
St. Vincent foi chamada pelo Stephen Colbert para inaugurar uma nova sessão no programa Late Show que ele apresenta, chamada Under the Covers e dedicada a versões alheias – e ela tirou da cartola um das canções mais difíceis do David Bowie de se cantar, a irresistível “Young Americans”. E tirou onda…
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Na terça-feira, o Yo La Tengo seguiu seus festejos de fim de ano no Bowery Ballroom, em Nova York, e dessa vez chamou convidados apenas no bis, quando convocou o trio Sprawl e a atriz Ana Gasteyer para dividir o palco com eles, passeando por músicas do Velvet Underground (“We’re Gonna Have A Real Good Time Together”), um clássico do rock de garagem dos anos 60 (“Kicks”, dos Paul Revere and the Raiders) e alguns hits de fim de ano, como “Dream a Little Dream of Me”, “(There’s) Always Something There to Remind Me”, “Tie a Yellow Ribbon Round The Ole Oak Tree” e “Silver Bells”. E a festa segue por mais cinco dias…
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Ao comemorar o fim de um ótimo ano, quando lançou o festejado álbum Forever Howlong, o grupo inglês Black Country New Road dá de presente para os fãs uma gravação oficial para a versão que vêm fazendo nos shows desse ano para a imortal “The Ballad of El Goodoo”, do Big Star. A versão que chega está sendo oferecida pelo grupo para download e não está nas plataformas de áudio foi gravada há dois meses, quando eles apresentaram-se em Oslo, na Noruega, e pode ser baixada direto no site deles, basta deixar seu email.
Assista abaixo a versão da mesma música quando o grupo a tocou no Gongam Center, em Seul, na Coreia do Sul, no início deste mês: Continue

A segunda data do Hannukah do Yo La Tengo em Nova York teve a presença do Built to Spill, quando seu líder e fundador Doug Martsch foi convidado para a segunda metade do show desta segunda-feira, que contou com a baterista da banda, Teresa Esguerra, por toda a apresentação, tocando bateria e percussão (e deixando Georgia Hubley, batera do Yola, à frente para cantar e tocar teclados. A noite começou com uma série de músicas novas do trio de Nova York até que o guitarrista do BtS entrou para acompanhá-los em algumas canções emblemática deles, como “Last Days of Disco”, “Nothing to Hide” e “Ohm”, antes de embarcar com o grupo em uma longa versão para “Heroin” do Velvet Underground. No bis, o trio saudou Rob Reiner ao tocar uma música do grupo fictício Spinal Tap (criado pelo recém-falecido diretor), “Gimme Some Money”; mais uma do Velver (a irresistível “She’s My Best Friend”) e “Jokerman” do Dylan, esta com Doug na guitarra e vocal. Coisa fina!
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Enquanto não retoma suas atividades num lugar fixo, a saudosa Associação Cecília Cultural segue mantendo seu nome aceso em mais uma edição do festival Cecília Viva, que desta vez acontece em Ilhabela! O festival reuniu um elenco de peso para mostrar sua nova versão longe da cidade grande ao trazer shows do Metá Metá, Bazuros, Rakta, Test e Azymuth – além de discotecagens do DJ Nuts e da Carol Ueno – para o palco do Teatro Baía dos Vermelhos no litoral paulista no dia 31 de janeiro do ano que vem. Programaço! Os ingressos já estão à venda.

Se você perdeu o bonde da história talvez tenha passado batido do fato de que Rebecca Black – dona do irresistivelmente insuportável hit viral “Friday” do começo da década passada – seguiu vida na música e tornou-se uma artista de dance music séria com uma carreira estável e bons discos lançados. Semana passada ela passou pelo programa Triple J e, como de praxe, foi convidada a fazer uma versão para alguma música alheia e ela saudou o trabalho da novata sensação Addison Rae ao escolher uma das melhores músicas de seu disco de estreia, “Fame is a Gun”.
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Tradição é tradição – e mais uma vez o Yo La Tengo começa sua comemoração contínua ao celebrar o hannukah com uma série de sete shows consecutivos no Bowery Ballroom, em Nova York. A festa começou neste domingo, quando o grupo fez seu primeiro show desde o arrebatamento acústico que fizeram em Sâo Paulo no Cine Joia e veio com o grupo que já é presença fixa no evento anual ao receber mais uma vez o jazz intergalático da Sun Ra Arkestra para acompanhá–los por nove canções, algumas do trio de Hoboken e outras da própria Arkestra. O show começou comentando 2025 ao escolher a novíssima “Big Crime” de Neil Young para criticar a situação política atual dos EUA e a versão que o recém-falecido guitarrista do Kiss, Ace Frehley, fez para “New York Groove” da banda glam inglesa Hello. O primeiro dia da residência do grupo teve um bis cheio de pérolas, com versões para “The Kid With the Replaceable Head” do Richard Hell, “This Ain’t the Summer of Love” do Blue Öyster Cult e a clássica “Be My Baby”, das Ronettes. Veja alguns vídeos abaixo: Continue

