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Show

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Mais um curto show gravado na rádio de Seattle KEXP registra a banda de Chaz Bundick em seu 2015 solar, quando seu líder e vocalista assume as guitarras leves e sinuosas acompanhadas pelo característico teclado oitentista e um baixo pesado que formam a aura psicodélica e juvenil do delicioso What For?, um dos grandes discos desse ano. Entre as músicas, o papo com o homem Toro y Moi foi de Uber à série The Wire e sua banda foi intimada a tocar os temas de Beavis & Butt-head e Seinfeld no papo entre as quatro músicas, todas do disco desse ano: “Empty Nesters”, “Buffalo”, “Lilly” e “Half Dome”.

Delírio

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Os ingleses do Foals continuam em campanha de pré-lançamento de seu novo disco e ao passar pela rádio australiana Triple J foram convidados a participar do quadro Like a Version, em que os convidados podem tocar uma música alheia. E o grupo liderado por Yannis Philippakis resolveu saudar os australianos com uma das colaborações que o conterrâneo Kevin Parker fez no disco do hitmaker Mark Ronson, a irresistível “Daffodils”, que deram uma acelerada no beat graças a uma bateria eletrônica velha guarda e a um clima quase tecnopop. Ficou fera demais.

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Eis o primeiro trailer de The Reflektor Tapes, o filme que o Arcade Fire lançará no mês que vem que acompanha a banda canadense durante a gravação de seu terceiro disco e em dois de seus shows catárticos desta última turnê, em Londres e Los Angeles.

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“Confesso que estou um pouco nervoso porque o Sesc Pompéia é grande e por ser o meu primeiro show em São Paulo”, ri Diogo Strausz sobre sua apresentação nesta terça-feira, no Prata da Casa. “Então quem estiver lendo essa entrevista por favor não hesite em ir”, convida.

Strausz despontou na cena eletrônica carioca da virada da década passada e aos poucos foi forjando sua carreira como produtor, que culminou em seu primeiro disco de estreia, o ótimo Spectrum – Volume 1, lançado no início do ano. “Eram músicas que eu já imaginava enquanto produzia as faixas eletrônicas mas ainda não tinha coragem e recursos para meter bronca”, explica quando pergunto sobre o início do disco. “De qualquer maneira elas vinham surgindo ao longo dos dois anos anteriores à gravação do disco e em um dado momento me bateu aquela segurança ‘ih, dá pra fazer’. Mas a transição mesmo veio no disco do Castello Branco, quando percebi que gostava mais das músicas orgânicas que eu produzia do que das eletrônicas.”

Ele contempla o ponto de mudança da atual cena pop do Rio de Janeiro, que vive um ótimo momento com a expansão de artistas como Ava Rocha, Letuce, Do Amor, Tono e Alice Caymmi. “Espero que continue indo nessa direção, o Rio está se (re)tornando uma cidade muito musical”, continua. “Vejo cada vez mais músicos tocando nas ruas e colegas lançando ótimos discos: Stephane San Juan, Jonas Sá, Alberto Continentino, Marcelo Callado, Cícero, Grupo Cometa, Baleia e esses são só os que me vem primeiro a mente.”

Ao vivo, Spectrum reúne nomes conhecidos dessa mesma cena, como Pedro Garcia na bateria e Patrick Laplan no baixo, além de Thomás Jagoda nos teclados, da percussão de Tadeu Campany e os vocais que Ledjane Motta divide com a convidada Laura Lavieri, que participa do show em São Paulo. Diogo toca guitarra e dispara programações, regendo a banda com seu timbre de surf music músicas que passeiam por todo o espectro cogitado por sua produção, de canções líricas gravadas com Danilo Caymmi a produções de pista feitas com o ídolo Kassin, além de participações de nomes como o produtor Apollo, seu pai Leno (da dupla Leno e Lillian) e de Alice Caymmi, esta última produzida em seu disco solo pelo próprio Strausz, mas que não continuou com o músico ao ser contratada pela Universal. “Eu li no Mauro Ferreira outro dia dizendo que foi porque eu e a produção dela não entramos em um acordo financeiro”, explica a recente ruptura com a cantora. “Eu não sei da onde ele tirou isso, de mim é que não foi, mas adorei. Então estou usando essa como minha versão oficial também.”

“Estou empolgado demais com o show então quero refinar e aprimorar ele ao máximo ao longo desse ano, fazer poucos e bons”, continua. “De trabalho autoral é isso por agora. Me faz um bem danado revezar entre ele e os outros artistas e projetos que pintam, assim o ar permanece sempre fresquinho”, conclui. Como o show faz parte do Prata da Casa, ele é gratuito – e começa pontualmente às 21h, na choperia do Sesc Pompéia.

De volta a 1975

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Conversei com os caras do Radiola Urbana sobre a edição 1975 deste ano do projeto Rotações. A entrevista tá lá no blog do UOL.

Na medida certa

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O Radioca acertou na proporção e faz uma primeira edição impecável com shows com o melhor da música brasileira atual. Escrevi sobre o festival baiano pro meu blog no UOL. Abaixo, os vídeos que fiz no festival.

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Uma apresentação curta, quatro músicas apenas, mas que são suficientes pra banda de Doug Martsch dar conta do recado nesse show ao vivo na rádio KEXP.

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Dois momentos de uma das grandes artistas de 2015 ao vivo, tocando à tarde no domingo do festival Pitchfork, que acabaram de sair.

Rumo a Salvador

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Embarco neste sábado mais uma vez rumo à capital baiana para conferir de perto o festival que o compadre Luciano Matos comanda a partir do certeiro programa de rádio que toca há anos em Salvador ao lado dos feras Beto Barreto e Ronei Jorge. Voltado para a música independente brasileira, o Radioca virou um festival que vai reunir bambas como Siba, Cidadão Instigado, Mulheres Q Dizem Sim, Anelis Assumpção e Apanhador Só a nomes locais em ascensão, como Pitombeira, Oquadro e Ifá. Participo também de uma mesa sobre a cultura independente brasileira neste domingo ao lado de bambas como Bruno Nogueira, Marcelo Costa, Marcelo Monteiro (do Amplificador) e o trio do Radioca. A programação completa do festival pode ser conferida lá no site deles.

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Durante a passagem de sua atual turnê por Minneapolis, nos EUA, a banda nova-iorquina TV on the Radio resolveu homenagear um dos nomes mais conhecidos da cidade ao render uma versão arrebatadora para o clássico “Purple Rain”. Tocada sob uma providencial luz roxa, a versão teve vocais divididos entre Kyp Malone e Tunde Adebimpe e ainda contou com a participação da vocalista Nona Marie Invie, da banda RONiiA, que abriu para o show daquela noite.