É bem interessante perceber que, nesta nova fase da música independente brasileira (autogerida, estruturada, sem preconceitos estéticos e ávida por conexões), o fluxo criativo começa a sair das capitais e aparecer em cidades menores que, mesmo sem a vida agitada dos grandes centros, consegue estar perfeitamente sintonizada com tudo que vem acontecendo no Brasil e no mundo – não apenas informada, mas agilizada. Um dos melhores exemplos desta etapa é a gravadora gaúcha Honey Bomb Records, que chega em São Paulo com seu primeiro minifestival nos dias 8 e 9 de de dezembro, trazendo duas bandas de seu elenco (Bike e Catavento) além de duas atrações internacionais (a norte-americana Winter e a dupla chilena Holydrug Couple) – mais informações aqui.
Com base em Caxias do Sul, a gravadora possui em seu elenco artistas locais (como a Catavento, a Cuscobayo, a Mingarden – todos de Caxias – e Supervão – de São Leopoldo), de outros estados (os capixabas My Magical Glowing Lens, os paulistanos Bike e os curitibanos do Marrakesh) e até uma banda norte-americana (Blank Tapes, da Califórnia) e aos poucos vem se especializando em rock psicodélico, além de mexer na cena local. Conversei com o Jonas Bender Bustince, um dos capos do selo, sobre o momento que a Honey Bomb tem passado.
Conte o começo da história do selo.
A ideia de se criar um selo na cidade já pairava no ar entre as bandas que criavam som autoral independente aqui em Caxias do Sul. Em 2012, eu participei do primeiro lançamento da minha vida como músico, baterista, e ao mesmo tempo produtor executivo. A banda se chamava Slow Bricker – pegamos o último suspiro da era Trama e organizamos nosso próprio show de lançamento convidando a Loomer de Porto Alegre. Isso já era um sinal de que podíamos movimentar a cena alternativa ali na cidade por nossa conta e esse lance da autogestão tava em todas as bandas! O que rolou foi que com a pausa na minha banda eu foquei todas as energias nas outras bandas que também seguiam acreditando no próprio som, como a Catavento, banda na qual meu irmão é baterista, uma geração mais nova que a minha. Eles começaram a ensaiar no quartinho dos fundos da onde eu morava com a minha família. Eu acompanhei a banda desde o início e a amizade com eles começou a aumentar e eu decidi seguir essa fagulha mais um pouco.
Aí em 2013 fizemos uma reunião em 3 bandas – Slow Bricker, Catavento e Descartes – e decidimos juntarmos tudo num mesmo guarda-chuva. Eu tava formado em Comunicação – morrendo numa agência de Publicidade atrasadíssima como redator – e o Leonardo Lucena – da Catavento e Descartes, com 24 anos – e Eduardo Panozzo – da Catavento, 24 anos – também trabalhavam em agências e são artistas visuais incríveis.
Aí vieram os lançamentos, as validações que vamos recebendo da mídia independente e do público apreciador desse nicho. Começamos a circular e conhecer membros de outras bandas em festivais, lançar e trazer artistas de fora da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país graças à bendita rede mundial de computadores, fazemos conexões e um grande remix começa: viajamos e conhecemos gente que faz isso há muito mais tempo do que você e pessoas mais novas que se inspiram e começam a fazer isso e aí a vontade de largar os trampos fixos aumenta, todos se suicidam socialmente perante a estabilidade tão apreciada pelos seres industriais que aqui habitam Caxias do Sul e começamos a viver de freelas, com produção, criação, som, shows, festas, eventos e aí seguimos nesse fluxo até agora, aprendendo a cada instante nesse caos guiado pela vibração da música. Abrimos mão de muita coisa do ponto de vista “padrão da sociedade classe média de curso superior completo”, mas fazemos o que gostamos e temos vontade de seguir nesse fluxo por mais tempo. A música é o que nos move, sendo no palco ou na produção.
A Honey Bomb está se especializando em psicodelia?
