
Nossa querida Courtney Barnett começou a turnê de seu primeiro álbum em um show secreto em sua cidade natal nesta terça-feira. O pessoal do blog The Dwarf resenhou o show, que teve algumas músicas filmadas pelo Carbie Warbie:
A foto é da Sarah Chav.

Ficou massa essa versão que o Jungle (que vai fazer show no Rio e em São Paulo, você sabe) fez pro contagiante hit do Mark Ronson com o Bruno Mars. Não acrescentou nada ao original (ainda imbatível), funcionando mais como uma homenagem que uma releitura.

Autores de um dos meus discos favoritos do ano passado, o Spoon mostrou duas músicas do excelente They Want My Soul nas já clássicas sessões em vídeo do site francês La Blogothèque, que gravou seu concerto pra viagem desta vez em Nova York. Coisa fina.

Uma noite psicodélica reunirá, neste sábado, os norte-americanos do Flying Eyes, os paulistanos Bombay Groovy e os pernambucanos Anjo Gabriel no Inferno, ali na Augusta. E me descolaram uma entrada gratuita pra esse show, pra concorrer é só dizer qual é a sua banda psicodélica favorita deste século – e por quê. E não esqueça de deixar o seu email pra que eu possa entrar em contato.

Uma das bandas de rock mais prolíficas na atualidade, o Thee Oh Sees acaba de anunciar novo disco, batizado Mutilator Defeated At Last, e liberou a faixa de abertura, “Web”, como degustação:
Psicodelia guitarreira daquelas! Se liga agora nessa mesma música ao vivo.
Taí uma banda que tá demorando pra vir pro Brasil… O disco novo sai em maio.

Durante 2015 sou um dos curadores da área de música do Circuito Cultural Paulista, programa que realiza uma série de apresentações gratuitas em cidades de pequeno e médio porte no interior de São Paulo. As atividades começam a partir deste fim de semana e entre março e abril sete atrações de diferentes gêneros musicais e regiões do país se apresentam por 42 cidades paulistas. A programação deste bimestre inclui Bárbara Eugênia (que toca em março por Miguelópolis dia 6, Barretos dia 7, Guaíra dia 8, Itapetininga dia 20, Piraju dia 21 e Botucatu dia 22), o Bixiga 70 (que se apresenta durante o mês de março por Monte Aprazível dia 6, Buritama dia 7, Lençóis Paulista dia 8, Avaré dia 20, Ourinhos dia 21 e Bariri dia 22), o Jardim das Horas (que leva o show Cidadela durante março a Matão dia 13, Pirassununga dia 14, Catanduva dia 15, Promissão dia 24, Pompéia dia 25 e Itaí dia 26), o grupo The Beetles One (que toca em março em Ibitinga dia 6, São Joaquim da Barra dia 7 e Brodowski dia 8 e em abril em Lins dia 17, Penápolis dia 18 e Araçatuba dia 19), a cantora Marcia Castro (passa por Miracatu dia 20, Iguape dia 21 e Registro dia 22 de março e Guariba dia 16, Orlândia dia 17 e Serrana dia 18 de abril), Rafael Castro (passa por Batatais dia 27, São José do Rio Pardo dia 28 e Espírito Santo do Pinhal dia 29 de março e Martinópolis dia 10, Tupã dia 11 e Mirandópolis dia 12 de abril) e o grupo Originais do Samba (homenageando o ex-integrante Mussum em março em shows em Bertioga dia 6, Ilhabela dia 7, José Bonifácio dia 13 e Jales dia 14 e durante abril nos dias 10 em Diadema e 11 em Vargem Grande do Sul). Abaixo, o texto que escrevi sobre a curadoria deste ano. Mais informações podem no site do Circuito Cultural Paulista:
As transformações que vêm chacoalhando a indústria fonográfica e o mercado da música, desde a popularização da internet no final do século passado, pegaram todo mundo de surpresa. Discografias baixadas às torrentes, um mundo de artistas que se lança através de vídeos online ou redes sociais, encontros digitais improváveis que materializam colaborações e parcerias de artistas de toda espécie. O ecossistema da música, que antes era enraizado no palco, na rádio, na loja e nas gravadoras, espalhou-se por plataformas, marcas e desdobramentos
inimagináveis antes da ascensão do digital.
Para nós, brasileiros, isso não chegou a ser um susto. Passada a fase do download irrefreado, aos poucos entendemos que o mundo digital vem provocando mais do que mudanças econômicas, sobre hábitos de consumo e métricas de sucesso. Estamos assistindo a uma musicalização do planeta, e o mundo está se acostumando a viver um pressuposto que é típico da fusão musical de nosso país.
Habituados a conviver com todos os tipos de música e gêneros musicais, temos apresentações ao vivo em nosso DNA. Gostamos de nos reunir em pequenas e grandes multidões para cantar e dançar junto, e também ficamos em silêncio para ouvir o artista cantar baixinho suas paixões e suas dores. A relação brasileira com a música é mais intensa do que aquilo que é vendido em prateleiras de lojas de discos ou em pastas de armazenamento de arquivos digitais. Por isso a ênfase do Circuito Cultural Paulista de 2015 será a reunião de nomes de diferentes estilos musicais, faixas etárias, cidades e abordagens musicais para contemplar a vastidão musical do Brasil – que agora começa a se espalhar pelo mundo.

Vai ter show da Céu neste domingo no Superloft, aqui em São Paulo, e vieram oferecer um par de ingressos pra sortear aqui. Pra concorrer, basta responder nos comentários qual é o melhor disco da Céu na sua opinião e porquê (e não se esqueça de colocar seu email pra que eu entre em contato). Até sexta-feira anuncio quem ganhou.

O mago menino de Irará foi confirmado nesta segundo na escalação do maior festival do mundo, o dinamarquês Roskilde. Mas pelo nível dos headliners já anunciados dá pra subir tranquilamente o Tom Zé alguns degraus… Se não todos.

Uma das bandas-revelação do ano passado, o Jungle já está com duas datas marcadas pra tocar no Brasil esse ano: dia 13 de maio tocam no Audio, aqui em São Paulo, e no dia seguinte em um show do Queremos, num lugar chamado Sacadura 154, no Rio de Janeiro. Vai ser showzão!

A piada recorrente em qualquer show do Kraftwerk desde que eles passaram a usar tecnologia digital é que em vez de tocar instrumentos, sincronizar música com vídeo ou disparar samples, os quatro alemães ficam apenas em seus laptops checando emails, navegando a esmo na internet ou conversando com amigos online, fingindo fazer um show enquanto passam uma hora em pé na lan house mais restrita – e vigiada – do mundo. A revista alemã Faze descolou imagens da banda se apresentando em Amsterdã em janeiro, com imagens de cima do palco, que torna visível o equipamento dos integrantes do banda. Inclusive o de Falk Grieffenhagen, que visita um site que parece ser uma espécie de tutorial do iPhone ou coisa do tipo. Confira a partir de quatro minutos e meio:
Mas se você se der ao trabalho de assistir ao vídeo todo, vai ver que a banda está realmente tocando e mexendo em equalizadores digitais, teclados e outros instrumentos eletrônicos. São quatro caras trabalhando na sincronia de beats e imagens, então tudo bem se um deles quer entrar na internet mesmo que pra checar emails. Se tem gente que tira foto do Instagram no palco durante o show, não acho que isso seja tão diferente assim. E, porra, os caras são os Kraftwerk e inventaram tudo isso, afinal de contas…