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Show

Mas e a coragem de apresentar-se ao vivo é o que mais me impressiona. Admirável.

Ela para com seu amplificadorzinho na rua, às vezes abre uma estante para lembrar das letras e começa a cantar. E aí…

Acha pouco? Ela chama-se Jesuton, é inglesa e tem sua própria página no Facebook. Separei mais uns vídeos dela aí embaixo:

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Quem soube da transmissão do show do Cure no Barcelona na tarde desta sexta-feira parou de trabalhar só para assistir Bob Smith ao vivo.

Abaixo, o setlist do show (as músicas em negrito entraram na transmissão – e no vídeo acima -, as outras, infelizmente, não):

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Não é o encontro (ainda), mas já é motivo pros haters se agitarem. Não precisa nem falar que ela levantou o vestido…

Foi no show dela em Ribeirão Preto ontem, em que ela ainda emendou Bob Dylan com a música nova que eu gostei.

Bracin conta mais detalhes, inclusive que ela cantou Falamansa.

Já acordou?

Tulipa 2012

O disco novo dela vem aí…

(Não que essa música do Magary Lord vá entrar – vai saber -, mas achei por bem linká-la aqui)

A Flávia me mandou esse vídeo que reflete bem o clima e a vibração no festival da Cultura Inglesa, que rolou domingo passado no Parque da Independência. Olha que incrível:

O outro abaixo eu fiz no comecinho de “Do You Want To”, quando tiraram os fotógrafos do fosso depois da tradicional permissão para filmar as primeiras músicas.

Quem conseguiu chegar no Parque cedo até pode ter pegado fila, mas entrou e teve um domingo sensacional. O caos do lado de fora (deu no NME) é reflexo da forma como a polícia de São Paulo tem tratado eventos em locais públicos (que o Camilo tão bem abordou em um post no Bate-Estaca) e se há algo a lamentar é isso. Mas de qualquer forma, queria saber a opinião de quem foi – não de quem ficou no Twitter ou no Facebook acompanhando apenas por hashtags e hipérboles. Queria juntar os comentários todos num só post, por isso comentem aqui (onde também tem o vídeo com as tais primeiras três músicas do show dos caras, uma delas do disco novo, que sai em breve).

Tem mais vídeos do show no meu canal do YouTube.

Você já parou pra acompanhar o trabalho da Claire Boucher? A Toti desdenhou quando me viu comentando uma de suas qualidades (a completa autonomia) e depois parou para prestar atenção melhor e fez um post mea culpa que funciona como uma boa introdução para o trabalho da garota, leia lá.

E seu disco, chamado Visions, já vazou.

Roots e moderno ao mesmo tempo, o pernambucano Caçapa fez um dos grandes discos de 2011 sobrepondo camadas de violas e percussão que ecoam uma tradição secular e o modernismo minimalista. Você já sabe como funciona o esquema do Prata: os shows, de graça, começam às 21h na choperia do Sesc Pompéia e os ingressos podem ser retirados uma hora antes do show. Abaixo, o texto que escrevi para o show desta semana:

Caçula na geração do mangue beat, o pernambucano Rodrigo Caçapa fez o caminho inverso da Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A, que colocaram o maracatu no mesmo mapa pop mundial que contemplava o punk inglês, o rock americano, o afro-beat e a música eletrônica. Caçapa foi influenciado tanto pelo rock estrangeiro que ouvia quando era adolescente pelas aulas de música erudita que teve quando começou a estudar violão e pela música tradicional de seu estado de origem. Depois de 15 anos atuando como músico e produtor profissional, ele finalmente lançou seu disco solo no ano passado. Elefantes na Rua Nova tem forte ênfase na música de raiz instrumental mas sem deixar suas referências extrapernambucanas de fora. No comando de violas e bombos de 10 e 12 cordas – e o auxílio luxuoso de Hugo Lins no violão baixo e Alessandra Leão no pandeiro e no ganzá -, ele conduz o ouvinte a um universo rural e sertanejo mas irreversivelmente moderno, mesmo que não transpareça à primeira audição.

E o terceiro filme de Jonathan Demme com Neil Young – Journeys – finalmente deve ser lançado. O filme foi finalizado no ano passado e estreou no Festival de Toronto do ano passado, quando foi feita a entrevista abaixo com os dois:

É a terceira vez que o diretor do melhor show já filmado (Stop Making Sense, com os Talking Heads) aborda perfomances ao vivo do mestre canadense em menos de uma década – os outros filmes são Heart Of Gold de 2006 e Neil Young Trunk Show de 2009. Journeys registra a apresentação do velho Young em um local já clássico em sua história, o Massey Hall, em Toronto.

Foi no Massey Hall, num show de 1971 que virou disco décadas mais tarde, que ele apresentou, pela primeira vez, “Heart of Gold”, originalmente concebida como a parte final de “A Man Needs a Maid”. É um dos momentos mais bonitos de sua carreira:

E não é só essa a única novidade de Neil Young – Americana, o primeiro disco com seus compadres do Crazy Horse em quase dez anos, já está pronto para ser lançado e já pode ser ouvido na íntegra, olha só:

E além disso um outro disco com o Crazy Horse já estaria sendo gravado