2025 está quase no fim, mas ainda não acabou – e o guitarrista gaúcho Guri Assis Brasil aproveita o finzinho do ano para anunciar o primeiro single de seu projeto solo instrumental Animal Invisível, projeto pandêmico que finalmente tem data marcada de lançamento, quando o selo nova-iorquino Nublu lança o disco completo no dia 17 de abril. A assertividade da data de lançamento de um projeto que já vinha pairando por alguns anos animou o guitarrista a estrear nas plataformas digitais nesta terça-feira com o single “Didi”, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. Última canção do projeto a surgir em sua incepção, ela, como conta o próprio Guri, “surgiu de forma despretensiosa em uma noite regada a cerveja na casa do amigo Rafa Rocha, que assina toda a parte visual do disco”. No violão Del Vecchio do diretor de arte, Guri foi burilando acordes e resolveu homenagear outro amigo que estava presente, o ex-VJ da MTV Didi Effe, pois a inspiração original veio da clássica “Dindi”, quando o guitarrista cantarolou o refrão trocando os nomes. “Ela foi daqueles casos raros em que a música faz o download quase automático, com harmonia e melodia criadas em tempo real”, lembra o guitarrista, que gravou a ideia no celular e depois a arranjou em seu estúdio caseiro, fazendo referências a clássicos da música instrumental brasileira dos anos 70, como Azymuh e Marcos Valle, sonoridade que filtra quase todo o disco. Guri explica a demora de um projeto que tem quase cinco anos: “Queria ter o mínimo de estrutura e não somente colocar ele no mundo”, continua, explicando que foi sondado pelo capo da Nublu, o músico turco-sueco radicado em Nova York Ilhan Ersahin. “Tocamos algumas vezes juntos com o Otto e sempre tivemos uma afinidade musical muito grande, até que um dia comentei sobre o disco, ele pediu para ouvir e pirou”. Na gravação que chega às plataformas nessa segunda e no vídeo gravado em estúdio que ele antecipa para o site, ele reuniu um time da pesada, com Big Rabello na bateria. Thomas Harres na percussão, Meno Del Picchia no baixo, Antonio Neves no trombone e Edu Santana no trompete, além das guitarras, synths e Wurlitzer tocado pelo próprio Guri.
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A espoleta jovem francesa Zaho de Sagazan encerrou sua breve passagem pelo Brasil ao mesmo tempo em que finalizou a extensa turnê de seu disco de estreia, La Symphonie des Éclairs, lançado há dois anos. Depois de arrebatar plateias no Recife (quando tocou no festival Coquetel Molotov) e no Rio de Janeiro (em passagem pelo Circo Voador), ela encantou o público que lotou o Cine Joia em mais uma apresentação feita pela marca Indigo, que realizou o festival de mesmo nome que trouxe Weezer e Mogwai para o Brasil em novembro, além de viabilizar a vinda do Massive Attack e de Nilüfer Yanya no mesmo mês. Francófono por opção do público (que respondeu “oui” quando ela perguntou se preferia ser ouvida em inglês ou francês), o show equilibrou-se entre duas escolas musicais aparentemente díspares, mas que Zaho casou-as sem dificuldades – de um lado a chanson française, com direito a baladas ao piano e letras intermináveis sem refrão; do outro o tecnopop que começou deliciosamente retrô, soando bem oitentista (vide os gigantescos sintetizadores que seus músicos tocavam), mas que logo veio para o século 21. O público heterogêneo misturava pessoas mais velhas aos contemporâneos de Zaho, nascida no ano 2000, todos cantando as letras em francês da compositora, que nem precisava ter apelado para o hit “Modern Love” de David Bowie, que a tornou famosa no ano passado, para deixar a plateia em êxtase. Ela nem está mais tocando essa música em seus shows, mas como foi sua primeira vez no país, voltou-se para o sucesso eternizado por Bowie em 1983 que viralizou no início do ano passado, quando ela o cantou na abertura do festival de Cannes em homenagem à diretora Greta Gerwig. A música fez tanto sucesso que ela a lançou como um single (além de viabilizar sua vinda ao país ao ser incluída na trilha sonora do remake da novela Vale Tudo) e terminou a noite dançando no meio do público, num showzaço que pegou a todos de surpresa. Que maravilha!
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2026 não começou ainda mas já começou quente: o festival goiano Bananada acaba de anunciar sua volta triunfal em agosto do ano que vem. Os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda, confira mais informações no Insta deles: @festivalbananada. Bora!