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Show

Gênio indiscutível.

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Não custa lembrar que o a versão da Criterion do Monterey Pop do D. A. Pennebaker saiu esse ano

Vamo começar a terça direito?

A dupla de indie folk paulistana Onagra Claudique é a atração de hoje no Prata da Casa do Sesc Pompéia. O esquema é aquele de sempre: chega uma hora antes do show (que começa às 21h) e retira seu ingresso de graça na bilheteria. Abaixo, o texto que escrevi para o projeto sobre a banda:

Duas novas tradições correm em paralelo na músicaclaramente acústica brasileira e pouquíssimas vezes se cruzam. De um lado, há uma MPB influenciada pelos violões e clima pastoril de uma música mineira que começa no Clube da Esquina e que, vez por outra, flerta com certo indie rock mais introspectivo e tímido. Do mesmo jeito, há uma safra de bandas indies brasileiras que, como parte de um movimento global, redescobre os prazeres da música acústica através da música folk norte-americana ou britânica. Entre as poucas intersecções, os paulistanos do Onagra Claudique destacam-se por explorar por completo este horizonte de acordes maiores e texturas claras, com pouco sotaque urbano. Formado por Roger Valença e Diego Scalada, o grupo lançou seu primeiro EP – A Hora e a Vez de Onagra Claudique – este ano, após gravá-lo em São Paulo, sob a produção de Mauro Motoki, do Ludov, e masterizá-lo no Sterling Sound, em Nova York. O resultado soa tão Fleet Foxes quanto Lô Borges, tão Bon Iver quanto Rosie & Me, mesmo que cantando sempre em português.

Em Barcelona e no Porto. Quem vai?

80 mil sul-coreanos recepcionaram o primeiro astro global pop daquele país em um show que culminou com a explosão de catarse do hit “Gangnam Style” entre dezenas de milhares de conterrâneos de Psy, na semana passada. Sente o drama:

E lá se vem mais uma versão do hit coreano, dessa vez, com uma banda de escola:

Ontem foi o Johnny Marr que disse nem pensar sobre a possível volta dos Smiths aos palcos no ano que vem e hoje veio o Morrissey, através de seu representante, divulgar que:

“The Smiths are never, ever, ever, ever, ever, ever, ever, ever going to reunite – ever,”

Então tá, né.

Haters gonna hate, mas os fãs vão adorar (os que ainda não sabem): em maio desse ano o Humberto Gessinger se juntou ao Carlos Maltz pra tocar ao vivo via internet a íntegra daquele que muitos consideram (eu entre eles) o melhor disco do Engenheiros do Hawaii, A Revolta dos Dândis. E o resultado segue abaixo:

E antes que resmunguem: não sou fã de Engenheiros, mas respeito a banda, principalmente com a formação clássica (GL&M). É uma das melhores bandas brasileiras dos anos 80 – e uma das poucas que não copiaram músicas de outras pessoas…

E hoje no Prata da Casa a Kika lança seu primeiro disco, Pra Viagem (que pode ser baixado na íntegra em seu site) – e o show promete. Os ingressos começam a ser distribuídos às 20h e o show, de graça, rola a partir das 21h. Abaixo, o texto que escrevi sobre ela para o prpjeto. Vamo?

Dub, afrobeat, samba, reggae: São Paulo vive um 2012 que mistura gêneros musicais negros de forma muito fluida, em que os tambores da África encontram a manha brasileira e a ginga caribenha num caldeirão de grooves que quase sempre descamba para a catarse de arranjos polirrítmicos e celebração percussiva. A cantora e compositora Kika, no entanto, transpõe essa expectativa e compacta toda exuberância em seu canto macio e pequeno, mas cheio de autoridade e firmeza. Criada sob as bençãos do estúdio Traquitana e do produtor Victor Rice – duas instituições do novo groove paulistano -, ela gravou seu primeiro disco, Pra Viagem, disponível para download gratuitamente, com uma seleção de músicos que fazem parte do filé mignon desta atual safra paulistana – como Anelis Assumpção, Dustan Gallas, Kiko Dinucci e músicos da banda Bixiga 70. Mas ela nunca deixa o holofote e conduz calmamente seu baile, gingando tranquila enquanto canta com uma naturalidade própria.