, Demolished Thoughts, do ano passado. Já havia sido alertado pelo Mini que ele não estava tocando o single “Benediction” nos shows, uma das músicas mais bonitas do disco novo, e confesso ter lamentado por antecipação a ausência da música. Mas foi só Thurston subir ao palco para mostrar que não iria incursionar apenas pela veia acústica do disco em turnê, apesar de empunhar o violão – elétrico – por quase todo o show. Thurston passou por todo o imaginário de sua banda nativa, indo desde a reverência ao Velvet Underground (impossível dissociar o violino da baixista Samara Lubelski da viola elétrica de John Cale, nos momentos em que a banda ia para as vias de fato) à iconoclastia indie ao transformar “(I Know) It’s Only Rock’n’Roll (But I Like It)” dos Stones em música menor, sem o desprezo fake do original. Brincou com o público, fez piadas infames, se comportou como o pós-adolescente eterno que sempre vai ser, com seus quase dois metros de altura, e mostrou a que veio logo no início do show, quando transformou a segunda parte de “Orchard Street” em uma nuvem de microfonia espessa e sem melodia, apenas o zumbido permanente que prevaleceu por toda a noite, mesmo quando tocava apenas ao violão. Uma noite memorável, como você pode ver nos vídeos abaixo.
Thurston Moore – “Orchard Street”
Ah sim: vale mencionar que a acústica do Cine Jóia melhorou. Um pouco.
A rapeize do Radiola Urbana está lançando um projeto no mês que vem que joga luz sobre o annus mirabilis de 1972, um ano tão importante quanto 1967 quando o assunto é lançamento de discos clássicos. E assim, a partir do dia 12 de maio (quando o projeto Radiola Urbana 1972 estreia com o Bruno Morais cantando Sonhos e Memórias, do Erasmo Carlos), o site realiza uma série de shows sempre no segundo sábado do mês até o outubro, no Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoerinha, sempre de graça. Além do Erasmo via Bruno, ainda haverá shows com Romulo Fróes tocando o Transa, Rodrigo Campos refazendo o Superfly, de Curtis Mayfield, e os Rockers Control junto com o Curumin fazendo a trilha sonora de The Harder They Come, além de uma série de programas sobre a importância do ano que batiza o festival. Mais informações na Radiola mesmo.
É só o áudio, mas mesmo assim…
Olha o setlist:
“Exercise One”
“She’s Lost Control”
“Shadowplay”
“Leaders Of Men”
“Insight”
“Disorder”
“Glassv
“Digital”
“Ice Age”
“Warsaw”
“Transmission”
“I Remember Nothing”
“No Love Lost”
E, tudo bem, um aperitivo em vídeo:
Casca.
E por falar em Prata da Casa, fiz uns vídeos do show do Elma, há duas semanas, no Sesc Pompéia. Pesado, sente só:
No Prata da Casa desta terça-feira, teremos o grupo Rosie & Me, de Curitiba, que acabou de chegar de uma turnê pelos EUA. O show é gratuito e começa às 21h, com distribuição dos ingressos a partir das 20h. Vamo lá? Abaixo o texto que escrevi para a programação do Prata.
A primeira geração digital da música brasileira começou a aparecer no meio da década passada, quando a rede social MySpace ganhava adeptos entre os novos artistas no mundo. Assim, ao mesmo tempo em que o resto do planeta viu aparecer nomes como Arctic Monkeys e Lily Allen, por aqui artistas como Cansei de Ser Sexy e Bonde do Rolê também aproveitavam o sucesso online para expandir suas carreiras para o exterior. O Rosie & Me é o caçula dessa safra de novos artistas e, capitaneado pela curitibana Roseanne Machado, e talvez seja o último artista brasileiro a usar o MySpace como plataforma antes da queda da rede social, que perdeu espaço para outros players digitais, como Bandcamp e Soundcloud. Folk filtrado pelo indie pop e cantado em inglês, o Rosie & Me deixou de ser uma dupla para virar uma banda que, aos poucos, vem conseguindo espaço fora daqui – e lança seu primeiro álbum, Arrow of My Ways, logo depois de participar do festival SXSW, em Austin, nos EUA.




