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Show

Mais uma bela apresentação que o quarteto D’Águas faz no Centro da Terra, reunindo composições de seus quatro autores – Renato Gama, Alldrey Eloise, Izzy Gordon e Tita Reis. A temporada A Luta é Florescer encerra-se na próxima segunda-feira e promete ser especial.

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Posso assistir mil vezes ao show que Juçara Marçal armou para transmutar para o palco seu projeto fonográfico Delta Estácio Blues que nunca vou cansar. A energia concentrada pelo quarteto formado por Juçara, Marcelo Cabral, Alana Ananias e Kiko Dinucci acerta o ouvinte sem dó numa convulsão meticulosa entre o samba, o pós-punk, o noise e a música eletrônica, neste que talvez seja o grande momento da música ao vivo no Brasil hoje. Quatro indivíduos que mal conversam com quem os assistem – só Juçara fala – mas que acertam todos os sentidos do público com a contundência que só a música pode fazer (aquele papo do Bob que dizia que “quando acerta não dói”). E não foi diferente neste sábado no Sesc Belenzinho – que bordoada boa!

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Lindaço o show que o Sessa fez nesta terça-feira no Centro da Terra, preparando terreno para seu segundo disco, Estrela Acesa, que será lançado em dez dias. A princípio ele faria a apresentação apenas com seu violão, mas em cima da hora convidou Ciça Góis e Laura Rosenbaum, que o acompanharam em sua recente turnê pelo hemisfério norte, para subir ao seu lado no palco do teatro do Sumaré, deixando tudo ainda mais mágico.

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Às vésperas de lançar seu segundo álbum solo, o cantor e compositor paulistano Sessa faz a transição entre seu disco de estreia Grandeza e o novo álbum, Estrela Acesa, que será lançado no fim deste mês, em mais uma apresentação no Centro da Terra. Desta vez ele sobe no palco do teatro do Sumaré sozinho com seu violão e antecipa as canções do novo disco no espetáculo Entre Álbuns, em que inevitavelmente também toca músicas do álbum anterior. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão esgotados.

Lindo o show que o coletivo D’Águas fez nesta segunda-feira no Centro da Terra. Formado pela união das carreiras solo de Renato Gama, Izzy Gordon, Alldry Eloise e Tita Reis, o grupo ainda conta com a direção do baixista e produtor Ronaldo Gama, que convidou Lucas Rocha Freitas e Leo Carvalho para fechar este espetáculo, que ainda teve a participação do artista plástico João do Belmonte.

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As segundas-feiras de junho no Centro da Terra ficam a cargo do coletivo D’Águas, quatro artistas que se reuniram para valorizar os próprios repertórios ao mesmo tempo em que passeiam por diferentes recortes da cultura contemporânea, como o jazz, o samba e o afrofuturismo. Izzy Gordon, Alldry Eloise, Tita Reis e Renato Gama reúnem-se ao produtor e arranjador Ronaldo Gama (que colaborou com os trabalhos solo de todos os envolvidos) para quatro noites em que celebram a própria obra e musicam poetas como Neide Almeida, Débora Garcia e Sérgio Vaz. Os ingressos podem ser comprados aqui.

Exausto depois do terceiro dia do Primavera Sound de Barcelona, nem filmei o Tyler the Creator porque assisti de longe, mas mesmo destruído, foram três dias mágicos que terminaram com uma missa pagã. Pulei o Gorillaz pra fritar numa improvável e soberba pista de drum’n’bass (tocada pelas DJs Crystallmess e Cõvco), pra sacar mais uma vez com o Diiv, meu primeiro show do Beach House e o vocalista do Idles botando o público todo pra sentar no chão. Mas a noite não teve outro dono: Nick Cave com seus Bad Seeds mais uma vez hipnotizou o público de Barcelona num ritual sagrado e profano, dando-se como se fosse a hóstia de sua própria missa. “Este é meu corpo, tomai e comei”, parecia dizer ao se jogar nos braços do público.

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Segundo dia do Primavera Sound fui mais de boa e com dois focos: Beck e Warpaint. Cheguei tarde e perdi o Low, a Weyes Blood e o Wet Leg (férias, né?), mas ser recepcionado pelo senhor Beck Hansen teve suas vantagens: o cara é um showman completo, tem uma cartela de hits invejável e não fica parado um segundo. Vestindo um blaser branco, ele só parava de dançar quando pegava o violão – e passeou por boa parte do Odelay e do Midnite Vultures (dois favoritos meus), além de ir de “Everybody’s Got Love Sometimes” a “Loser”, passando por “One Foot in the Grave” e “Debra”. Showzaço! As Warpaint, por sua vez, estão caminhando cada vez mais firmes para se tornar uma das melhores bandas de hoje em dia, misturando texturas pós-punk, grooves manhosos, lirismo country, melodias hipnóticas e guitarras de fazer qualquer um chorar. Que banda!

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Primeiro dia do Primavera Sound em Barcelona foi fabuloso. Vi a Faye Webster, as Linda Lindas, a MC Carol e a Kacey Musgraves tocando “Dreams” do Fleetwood Mac com a letra passando no telão para o público cantar junto. Não vi a Kim Gordon no Auditório (mor fila), mas teve Dinosaur Jr (que mandou sua versão de “Just Like Heaven”), a Sharonzinha, Yo La Tengo quebrando tudo (Fabio Bianchini surgiu no meio de “Tom Courtenay”) e o Tame Impala no céu (Kevin puxou até “Last Nite”, essa mesma). E, claro, o motivo de eu ter vindo parar aqui: a volta do Pavement, que fez 1h40 do melhor show que já vi deles na vida (já tinha visto 5). A banda tocou cinco músicas de cada disco, Stephen Malkmus é o guitar hero dessa geração e lavou a alma de indies velhos e novos. Nota 10 pra avalanche de shows (já o funcionamento do bar e a má administração daquela quantidade de gente não conseguiu nem nota pra passar de ano). Claro que filmei um monte, seguem os vídeos abaixo:

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Lindo demais o show que Anaïs-Sylla fez esta segunda-feira no Centro da Terra, revelando um pouco do disco que está fazendo com Caê Rolfsen, que tocou na apresentação ao lado de Bruno Prado e Eddu Ferreira, durante a pandemia. Entre as joias da noite, que contou com viagens musicais ao Mali, ao Haiti e ao Senegal, ela ainda apresentou uma versão maravilhosa para “Lugar Comum”, de Gilberto Gil e João Donato.

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