
Foto: Lorena Calábria
Cadão voltou de Nova York e Thomas voltou de Londres – ambos por curta temporada – e assim o mítico grupo pós-punk paulistano Fellini se reúne mais uma vez nesta sexta-feira, no Sesc Pompéia (mais informações aqui) – e olha só a cara da banda em 2020 no primeiro ensaio do novo show na foto acima… Aproveitando a proximidade do show, a gravadora Nada Nada abriu mais três músicas inéditas que irá lançar na coletânea A Melhor Coisa Que Eu Fiz – inclusive a ótima faixa-título:
Além das novas músicas, a gravadora também fez um vídeo para mostrar como é a versão deluxe do novo lançamento, que estará à venda no dia do show:
Que satisfação receber o cantor e compositor pernambucano Felipe S., vocalista do grupo Mombojó, que está terminando de fazer seu segundo disco solo e começa a mostrá-lo nesta terça, dia 2 de março, no Centro da Terra. Ele apresenta o que chama de um “teste cego” ao apresentar o Notícias Recentes, mostrando, em sua maioria, canções que nunca foram apresentadas ao vivo. Para isso, ele recebe a presença de alguns convidados, artistas com quem vem trabalhando, como a cantora Barbarelli, o slammer Lucas Afonso e o tecladista Bruno Bruni. Felipe é acompanhado pela banda formada por Arthur Dossa (guitarra), Habacuque Lima (baixo), Rafael Cunha (bateria), Iran Ribas (baixo) e Julio Epifany (bateria) e eu bati um papo com ele sobre o que esperar desta apresentação.
Letícia se entrega ao tocar “The Dancer” sozinha ao piano, numa apresentação no ano passado aqui em São Paulo.
Dica do Giancarlo.
Aos poucos a Sexta Trabalho Sujo está firmando público e fazendo o pessoal chegar mais cedo no Estúdio Bixiga pra tomar doses semanais de boa música – e assim seguimos em março. Na primeira sexta do mês, dia 6, recebemos o grupo prog fusion Stratus Luna, começando a preparar seu segundo disco (mais informações aqui). Na sexta 13, é a vez da dupla de folk psicodélico Antiprisma, que apresenta-se no formato banda mostrando músicas do ótimo disco Hemisféiros, que lançaram em 2019 (mais informações aqui). Dia 20 temos um encontro de saxes da pesada, quando o brutal trio de jazz rock Atønito, liderado por Cuca Ferreira, do Bixiga 70, recebe o mestre Thiago França, que começa a trabalhar em seu formato solo (mais informações aqui). E, finalmente, no dia 27, Jonnata Doll e os Garotos Solventes chega puro e sem gelo para derreter seu rock cru no palco, mostrando seu disco Alienígena, um dos melhores do ano passado (mais informações aqui). Um mês de extremos, só show foda.
O compositor, músico e produtor paulista Pipo Pegoraro apresenta seu mais novo trabalho, o disco instrumental Antropocósmico, lançado no primeiro dia de 2020, em que flerta com o jazz funk, o rock progressivo e a MPB instrumental dos anos 70, na última edição de fevereiro da Sexta Trabalho Sujo, neste dia 28 de fevereiro, no Estúdio Bixiga, a partir das 21h (mais informações aqui). Vamos lá?
Mais uma pérola desenterrada pelo Mutlei: a íntegra do show do Teenage Fanclub no festival de Reading em 1992, aquele que, por algum motivo estranho e aleatório, passou na Bandeirantes naquele mesmo ano, causando comoção em quem acompanhava as notícias de música no conta-gotas da imprensa imprensa (lembre-se que não havia a internet como a conhecemos hoje naquele momnento). Showzão.