A gente realmente se aprofundou na psicodelia desde o primeiro lançamento, mas foi de uma forma natural na criação estética e contemporânea. A ideia nunca foi delimitar, tanto que nesse ano lançamos Cuscobayo, uma banda que finca os pés nas raízes da região do Prata, te manda uma mensagem política forte, mas com a animação frenética tipicamente esperançosa do sulamericano. Não é lisérgico, mas te faz viajar! A curadoria segue num padrão muito espontaneamente também. Já passamos por folk, surf, garage, “grunge”, post-hardcore, trip hop, dream pop, indie pop, space, post-rock e por aí vai e acredito que a psicodelia pode estar presente em todos esses gêneros e sub-gêneros do rock alternativo. Ano que vem queremos apostar mais em gente que faz beats, mais rap, muito mais groove, muito mais minas, muito mais raízes e ao mesmo macro, mas que transporte para um pequeno universo singular que é o momento eterno de ouvir música em casa, numa festa ou num show ou em qualquer momento que ela te acompanhe e te envie pingos de esperança pra manter a chama viva no peito. Acho que a gente assistiu muito Cosmos, tomou muito banho de cachoeira e acabou soltando isso dessa forma mesmo.
Como você vê a atual fase do rock psicodélico no Brasil?
Acho que a cena independente do Brasil vem desde 2012 recebendo uma vibe lisérgica poderosa parecida com a de artistas clássicos da MPB dos anos 70 mais o fator globalização e acesso infinito a informação e muito mais referências fizeram surgir essa nova onda, mas acredito que é cíclico. Eu mesmo ouvi o Piper at the Gates of Dawn pela primeira vez com 12 anos, meu pai, também músico, tinha esse CD na sua coleção e desde então minha vida não mais a mesma. Acho que esses momentos que nos conectam com a música em cada fase da vida são ciclos. Eu ouço o Moon Safari hoje em dia de uma outro jeito, daí veio o Tame Impala e o Pond e renovaram isso e respigaram em bandas latinas também, o Flaming Lips sempre renovando essa vibe, enfim.
Aqui no sul temos o Júpiter Maçã que fez isso à sua maneira. Atualmente bandas como Catavento, Boogarins, Bike, Tagore, Supercordas, Frabin, Van der Vouz, Supervão tem psicodelia na sua música mas de um jeito único também, não existe uma cartilha, acho que é uma espécie de olhar contextual. Acredito que esse ciclo está sempre começando e terminando, vejo que os momentos atuais de ódio e transição para dentro do buraco negro da incerteza do mundo estão tomando conta das as cores e isso também faz parte do processo, vamos ver pra onde vai isso tudo dentro da criação desses artistas brasileiros que chamaram a atenção em inserir isso no som. Vai ficar mais sujo, mais limpo, mais eletrônico, mais grooveado, mais raíz, mais “pagão”? Não faço ideia. Aí vai de cada banda ou artista, mas que aquela camada de imprevisibilidade do som continue viva na alma.
O que é uma gravadora numa época em que quase ninguém mais compra discos? Como é o trabalho de vocês?
Nós criamos uma marca para validarmos e difundirmos nossa própria produção artística como um todo, como curadores, seja num show, numa festa, numa camiseta ou num pôster, num CD ou qualquer mídia física – que produzimos com cada vez menos frequência, porque as pessoas não precisam mais possuir isso, a música está na internet. As necessidades em tempos de crise fazem a diferença. Nós funcionamos atualmente mais como difusores e produtores de shows e lançamentos digitais e temos um braço forte com circulação. Tentamos cada vez mais colocar artistas em festivais e fazer a experiência rolar no ao vivo, nessa situação a venda de merchs se acentua mais, mas o selo não chega a ser algo sustentável a todos que se envolvem nele. Não nos limitamos a criar só em Caxias do Sul, somos móveis como abelhas, desculpe o trocadilho. Eu mesmo tenho que trabalhar em diferentes projetos para continuar fazendo ações com o selo. Mas ano que vem começaremos parcerias fortes com produtoras audiovisuais para que o fator “clipe” e a assinatura artística do selo siga impactando pela qualidade. Queremos ter um festival próprio na cidade também para recebermos todas as pessoas e artistas maravilhosos que conhecemos em cada viagem de uma forma mais confortável para sentirem a vibe daqui que acabou gerando algo legal pra fora daqui.
Se um artista quiser tentar entrar no selo o que ele precisa fazer?
