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Mallu, por sua vez, vem saindo de sua casca indie e começa a explorar as possibilidades da canção até para além da influência de Marcelo Camelo, inevitável muso e influência de seu terceiro disco, Pitanga. “Me Sinto Ótima”, ainda sem disco e lançada num programa da MTV brasileira, mostra que ela vem ouvindo muita MPB dos anos 70 – Jards, Erasmo, Clube da Esquina, Rita Lee – e é prova de que a menina ainda tem muito o que mostrar.

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Céu saiu do fumacê de seu segundo disco rumo a uma trip no deserto acompanhada de uma trupe de ases instrumentais, mas “Falta de Ar” talvez seja o momento mais jamaicano desse road album chamado Caravana Sereia Bloom.

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E no meu segundo ano como curador dos shows do Festival da Cultura Inglesa, conseguimos o feito de trazer o Franz Ferdinand de graça para o Brasil, num show memorável, que trouxe músicas inéditas de um quarto disco que não viu a luz do dia em 2012. Fora a confusão com a polícia fora do Parque da Independência logo na hora em que o Franz subiu ao palco (lamentável), o show coroou um domingo no parque exemplar, que conseguiu ser ainda melhor que a vinda do Gang of Four ao mesmo evento em 2011. Em 2013 não consigo repetir a dose na curadoria, por isso despeço-me da função com o orgulho de ter organizado um dos grandes eventos de São Paulo no ano que termina.

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O ano começou com outro convite-surpresa: o Sesc Pompéia me chamou para ser o curador da décima-terceira edição do Prata da Casa. E o convite ecoou como se minha cabeça fosse um sino: sempre fui fã do Sesc Pompéia e o Prata da Casa já havia me proporcionado ótimos shows com sua política de permitir apenas artistas de primeira viagem, sem disco gravado ou ainda no primeiro disco. O fato do convite ser relacionado à edição de número 13 (também sou fã) ainda veio junto de um novo desafio – afinal era a primeira vez que eles convidavam alguém que não era da imprensa especializada e apostavam no fato de eu ser, ao mesmo tempo, dono do Trabalho Sujo e editor de um caderno de tecnologia (os curadores anteriores – Pedro Alexandre Sanches, Carlos Calado, Israel do Vale, Marcus Preto, Patrícia Palumbo – sempre militaram na imprensa musical dos cadernos de cultura). Resolvi aceitar o cargo com algumas provocações – afinal, em tempos digitais, o que significava ter um primeiro disco? Assim, consegui trazer para o palco do Prata nomes como Dona Cila do Côco (85 anos de idade e um único CD), Bonifrate (que lança músicas em MP3 desde 2003 mas só havia lançado o primeiro disco no ano passado) e Max BO (que já pode ser considerado veterano da cena hip hop de São Paulo mas que só tem um disco lançado), mas sem perder a deixa pop deixada pelo curador do ano passado, José Flávio Júnior, que já havia expandido os horizontes do projeto para além da MPB ao trazer novos nomes do rap paulistano e a Banda Uó para o palco da choperia do Sesc. Assim, consegui colocar na programação do evento nomes que ajudaram a moldar a cara da música brasileira em 2012 – Silva, Cícero, Rodrigo Caçapa, Dead Lover’s Twisted Heart, Circo Motel, Rafael Castro, Elo da Corrente, O Terno, A Banda de Joseph Tourton, Mahmundi, Elma, Gang do Eletro, Rosie & Me, Afroeletro, Os Sertões, Dorgas, Pazes (um dos melhores shows do ano, o que menos deu público), Tibério Azul, Madrid, Quarto Negro, Me & the Plant, Kika, Chinese Cookie Poets, Onagra Claudique, Sambanzo e Ogi. Fui a quase todos os shows (só perdi alguns em que estive em licença médica) e filmei todos que fui, com a plena consciência de que estava fazendo um belo recorte do cenário musical atual – e em shows de graça, na inglória terça-feira (o dia mais morto da semana?), com lotação considerável por quase todas as apresentações. Agradeço à oportunidade ao Sesc, que fez valer sua fama de profissionalismo, e especialmente ao produtor Wagner Castro, que toda terça estava lá para acompanhar as atrações escolhidas e a me ajudar a fazer um balanço de como andava a curadoria. Um salve também pro fotógrafo Leonardo Mascaro, que aproveitou as terças de graça como laboratório para suas viagens com a luz, testemunha de boa parte de shows da temporada. Em fevereiro acontece a Mostra Prata da Casa 2012, em que, durante uma semana, duas atrações deste ano tocarão na mesma noite, de terça a domingo. Quando o ano começar eu dou mais detalhes dessa novidade.

Melhor ainda: na choperia do Sesc Pompéia! Coisa fina!

Não foi uma reunião do Nirvana, não foi épico, não foi histórico, talvez, se muito, divertido (e mais pra quem tava no palco): o fato é que a colaboração de Paul McCartney com os integrantes ainda vivos do Nirvana, para tocar uma música chamada “Cut Me Some Slack”, foi só mais um temperinho pro enorme Criança Esperança do Rock que aconteceu ontem em Nova York. Exagero? Veja abaixo:

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Sábado rolou aquele show da Céu com os Mockers no Sesc Pompéia…

…e foi demais. Tem outros vídeos aí embaixo:

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E que tal o Francisco Oceano mandando “Fake Plastic Trees”?

Vacilo o cara ter parado no finzinho, hein…

E seu arauto não podia deixar de ser o Lúcio, claro. Ele agora anuncia que o grupo de Robert Smith faz até cinco apresentações no Brasil em maio. Será? Assistiria a todos os shows deles por aqui, e olhe que no ano passado eu tive um fim de semana de overdose de Cure, quando assisti a três shows seguidos da banda do Bob. Claro que fiz uns vídeos, saca só lá na TV Trabalho Sujo.

Que tal Yoko Ono cantando a versão lenta de “Firework“?

Não parece, mas é piada: o vídeo original é esse.