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Show

13thfloor

O já tradicional Austin Psych Fest, que mudou seu nome este ano para Levitation, promete uma edição inacreditável em 2015. Não bastasse reunir parte da elite do rock psicodélico em atividade (Flaming Lips, Tame Impala, Primal Scream, Spiritualized, Black Angels, The Oh Sees, Mac DeMarco, Earth, Melody’s Echo Chamber, Jesus & Mary Chain, entre inúmeras outras bandas), o festival acaba de anunciar que será o palco para uma volta que ninguém estava esperando: os 13th Floor Elevators, cujos remanescentes vivos (o mito Roky Erickson, Tommy Hall, John Ike Walton e Ronnie Leatherman) voltam a tocar juntos pela primeira vez em 48 anos! O festival acontece nos dias 8 e 10 de maio, na cidade de Austin, no Texas, nos Estados Unidos. Segura um dos hits deles!

bobdylan

Quem ta cravando essa é o Lucio: Bob Dylan vem ao Brasil até a metade do ano mostrar seu novo disco, Shadows in the Night, em que regrava clássicos na voz de Sinatra. Não fala em cidades, locais da apresentação, se toca em outros países da América do Sul, nada. Só lança essa data. Vamos torcer.

chico-buarque-semente

Imagina que você está ali, no boteco com os amigos, numa boa, até que alguém pede pra dar uma palhinha… e esse alguém é o Chico Buarque! Foi o que rolou nessa terça na Lapa, no Rio de Janeiro:

Vi n’O Globo.

morris-day-the-haim

As três irmãs Haim fizeram uma ponta no programa de Jimmy Kimmel nesta segunda-feira ao apresentarem-se como backing vocals de um hit esquecido dos anos 80 – a irresistível “Jungle Love”, que Morris Day & the Time (sacou o trocadilho?) eternizaram no filme Purple Rain, do Prince. Olha como ficou a versão, mais lenta e pesada.

A original era assim:

tropicalselvagem

Tropical Selvagem é o nome do novo projeto do Ronei Jorge, ex-Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, mais experimental e eletrônico. Pude vê-los ao vivo quando fui a Salvador fazer a matéria sobre os 30 anos de axé music pro UOL. Foi um show pequeno e curto num lugar bem legal chamado Lalá, no Rio Vermelho. O grupo é formado por Ronei, que fica no violão chacundum e nos vocais de canções que flertam com o pop, e pelo produtor João Milet Meirelles, que dispara beats e samples. O show que vi ainda contou com a presença do guitarrista Junix, que conduzia o som junto às paragens mais ermas do pós-punk. Não chegou a ser uma surpresa pois já conheço o trabalho de Ronei e achei que é basicamente uma evolução do que ele já vinha fazendo. Mas vale ficar de olho.

FotC

Muito antes de Lorde ser a única referência que tínhamos da Nova Zelândia (e bem depois do Peter Jackson e do Jeca Paládio da TV Colosso, é verdade), a dupla Flight of the Conchords era o que sabíamos que acontecia na Nova Zelândia na primeira década do século. E agora “a quarta dupla de comédia a capella folk rap funk digibongo com violões” de seu país pode voltar a se reunir, segundo uma de suas metades Jemaine Clement. O humorista contou à Billboard que está planejando uma turnê pelos EUA com seu parceiro Bret McKenzie, em que planejam tocar músicas novas. Se você não conhece a dupla, vale ir atrás do trabalho deles (especialmente os vídeos ao vivo no YouTube, como o de “Bowie’s in Space”, abaixo, mais do que assistir à série da HBO).

fufa-rush

Parei de me interessar pelos Foo Fighters entre o segundo e o terceiro disco deles. Não é que sejam uma banda ruim, só acho que se tornaram uma versão açucarada (demais) do power pop promissor de seus dois primeiros discos, caindo em uma lacuna entre o rock de arena e o emo que inevitavelmente carregariam milhões de pessoas dispostas a berrar seus refrões. Mas não tenho como não achar inspiradora a figura de David Grohl, didaticamente ensinando aos seus fãs o prazer de se ouvir rock. O triste dessa história é o cara ter que explicar isso, mas dá pra entender perfeitamente sua cruzada pessoal nesses tempos coxinha que vivemos. E ela inclui o bom e velho minisset de covers no meio do show – e no show do Rio na semana passada eles tocaram sua versão xerox (solos idênticos e tudo) para “Tom Sawyer”, do Rush, aquela banda que eternamente será o antônimo de cool:

É muita moral tocar Rush em qualquer época, dizaê.

coachella2014

A Bruna falou com o Ali Hedrick, da agência Billions, sobre uma possível bolha de festivais que vem por aí, a partir do momento em que a quantidade de festivais parece crescer mais do que a quantidade de bandas que fazem sucesso. Um trecho do papo:

“O calendário global de festivais de 2015, publicado pela Pollstar, lista mais de 1.200 eventos em 70 países. É um registro esmagador, ainda assim o guia é incompleto devido ao grande crescimento dessa indústria. E ao mesmo tempo em que surgem oportunidades a cada dia, é ai que o problema começa, pois diversos festivais são pressionados para reservar bandas similares com antecedência e dentro de um prazo limitado, e com esse “desespero”, muitos artistas são capazes de cobrar um preço mais elevado do que eles geralmente cobram para tocar no mesmo mercado. Ou seja, eles cobram mais do que realmente valem (lei da oferta e da procura). Hedrick explica que os grandes festivais já garantem seus artistas para o próximo ano logo que o evento é concluído. E mais do que entre si, estes festivais competem com eventos municipais gratuitos que têm muito mais apelo para as bandas – festas em praças publicas, shows em parques, entre outros. Para um festival conseguir um bom line-up e boa divulgação, precisa começar a organização cedo, mesmo que isso fique caro. Os festivais, além de pagarem os artistas, precisam pagar pelo lugar, mídia, transporte, luz e som, segurança e saneamento.”

A reflexão continua lá no site da Rio Music Conference.

psychocandy

O empresário Alan McGee já cantava essa bola no ano passado (“só vai dar Psychocandy nos festivais”) e os irmãos Reid acabaram de anunciar nove datas em maio nos Estados Unidos tocando um dos discos mais importantes do indie rock na íntegra. Psychocandy completa 30 anos em 1985 e é um show que com certeza passa pelo Brasil esse ano (resta saber quem traz). Eis as datas que já foram anunciadas (e se liga que ainda tem Europa e outro naco dos EUA pra serem cobertos):

1º – Toronto
3 – Detroit
5 – Chicago
7 – Dallas
9 – Austin (detalhe: no Austin Psych Fest)
11 – Denver
13 – Vancouver
14 – Seattle
16 – San Francisco

Vai que alguém tá na área ou programando férias…

taylor-swift

É um chute, mas a partir do momento em que Taylor Swift é uma das principais atrações da primeira edição norte-americana do Rock in Rio (que acontece em maio, em Las Vegas), não é impossível de se imaginar que a maior atração pop da música americana hoje esteja entre os nomes que podem tocar na edição brasileira do festival esse ano, em setembro.