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Show

E neste domingo ainda teve a primeira edição do festival Doce Maravilha no Rio de Janeiro que, apesar de vários perrengues (incluindo o atraso enorme da principal atração da noite), conseguiu materializar Caetano Veloso comemorando os 50 anos do Transa (com um ano de atraso) ao lado de seus velhos compadres de disco Jards Macalé, Tutty Moreno e Áureo de Souza. Caetano começou o show acompanhado da jovem banda com o qual apresenta seu disco mais recente, Meu Coco, puxando músicas anteriores ao disco clássico, como “Irene”, “Maria Bethania”, “London London”, entre outras. Depois seus contemporâneos subiram no palco para a celebração e o público abraçou o grupo cantando tudo junto. O festival transmitiu o show online e vamos torcer para que disponibilizem a íntegra da apresentação – e, mais que isso, que esse show possa correr o Brasil, para que o país redescubra esse disco tão fundamental.

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Outro patamar

Depois de anos com disco e show entalados na garganta, Luiza Lian finalmente está lavando a alma. A chegada surpresa de seu quarto álbum 7 Estrelas / Quem Arrancou o Céu?, que ela vem ruminando desde 2019, mostrou que ela subiu de estágio no que diz respeito à sua criação musical, reforçando com o produtor Charles Tixier uma aliança que expandiu infinitamente as possibilidades latentes daquele encontro nos dois discos anteriores, Oyá Tempo e Azul Moderno.

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Celebrassom!

Qualquer apresentação de Hermeto Pascoal é um choque fulminante de energia musical capaz de ligar qualquer ser vivo e conectá-lo ao mergulho sônico que convulsiona no palco. O bruxo rege tudo com seu magnetismo e todos os integrantes de sua banda não tiram o olho dele quando ele assume os teclados. Por vezes, senta-se apenas para apreciar seus músicos tocarem – e o entrosamento de Jota P., André Marques, Itiberê Zwarg, Ajurinã Zwarg e do filho Fabio Pascoal é de uma conexão única, que, à medida em que o show vai passando, vai sugando o público. Hermeto, lógico, é o principal foco de atração em toda Casa Natura Musical, onde aconteceu o show desta quinta-feira, e vai regendo tanto seu conjunto quanto o público como uma criança molda um boneco com argila, apenas brincando. Pede para os músicos solarem, mudarem o andamento ou o timbre do instrumento enquanto faz a audiência repetir frases musicais simples que vão se tornando cada vez mais complexas. O grupo ainda contou com a presença do trompetista Luís Gabriel, que apimentou ainda mais a parte final da noite. Uma celebração musical que mais tarde o próprio me corrigiria – “celebrassom!”, inventou a palavra para mostrar que as duas coisas – a festa e a música – são uma coisa só. Pura magia.

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O encontro de Kiko Dinucci e Lucio Maia no Centro da Terra nesta terça-feira mostrou como duas escolas musicais completamente diferentes podem se encontrar, se estranhar e se complementar numa noite de improviso que contrastou os efeitos psicodélicos e paisagens ambient desenhadas pelo guitarrista pernambucano com o violão punk e percussivo do músico de Guarulhos. Enquanto Lucio pilotava sua pedaleira que incluiu até uma inusitada talkbox, Kiko espetava seu violão rústico com pregadores de roupa, pedaços de papel e gravetos, além de cantar – seja em português ou iorubá – canções sobre bases apenas ruidosas. E ao mesmo tempo que pareciam terem vindo de planetas diferentes, se encontravam em complexas camadas de harmonia atonal e melodias esparsas. Bem foda.

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Nesta terça-feira, o palco do Centro da Terra recebe o primeiro encontro de duas lendas-vivas da guitarra elétrica brasileira, quando Lucio Maia e Kiko Dinucci se encontram no espetáculo Arquitetura do Caos. Só os dois e seus instrumentos abrem caminhos para explorar possibilidades musicais inéditas cruzando a linhagem do samba punk noise do jovem mestre de Guarulhos às acrobacias psicodélicas do mestre pernambucanno. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente aqui.