Gostamos de ter relações próximas com os artistas que lançamos, nos engajamos e acreditamos no potencial. O artista tem que ter uma postura mais próxima do autoconhecimento constante e tem que controlar suas expectativas, além de saber autogerir sua carreira em conjunto com o selo. Um trabalho bilateral mesmo. Apostamos em artistas que se aprofundam na música de uma maneira autêntica e conceitual, mas muito bem referenciada e diversificada, tanto de passado, como de presente e de futuro. Tem que ser inquieto e surpreender, seja pela linguagem musical, visual, verbal ou pela vibe.
Como foi a aproximação com as bandas estrangeiras que vão tocar no festival? Vocês vão lançar os discos delas também?
Nós conhecemos a Samira Winter pela internet e em 2014 ela fez uma turnê aqui com seu trabalho solo, acompanhada por dois músicos americanos e um curitibano. Como ela tem essa ligação forte com Curitiba, uma cidade que também gostamos muito, fizemos três shows deles por três cidades do Rio Grande do Sul e aí quando ela voltou pros EUA a conexão seguiu. A gente distribuiu o primeiro LP deles no Brasil e também ajudamos na comunicação com a mídia local do lançamento aqui. Ela curtiu nossa vibe e indicou o selo pro The Blank Tapes, outra banda da Califórnia que lançamos dessa forma. Vamos lançar o próximo da Winter aqui sim. Essa turnê deles aqui aconteceu graças ao próprio investimento deles virem pra cá passar o fim de ano. Aí a gente começou a fechar muitos shows, incluindo esse nosso minifest em SP e o Picnik em Brasília, um festival que tem uma conexão já muito forte com o selo. Nos identificamos muito em vários aspectos com a curadoria artística desse festival.
Por que fazer um festival de um selo gaúcho em SP?
Foi algo que caiu de paraquedas e eu fui juntando as peças. Eu e a Catavento estamos indo para o Sim São Paulo, a Winter vai estar no Brasil, o Holydrug Couple é uma banda chilena que curtimos muito – e que com certeza pretendemos lançar no Brasil – que o Picnik em Brasília animou trazer, o Bike representa a psicodelia da cena local de Sampa. Surgiu a parceria com a Breve e a nova plataforma de venda de shows Mais Shows, uma iniciativa de dois amigões e parceiros nossos do estado, grandes fãs entusiastas, produtores, comunicadores e artistas visuais. Aproveitamos tudo isso e o momento e apostamos que a cidade tem muita gente que admira a música de uma forma mais curiosa, além de já ter uma pequena base de fãs que acompanham o trampo desses artistas pela internet. Somos gaúchos, da serra gaúcha, um frio do caralho, mas uma cidade emergente que se torna global a cada ano. Nós somos daqui, mas transitamos pela rede seja ela física ou virtual. Gostamos de passear pela babilônia sentir o cinza e depois voltar. Algo como um enxame barulhento que sai da colmeia para polinizar.
Conversei com a Courtney Barnett antes de seu ótimo primeiro show no Brasil – o papo tá todo lá no meu blog no UOL.
“De repente, parece que tudo mudou”, me explica Courtney Barnett, que apresentou-se na semana passada em São Paulo, quando a pergunto sobre o pesado clima conservador que paira sobre 2016. “Acho que as pessoas jogam muito uma expectativa sobre o próprio futuro delas em outras pessoas e esquecem-se que elas mesmas têm de fazer algo”, conta a cantora e compositora australiana, autora de um dos melhores discos do ano passado, Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit.
O próprio título de seu disco de estreia (“às vezes eu sento e penso e às vezes eu só sento”) é uma crítica a esta expectativa sobre o papel político do artista. “Eu me sinto frustrada e desiludida com tudo que tem acontecido, mas eu sempre me sinto assim”, ela continua, “eu leio muito as pessoas comentando na internet coisas assim, que o artista tem de ser o farol dos tempos e eu tendo a concordar, mas acho que não pode ser só isso. Isso é uma forma de deixar as coisas nas mãos dos outros e fingir que aquilo não é problema seu.” Pergunto se isso tem relação com a desilusão atual com os políticos e a política e ela apenas ri, concordando com a cabeça e dando de ombros. “As coisas vão piorar, não adianta ficar só lamentando ou procurando culpados.”
29 anos recém-completos, gigantescos olhos claros (um mais esverdeado que o outro) e jeito de moleque, Courtney perde a candura ao subir no palco. O ar juvenil dá lugar a uma guitar hero que cresce no palco e suas crônicas malkmusianas sobre a vida não ser nem especial nem fútil viram pequenos manifestos elétricos, ditos sem rodeios. Acompanhada apenas de um baixista (Andrew “Bones” Sloane) e um baterista (Dave Mudie), ela canaliza a escola de Kurt Cobain, que ouviu tanto hardcore, noise, metal e pop para saber explorar os limites do instrumento. Mas como frontwoman, ela é do time de Chrissie Hynde, cuja segurança e firmeza se misturam com cinismo e ironia, provocando um apelo carismático oposto à aparente fragilidade que seu rosto infantil carrega. Veículo perfeito para suas canções, crônicas às vezes hilárias, às vezes pertubadoras, como “History Eraser”, “Avant Gardener”, “Depreston” e “Pedestrian at Best”.
O show em São Paulo foi um dos últimos da turnê do disco do ano passado, antes de uma pausa de fim de ano para começar a pensar no próximo disco, que ela quer gravar ainda no próximo semestre. “Tenho um monte de ideias, tanto de letras quanto de música, preciso parar para organizar tudo”, conta, explicando que deve voltar para sua casa em Melbourne para começar a compor o segundo álbum.
Parto hoje para São Luís, participar da quinta edição do festival BR135, que conta com Liniker, DuSouto, Nação Zumbi, High Vibes Sound System, Lei Di Dai, Venga Venga e Strobo, entre outros (mais informações aqui). Depois eu conto como foi.
Um dos guitar heros mais polivalentes da história do rock – tocou com King Crimson, David Bowie, Talking Heads, Frank Zappa e Nine Inch Nails -, Adrian Belew apresenta-se em São Paulo neste domingo, no Carioca Club (mais informações aqui), com seu Adrian Belew Power Trio, em que toca ao lado dos irmãos Eric (bateria) e Julie (baixo) Slick. Virtuosismo torto, instrumental cabeça – prepare-se para uma pedrada.
O Julio antecipou no Estadão: o Natura Musical, braço da empresa de cosméticos que fomenta a produção musical brasileira há mais de uma década, vai abrir uma casa de shows de médio porte em São Paulo. A Casa Natura Musical é uma parceria do projeto com os empresários Paulinho Rosa (do Canto da Ema) e Edgard Radesca (do Bourbon) e a cantora Vanessa da Mata. A nova casa fica na Rua Artur de Azevedo, 2134, em Pinheiros (quase com a Faria Lima, pertinho do Z Carniceria, do Largo da Batata e do metrô Faria Lima) e deve ser inaugurada no início do ano que vem. Estas imagens, cedidas pela Natura, são apenas ilustrativas, mas dá pra ter uma ideia da abordagem da casa, que pode receber entre 500 pessoas sentadas e 1000 de pé.
E se você achava que essa região de Pinheiros tava hypada… Espera agora.
Depois de mais uma década sem lançar nenhuma música nova e com foco concentrado em sua encarnação discotecária 2ManyDJs, a dupla de irmãos belgas David e Stephen Dewaele reativa seu outro projeto, o Soulwax, em que compõem música eletrônica para dançar mais autoral. E a volta do Soulwax vem com a longa faixa “Transient Programs for Drums and Machinery”, que também marca o anúncio de uma nova turnê europeia entre março e abril de 2017, quando tocarão com três bateristas simultaneamente. “‘Transient Programs for Drums and Machinery’ é uma instalação ambulante pilotada por sete músicos, em que três deles usam baquetas e os outros quatro usam circuitos analógicos”, descreve o site do grupo e entre estes copilotos está o casal brasileiro Igor Cavalera e Laima Leyton, que também atendem pela alcunha de Mixhell.
