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Show

E a nova vítima da especulação imobiliária em São Paulo não é um barzinho charmoso, um bistrô num sobrado, um cineminha descolado nem aquela baladinha hype – e sim a Via Funchal que, segundo a Sônia Racy, será demolida para a construção de um novo prédio. Pra mim, é a melhor casa de shows de grande porte de São Paulo (e agora ficaremos apenas com os estádios, o Jóquei, o Anhembi, o Credicard Hall, a Chácara do Jóquei… Tristeza). Vi tanto show bom ali: New Order e R.E.M. há uns três anos, Chemical Brothers e o Echo & the Bunnymen em 1999 são alguns que me vêem à cabeça. Teve muito show ruim também, mas esses nem valem ser lembrados…

This just in: o próximo Planeta Terra acontece mesmo no Jóquei, como se especulava, no dia 20 de outubro, um sábado. Só faltam as bandas e o preço, pra começar a se programar – ou não.

E por falar na aniversariante do dia, viram o que ela aprontou no Sónar? Desceu do palco (de novo) para beijar fãs, e a primeira foi uma brasileira, que desacreditou:

E ela encerrou o show com “National Anthem”, abaixo gravado pela mesma brasileira que ganhou o beijo da Lana:

Se esse Planeta Terra que o Lucio cogitou for verdade, será a edição mais caída do festival. Nem o M83 vale a ida. Enquanto isso, o Rock’n’Beats faz um bolão pra ver quem acerta a escalação deste ano.

Postei outro dia uma música nova que Mallu mostrou no Rio de Janeiro e o Bruno linkou outro vídeo em que ela mexe um tico no arranjo da música. Olha só:

É o mais legal da carreira da Mallu: acompanhá-la como um reality show.

…porque sente só o nível do show nesse especial gravado pela NPR.

Esse foi o Cosko quem descolou.

Setlist abaixo:

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Cês sabem que eu não acho os Stone Roses tudo isso, mas não custa deixar o show de volta deles registrado aqui, né…

Hoje a atração do Prata da Casa é o Caio Bosco, que era do Radiola Santarosa, de Santos, e agora investe em carreira solo. Os shows do Prata começam às 21h, na choperia do Sesc Pompéia, e os ingressos (de graça), podem ser retirados uma hora antes. Abaixo, o texto que escrevi para o show de Caio hoje:

O hip hop funciona tanto como uma força própria, que cada vez mais se firma como um dos principais manifestações culturais da atualidade, como uma porta de entrada para universos musicais diversos, uma vez que, como gênero musical híbrido, permite se esgueiras por diferentes estilos, épocas e nacionalidades. Veja o caso de Caio Bosco, que começou como MC no duo de hip hop santista Radiola Santa Rosa. Depois de lançar dois discos que receberam elogios da crítica especializada (Disqueria, de 2005, e Duberia, do ano seguinte), partiu para a carreira solo e ampliou seus horizontes musicais, com experimentações que já vinha testando em seu antigo grupo (que misturava rap com rock, dub e música eletrônica). Em seu primeiro disco, agrega o papel de cantor à seu vocal de MC e assume a guitarra como instrumento e inclui a soul music como linha mestra de seu novo trabalho, cantando suavemente o que antes rimava com veemência. Seu primeiro disco, batizado apenas com seu nome, foi lançado este semestre.

“Let Me Roll It” em versão incrível, ontem, no Jimmy Fallon: