
Quem podia esperar por essa? Sir Mix-A-Lot apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Seattle – e como se só isso não fosse o suficiente, é claro que ele não iria deixar a oportunidade de cantar sua clássica “Baby Got Back” para uma platéia tão seleta. E pediu para as damas subirem ao palco, afinal…
“Meu intuito com o este trabalho orquestral inspirado no Sir Mix-A-Lot era realmente entrar na mente do Sir Mix-A-Lot, entender como seus ritmos, texturas, sons e harmonias funcionam e criar uma composição orquestral contemporânea que fosse fiel à música de Sir Mix-A-Lot”, escreveu o maestro Gabriel Prokofiev (neto do Sergei) em seu blog, explicando o feito.

Os franceses do Blogothèque vieram registrar o trio Metá Metá (a melhor banda de São Paulo hoje? Briga boa com o Bixiga 70) em seu território-natal e o resultado foram duas apresentações memoráveis gravadas no meio da rua:

E o blog Slicing Up Eyeballs desenterrou uma apresentação que o B-52’s fez na antiga Alemanha Ocidental, no programa Rockpalast, em 1983. Meia horinha da banda-símbolo da new wave ainda com a presença de seu cérebro fundador no palco (Ricky Wilson, irmão da Cindy, tocando guitarra à direita). O grupo havia acabado de lançar seu terceiro disco, Whammy!, e o setlist do show segue abaixo:
“Song For a Future Generation”
“Planet Claire”
“Mesopotamia”
“Big Bird”
“Dance This Mess Around”
“Rock Lobster”
“Party Out Of Bounds”
Coisa fina.

O guitarrista albino Johnny Winter era remanescente da era de ouro do rock, quando apareceu no final dos anos 60 numa lendária jam session ao lado de Mike Bloomfield e Al Kooper no Fillmore East, New York, em 1968. De lá pra cá, construiu lentamente sua reputação como ás de seu instrumento e tornou-se um dos principais representantes do blues elétrico através dos anos 70 e 80, época em que produziu discos do mítico Muddy Waters, entre eles o clássico Muddy “Mississippi” Waters – Live. Se hoje o blues vive uma reputação de gênero musical sofisticado e roots, pode agradecer à importância de Winter, um cruzado do gênero em épocas em que blues era visto como música cafona e velha. Morreu nesta quarta-feira, num quarto de hotel na Suíça, segundo um comunicado em sua página no Facebook. Winter estava prestes a lançar um novo disco (cheio de participações especiais de gente como Eric Clapton, Brian Setzer, Ben Harper, Joe Perry e Dr. John), chamado Step Back. Abaixo, na flor da idade, em 1970, num show em Copenhagen, esmerilhando como sempre. Valeu, mestre.

Imagine uma turnê com shows do Sebadoh e do Thurston Moore na mesma noite. Agora pare de imaginar, porque isso irá acontecer em outubro deste ano, como nos informa o site Exclaim. Imagine o Sebadoh como banda de apoio do Thurston Moore… Nem que por apenas uma música…

A imitação que Jimmy Fallon faz de Neil Young é um dos clássicos do humorista. Aí no programa dele nessa segunda, além de ele fingir ser o bardo canadense cantando o hit da Iggy Azalea, eis que, de repente, surgem ninguém menos que Crosby, Stills e Nash para ajudá-lo na segunda parte da música.
Ficou foda.
Quarta-feira, 3 de agosto de 1983, no hoje histórico clube First Avenue, em Minneapolis, nos EUA, Prince topava fazer uma apresentação beneficente em sua cidade-natal. Sua carreira começara cinco anos antes e, lançando um disco por ano, tinha plena consciência que vivia sua ascendência criativa. Por isso escolheu aquele show específico para estrear uma música que pouco tinha a ver com o funk pós-disco politicamente incorreto e minimalista de hits que grudavam à primeira audição, que caracterizavam sua discografia até ali. Prince era o anti-Michael Jackson, o doutor Hyde do pop perfeito, mas naquele momento ele baixou sua guarda e entregou-se a uma hipnotizante power ballad, conduzida por um riff ecoada pela guitarra de uma nova guitarrista em sua banda Revolution, Wendy Melvoin. Aos 19 anos, ela começa a tocar a sequência de acordes consagrada em “Purple Rain” e aquele show, gravado para a posteridade, daria origem a grande parte da música que hoje é um clássico.
O vídeo abaixo mostra exatamente quais trechos foram utilizados na gravação final, muitos deles improvisados (incluindo o solo de guitarra) na primeira vez que a canção era apresentada ao público. Um momento espetacular em que assistimos à gravação de uma obra-prima ao vivo.
E corra pra assistir, porque o Prince é famoso por deletar material sobre ele da internet. Dica do Mumu.

Sábado passado Alex Turner e sua tropa participaram do mítico “maior festival do mundo” de Roskilde, na Dinamarca, e o estrago pode ser descrito no setlist abaixo.
“Do I Wanna Know?”
“Snap Out of It”
“Arabella”
“Brianstorm”
“Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”
“Dancing Shoes”
“Crying Lightning”
“Knee Socks”
“My Propeller”
“I Bet You Look Good on the Dancefloor”
“Library Pictures”
“Fireside”
“No. 1 Party Anthem”
“She’s Thunderstorms”
“Why’d You Call Me When You’re High?”
“Fluorescent Adolescent”
“505”
Bis
“One for the Road”
“I Wanna Be Yours”
“R U Mine?”
E não custa lembrar que os Monkeys tocam no Brasil em novembro.

E no mesmo festival de Roskilde, no dia anterior, dia 4, Damon Albarn subia no palco na turnê de seu primeiro disco solo, num show que incluiu várias músicas de seus outros projetos, incluindo duas do The Good, the Bad & the Queen (“Three Changes” e “Kingdom of Doom”), uma do Rocket Juice & the Moon (a belíssima “Poison”), duas do Blur (“Out of Time” e “All Your Life”, ambas pouco canônicas de seu grupo original) e nada menos do que SETE músicas do Gorillaz (contra oito do disco novo, é bom dizer): “Tomorrow Comes Today”, “Slow Country”, “Kids With Guns”, “Clint Eastwood”, “Don’t Get Lost In Heaven”, “El Mañana” e, claro, “Feel Good Inc.”, que contou com a presença de ninguém menos do que o próprio trio De La Soul no palco.
Ao final, o Maseo ainda o saudou como “um dos maiores entertainers do mundo”. Tira onda esse Damon Albarn… E o De La Soul toca aqui no final do mês – você sabe, né?

Durante o festival de Glastonbury, na Inglaterra, no mês passado, foi feita uma pesquisa para saber qual banda o público queria ver ao vivo no ano seguinte – e o líder da pesquisa foi o Led Zeppelin, que só voltou do mundo dos mortos em raríssimas oportunidades, a última delas em 2007. Na ocasião, achava-se que o show que Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones deram na Arena O2, em Londres (com o filho de John Bonham, Jason, na bateria) fosse o início de uma grande turnê de volta do grupo, que culminaria com o relançamento dos discos da clássica banda remasterizados pelo próprio Page. Mas o vocalista Robert Plant não gostou do resultado do show e decidiu abortar a turnê de volta, que ainda paira sobre Jimmy Page até hoje – no mesmo ano em que ele finalmente começa a relançar os discos de sua banda em edições caprichadas. Aí na sexta-feira comentaram com o velho produtor e guitarrista sobre o resultado da pesquisa de Glastonbury e ele não disfarçou a vontade de voltar aos palcos. “Eu concordo com eles, é música boa, né”, riu, antes de emendar que “talvez eu mesmo faça shows sozinhos e use o nome de Led Zeppelin.”
Pode ser a provocação que o Robert Plant precisava pra voltar atrás.