https://soundcloud.com/deewee-2/transient-program-for-drums-and-machinery-1
O projeto é fruto direto do trabalho que a dupla desenvolveu ao lado de James Murphy na tentativa de criar o soundsystem perfeito para uma pista perfeita no projeto Despacio. O plano para 2017 parece explorar as fronteiras entre a música ao vivo dos instrumentos tradicionais e de instrumentos eletrônicos. Saca só essas imagens que eles já colocaram em seu site:
Isso deve ser bem foda…
O tecladista Irmin Schmidt (abaixo), um dos fundadores da clássica banda krautrock Can, anunciou um único show em celebração à história da banda alemã com a participação de outros integrantes originais, como o baterista Jaki Liebezeit e o vocalista Malcolm Mooney e os dois guitarristas do Sonic Youth, Thurston Moore e Lee Ranaldo. A apresentação acontece no teatro Barbican, em Londres, no dia 8 de abril do ano que vem e infelizmente já está com ingressos esgotados. O show começa com uma apresentação da obra An Homage to Can, que Schmidt escreveu usando referências de várias faixas clássicas da banda e que deve ser tocada ao lado da London Symphony Orchestra. Depois desta apresentação será exibido um filme da banda original tocando no Sporthalle de Colônia, na Alemanha, em 1972, para aí sim começar outra homenagem, incluindo Liebezeit, Mooney, Moore e Shelley. Tomara que eles se animem para fazer outras apresentações. Não há informações sobre porque o show não terá as participações do baixista Holger Czukay e do vocalista Damo Suzuki, dois remanescentes vivos da formação clássica, que ainda contava com o guitarrista Michael Karoli, morto em 2001.
Um dos únicos sobreviventes de um dos álbuns mais emblemáticos da história do rock, John Cale anunciou semanap passada que fará um show em homenagem ao disco de estreia do Velvet Underground no ano que vem, quando The Velvet Underground & Nico completa meio século de existência. O disco, composto principalmente pelo encontro do poeta e hitmaker norte-americano Lou Reed com a erudição contemporânea do galês John Cale, é um dos registros mais importantes da história do rock por ter dado suas costas às expectativas da música pop, abraçando novas possibilidades sônicas e líricas sem necessariamente ter de agradar ao público. O mestre publicou em sua página no Facebook esta velha foto ao lado do parceiro e explicou:
“Eu quase sempre sou relutante em passar muito tempo voltando no passado – até que aparece um marcador de tempo – e The Velvet Underground & Nico completa 50 anos! Como tantas bandas podem confirmar, é a realização do sonho definitivo de gravar seu primeiro disco. Éramos uma marca hostil, imersos em um mundo de letras desafiadoras e estranheza sônica que não se encaixava na playlist de ninguém na época. Ao nos mantermos ferozmente fiéis aos nossos pontos de vista, Lou e eu nunca duvidamos em nenhum momento que poderíamos criar algo que poderia dar voz a coisas que não eram comumente exploradas pelo rock da época. Aquela bizarra combinação de quatro músicos distintamente díspares e uma relutante e bela rainha resumia perfeitamente o que significava o Velvet Underground.”
O show comemorativo acontece em maio do ano que vem, em Liverpool, e contará com participações especiais que ainda não foram definidas – e os ingressos já estão à venda. É pouco provável que a única outra sobrevivente do disco – a baterista Maureen “Mo” Tucker – participe do show, devido à sua recente inclinação política rumo à direita norte-americana do Tea Party, mas vai saber…
50th Anniversary Celebration of VU & Nico album –#LouReed #JohnCale #SterlingMorrison #MoeTucker #Nico pic.twitter.com/y9Ma8fAC1z
— John Cale (@therealjohncale) October 24, 2016
Depois de passar pela América do Sul, o Wilco seguiu a turnê de seu disco Schmilco pela Europa, quando, no primeiro show que fizeram em Bruxelas, nesta quinta, o líder Jeff Tweedy comentou que estava com saudades do público latino cantarolando os riffs de suas músicas, olha que massa:
É só vir outras vezes, hehehe. Abaixo, a íntegra deste mesmo show:
“Normal American Kids”
“If I Ever Was a Child”
“Cry All Day”
“I Am Trying to Break Your Heart”
“Kamera”
“The Joke Explained”
“Misunderstood”
“Someone to Lose”
“Pot Kettle Black”
“Via Chicago”
“Bull Black Nova”
“Reservations”
“Impossible Germany”
“We Aren’t the World (Safety Girl)”
“Random Name Generator”
“Jesus, Etc.”
“Locator”
“Box Full of Letters”
“Theologians”
“I’m Always in Love”
“Heavy Metal Drummer”
“I’m The Man Who Loves You”
“Hummingbird”
“The Late Greats”
“Spiders (Kidsmoke)”
Essa versão que o mestre KL Jay fez com a banda Coisa Fina para o clássico de Tim Maia é do ano passado, mas só ouvi agora – sensacional.












