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Show

umo-2016

Seu Lucio mandou avisar que tá trazendo uma das melhores bandas indies na ativa pro Brasil esse ano: os Unknown Mortal Orchestra são a atração da edição do dia 28 de abril do primeiro Popload Gig anunciado em 2016. E o mais legal é o grupo ainda toca no Beco, ali na Augusta, o que deve garantir aquele calor característico pra apresentação. O UMO ainda toca na Argentina no dia 29 e no Chile no dia 30.

VioletadeOutono

Em tempos psicodélicos, nada como voltar às raízes do gênero – e foi isso que o Museu da Imagem e do Som de São Paulo fez ao convidar o clássico grupo paulistano Violeta de Outono para seu projeto Cinematographo, em que bandas fazem a trilha sonora ao vivo para filmes exibidos na sessão. A edição que acontece neste domingo superpõe as camadas de lisergia elétrica do grupo liderado pelo guitarrista Fabio Golfetti, que completa 30 anos do lançamento de seu primeiro EP em 2016, sobre os média metragens Un Chien Andalou, o mítico filme que colocou Luis Buñuel para colaborar com Salvador Dalí, de 1928, e o Entr’acte, dirigido em 1924, por René Clair, que conta com aparições de Francis Picabia, Erik Satie, Man Ray, Marcel Duchamp, entre outros representantes do surrealismo europeu. Conversei com o Fábio por email sobre o show, que acontece neste domingo, às 16h (mais informações na página do evento no Facebook), e sobre as novidades de sua banda, que hoje é formada por ele nas guitarras e vocais, Gabriel Costa no baixo, Fernando Cardoso no órgão e piano e José Luiz Dinola na bateria (a mesma formação desde 2010).

Como surgiu a ideia de tocar sobre estes dois filmes?
Quando recebemos a proposta do MIS em participar do Cinematographo, a primeira idéia que veio na mente foi de fazer música improvisada para algum filme surrealista/fantástico. Mergulhando no nosso repertório de cinema, lembramos do Luis Buñuel e Salvador Dalí e também do Rene Clair/ Erik Satie, autores de filmes do cinema mudo.

Qual sua relação com esses dois filmes?
O Violeta de Outono é uma banda que foi formada por arquitetos e fotógrafos, duas áreas diretamente ligadas a linguagem cinematográfica. Desde o início da carreira, a banda utiliza projeções nos shows ao vivo, para complementar a temática visual e traduzir um pouco da música e letra, em imagens. Ambos os filmes da década de 1920 com elementos surrealistas/dadaístas, além de referências na nossa formação, permitem uma trilha sonora que pode explorar o abstrato e imprevisível, áreas que sempre interessaram no meu/nosso processo criativo.

Você já havia feito isso – sonorizar filmes ao vivo – com o Violeta de Outono ou em outra situação em sua carreira?
Há alguns anos atrás participamos de um festival na Cinemateca Brasileira chamado Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, onde fizemos a trilha ao vivo para dois filmes, Garras de Oro, do colombiano P.P. Jambrina e A Conquista do Polo, do francês Méliès.

E a quantas anda o Violeta de Outono?
O Violeta de Outono está completando 30 anos desde o lançamento da primeira gravação oficial (Violeta de Outono, EP, 1986) e se prepara para a gravação de um novo álbum, que completa uma trilogia iniciada com o álbum Volume 7 de 2007.

Planejam levar em frente este formato em outras apresentações ou esta é uma oportunidade única?
A música do Violeta de Outono sempre se manteve como uma referência de música psicodélica, sensorial, e por diversas ocasiões “emprestamos” nossa música para trilhas sonoras, na TV e cinema. Não temos um plano no momento para desenvolver trilhas, mas nosso trabalho é sempre aberto para essa possibilidade, já que nossa música é descritiva.

Tem Radiohead, LCD Soundsystem, PJ Harvey, Brian Wilson (tocando o Pet Sounds na íntegra), Last Shadow Puppets, Tame Impala, Sigur Rós, Beach House, Mudhoney, Tortoise, Suede, Alex G, Last Shadow Puppets, John Carpenter, Neon Indian, Ty Segall, Julia Holter, Savages, Air, Explosions in the Sky, Dinosaur Jr., Deerhunter, Chairlift, Battles, Animal Collective, Thee Oh Sees, Shellac, Floating Points, Titus Andronicus, Black Lips, Wild Nothing… Que festival! É no começo de junho, não dê mole!

primavera2016

rafaelcastro-dezanos

O cantor e compositor paulista Rafael Castro – outro integrante da classe de 2012 do Prata da Casa, quando fui curador do projeto do Sesc Pompéia – repassa a primeira década de sua carreira em uma temporada de shows na Casa do Mancha a partir dessa quarta-feira (maiores informações na página do evento no Facebook). São três shows diferentes, cada um refletindo uma fase – e um disco – de sua carreira, em ordem invertida: o primeiro show é da fase dance eletrônica do disco Um Chopp e um Sundae, o da semana que vem é voltado ao seu disco rural e no final do mês ele recorda os primeiros sucessos com a velha roupagem de rock brasileiro que lhe fez fama. Pedi pra ele descrever cada uma dessas fases:

Um Chopp E Um Sundae
“É meu trabalho mais fresquinho, rodamos bastante em 2015 e o show está tinindo. Pessoalmente me sinto muito realizado com esse trabalho onde assumo uma nova persona pop com maquiagem, glitter, leggings e muita sensualidade. Menos cabeça e mais quadril. Diversão garantida por um show que tem duas partes: primeiro tocamos apenas com sintetizadores, dando aquele clima new wave brega pra galera dançar, depois fazemos a transição paras as guitarras mais na pegada deusinhos do rock.”

Raiz
“Esse é o meu disco de música caipira que embora o pessoal goste bastante eu tive poucas oportunidades de tocar ao vivo. Lancei em 2008 no mesmo dia do Estatuto do Tabagista onde fazia um contraponto entre os discos. O discurso do Raiz é daquele cara pacífico, o caipira do interior de SP que leva a vida como pode e que vi muito na cidade que eu nasci, Lençóis Paulista. Convidei o Maurício Pereira para esse show. Vamos ver se ele pode ir, tomara que dê certo!”

“Sucessos do passado”
“Sabe que eu sofro um bullying nos meus shows parecido com aquele do bordão ‘toca Raul’, só que de músicas antigas que faz anos que eu não toco. Sempre tem aquele cara que grita ‘toca Canapés!’ ou ‘toca Foi Porque Eu Bebi’, ‘toca Ai Paulo!’ Quando possível eu até toco, mas nem sempre dá pra atender os pedidos. Esse show é pra você amigo que me conheceu nos anos 10 lá no MySpace vestindo aquele capacete.”

21-barbara

“Partir do princípio de quando nosso olhar se encontrou”

13-tulipa

“Um dia você vai descansar sem perceber”

01-siba

“Acorda amigo…”

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“Por quê? Porque sim. Porque cismei com você”

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“Já estou acostumado, mas dói, dói”

boogarins-mirante

A Skol Music divulgou um vídeo com cenas da apresentação do grupo no Mirante 9 de Julho, em São Paulo, um pouco antes dos goianos partirem rumo à mais uma turnê no exterior, e registrou um papo com eles sobre esse ótimo momento que a banda está atravessando neste conturbado 2015.