“So Far Gone”
“Mr. Tambourine Man”
“What You Do to Me”
“Star Sign”
“God Knows It’s True”
“Take the Skinheads Bowling”
“The Concept”
“Everything Flows”
“Satan”
Em meio à folia do carnaval de Salvador, eis que surge Mano Brown no alto do trio elétrico do festival Afropunk, que teve também as participações do BaianaSystem e do Afrocidade, e puxa vários hits dos Racionais – e geral cantou junto.
Diversidade é nossa festa! O rapper Mano Brown (@manobrown) faz sua estreia no Carnaval de Salvador, ao lado dos movimentos @afrocidade @afropunk | #AratuOnFolia pic.twitter.com/kGz4Y2t58P
— Aratu On (@aratuonline) February 23, 2020
Gigante. A foto do post saiu do Twitter do Brasileiríssimos.
Falei sobre as atrações do Nublu Festival deste ano (John Cale, Mos Def, Femi Kuti e as atrações nacionais de abertura) e sobre a vinda do Wu-Tang Clan no programa Metrópolis, marcando o início dos grandes shows internacionais de 2020.
Das quatro vezes que Andy Gill veio ao Brasil, apenas uma delas não fez show com o Gang of Four e sim com… o Legião Urbana! Num show tributo ao grupo criado pro Renato Russo, seus integrantes remanescentes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá resolveram homenagear suas origens e seu fanatismo adolescente trazendo um dos ícones que moldaram o pensamento estético da banda em seus primeiros dias, justamente o recém-falecido guitarrista do Gang of Four. Gill foi um dos convidados do show MTV Ao Vivo – Tributo à Legião Urbana, que aconteceu em 2012, com o ator Wagner Moura fazendo as vezes do vocalista original.
Andy subiu para tocar duas músicas com o grupo, que durante estes números contou com o paralama Bi Ribeiro no baixo. A primeira delas, uma versão para “Damaged Goods” do Gang of Four com o próprio Dado nos vocais tinha um clima mais de karaokê com amigos para realizar um sonho juvenil, mesmo com o guitarrista inglês mostrando serviço. Na segunda música, resolveram embarcar na música do Legião que o grupo escolheu para mostrar a influência do grupo inglês na banda brasiliense, a balada gótica “Ainda é Cedo”. O vídeo abaixo tem uma qualidade melhor que o de cima – e traz o show na íntegra (e dá pra entender a treta de Dado com alguém na plateia).
Mas podiam ter tocado “A Dança” também, né?
Publiquei outro dia o áudio com a íntegra do primeiro show que Chico Science e a Nação Zumbi fizeram no festival de jazz suíço em Montreux, em 1995, e esbarrei com todo o primeiro show que Gilberto Gil havia feito no festival, em 1978, um dos meus registros ao vivo favoritos de todos os tempos. O show foi a primeira noite brasileira do festival e ainda teve participações de nomes como Ave Sangria, A Cor do Som e Airto Moreira. Mas o que me deixou de queixo caído foi que não era só o áudio do show – que inclusive foi lançado oficialmente por Gil, naquele mesmo ano, mas sua versão em vídeo. Que noite! Gil talvez no auge de sua carreira escudado por uma banda formada por conterrâneos de primeríssima linha: Pepeu Gomes na guitarra, Jorge Gomes na bateria, Rubens Silva no baixo, Maurício Carvalho (o Mu, do A Cor do Som) e o percussionista Djalma Correa. Que delírio!
“Chuck Berry Fields Forevers”
“Chororô”
“São João, Xangô Menino”
“Respeita Januário”
“Ela”
“Bat Macumba”/”Exaltação à Mangueira”
“Procissão”/”Atrás do Trio Elétrico”/”Mamãe Eu Quero”
O único problema é que o vídeo não registra a jam session do final do show, quando o A Cor do Som subiu ao palco ao lado de Ivinho, guitarrista do Ave Sangria, e Patrick Moraz, tecladista do Yes, para conduzir a elétrica “Triolê” ao lado da bandaça de Gil. Pelo menos esse momento tá no disco!