A Balaclava acaba de anunciar o elenco da edição 2023 de seu festival e, como se especulava, o grupo neozelandês Unknown Mortal Orchestra é sua principal atração. O festival acontece no dia 19 de novembro no mesmo Tokio Marine Hall em que foi realizada a edição do ano passado e, além do UMO, o selo ainda traz várias atrações norte-americanas (a estreia do American Football no Brasil, a segunda vinda do Whitney e o pequeno Thus Love), a australiana Hatchie, o trio inglês PVA e duas atrações de Curitiba, Terraplana e Shower Curtain. Os ingressos para o festival já estão à venda (neste link).

Décadas pós-punk

Sandra Coutinho começou sua temporada Linha do Tempo Contínuo no Centro da Terra voltando para regiões de sua carreira que há tempos não visitava. Ela abriu a apresentação sozinha no palco para logo depois ser acompanhada do casal Edgard Scandurra e Sílvia Tape, que a ajudaram a executar temas compostos no período em que ela morou em Berlim, na Alemanha, na virada do milênio. Depois o baterista Rodrigo Saldanha juntou-se a eles, quando visitaram as composições de Maluf 111, projeto que Sandra e Edgard criaram no início dos anos 80 e fizeram apenas alguns shows, sem nunca ter gravado nenhuma daquelas composições, que ficavam em algum lugar entre o ska e a surf music numa paisagem paulistana poluída daquele período. Depois o guitarrista Tadeu Dias juntou-se ao trio para revisitar o seminal Smack, uma das principais bandas pós-punk do Brasil, que contava com Sandra e Edgard na formação original. Uma noite histórica – e foi só a primeira.

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Imensa satisfação de materializar, nas segundas-feiras de agosto, toda a diversidade musical de uma das principais cabeças da música contemporânea paulistana. A líder das Mercenárias, Sandra Coutinho, apresenta sua temporada Linha do Tempo Contínuo, mostrando as diferentes facetas de sua personalidade artística, sempre acompanhada de novos e velhos parceiros. A temporada começa neste dia 7 de agosto, quando ela mostra primeiro composições da época em que morou em Berlim (entre 1997 e 2004) e outras mais contemporâneas, ao lado de Silvia Tape e Edgard Scandurra para, em seguida, se juntar a Scandurra, Rodrigo Saldanha e Tadeu Dias para visitar temas de bandas clássicas dos anos 80, como Smack e a nunca gravada Maluf 111. No dia 14, ela vem acompanhada primeiro da dupla Espelho (formada pela dançarina Mariana Taques – dança e pelo guitarrista Bernardo Pacheco) e depois apresenta-se com Guilherme Pacola, dos Vermes do Limbo, e Rafael Crespo, guitarra do Herzegovina. No dia 21, ela primeiro divide o palco com Paula Rebellato (que toca equipamentos eletrônicos, teclado e percussão) e Mari Crestani (no saxofone), e depois volta aos tempos do AKT ao lado de Bibiana Graeff, Silvia Tape e Rodrigo Saldanha. Ela finalmente encerra sua temporada no dia 27 convocando suas Mercenárias (com Silvia Tape, Pitchu Ferraz e Edgard Scandurra) para tocar músicas do lado B da clássica banda paulistana. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos já podem ser comprados antecipadamente neste link.

O velho Macca acaba de avisar que passa pelo país no final do ano em cinco datas: dia 30 de novembro em Brasília (no Mané Garrincha), dia 3 de dezembro em BH (na MRV Arena), dia 9 em São Paulo (no estádio do Palmeiras), dia 13 em Curitiba (no Estádio Couto Pereira) e dia 16 no Rio (no Maracanã). São as últimas datas de sua Got Back Tour, que começa na Austrália, e os ingressos já estão à venda!

O grupo Unknown Mortal Orchestra acabou de anunciar que fará três datas na América Latina: dia 12 de novembro em Buenos Aires, dia 15 em Santiago e dia 17 na Cidade do México. Nada de Brasil – por enquanto -, porque como o Cleber lembrou é bem na época do Balaclava Fest, portanto…

E não custa lembrar que não é a primeira vez do grupo por aqui – o UMO tocou em São Paulo tocando hits de seu clássico disco II… Quem foi lembra como foi foda.

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