
Outra dívida pré-pandêmica: havia convidado a maestra e guitar heroine Lucinha Turnbull para apresentar-se no Centro da Terra há mais de dois anos, mas o coronavírus nos obrigou a adiar este encontro. Originalmente, o espetáculo teria outra formação e quando fui chamá-la para retomar os trabalhos, ela sugeriu a dobradinha que tem feito com o devoto Luiz Thunderbird num encontro de vozes e violões, com muita música e conversas sobre música. A apresentação Thunder & Turnbull acontece nesta terça-feira e começa pontualmente às 20h – e os ingressos podem ser comprados neste link.

O primeiro nome a subir no palco do Centro da Terra neste mês de setembro é outra dívida pendente desde 2020. Convidei o paranaense Giancarlo Rufatto para voltar a fazer shows no início daquele ano, quando ele ainda estava cogitando a possibilidade de voltar com uma banda, voltando a ensaiar coletivamente o que poderia ser o início de um novo disco. Aí aconteceu o que aconteceu e, recluso como todos naquele meio de semestre bizarro e ele começou a lançar suas Canções de Distanciamento Social, que o fizeram retomar os trabalhos artísticos de forma solitária. E é assim que ele finalmente chega ao palco do teatro, sozinho com sua guitarra, com apenas uma participação de um músico convidado em algumas músicas, mostrando seus Grandes Clichês, Grandes Hipérboles neste segunda-feira, a partir das 20h. Os ingressos para a apresentação podem ser adquiridos antecipadamente neste link.

Entrou setembro e a programação deste mês no Centro da Terra vai para todos os lados que você possa imaginar. Começamos segunda que vem, dia 5, com a volta do paranaense Giancarlo Ruffato aos palcos depois de dois anos e meio de pandemia, seguido da dupla Luiz Thunderbird e Lucinha Turnbull, na véspera do feriado, dia 6. Na outra segunda, dia 12, começo a primeira temporada feita em parceria com um selo, no caso o paulistano Matraca Records. Tempo Presente reúne quatro novos artistas que o selo lançou neste 2022, cada um em uma segunda-feira. A primeira, dia 12, fica a cargo do guitarrista baiano Uiu Lopes, que mostra músicas de seu primeiro disco solo, que ainda sairá este ano. O mesmo acontece com o grupo paulistano Pelados, que, no dia 19, mostra músicas de seu próximo disco, reinventando o indie rock brasileiro. Depois, dia 26, vem Pedro Bienemann, que mostra as canções de seu EP Vulgo, finalizando a temporada no dia 3 de outubro, com um show da banda Lau e Eu. Na segunda terça-feira do mês, dia 13, é a vez de Bruno Schiavo desconstruir seu disco A Vida Só Começou, lançado em 2020, apresentando um espetáculo audiovisual ao redor do conceito do disco. No dia 20, a paulistana Ina começa a mostrar seu primeiro disco solo, Chão, que será lançado em breve. E, finalmente, dia 27, na última terça-feira do mês, Marina Marchi mostra suas composições solo e versões para outros artistas à frente de seu quarteto. Os ingressos já estão à venda e podem ser comprados neste link.

Encerrando o mês de agosto no Centro da Terra, a banda paulistana Eliminadorzinho faz um balanço de sua carreira no espetáculo 666 Canções de Amor, nesta terça-feira, dia 30, quando visitam músicas de seus seis anos de carreira fonográfica, além de apresentarem músicas inéditas – sempre guiados por melodias doces e guitarras barulhentas. As portas do teatro abrem pontualmente às 20h e você pode antecipar seu ingresso através deste link.

Dois talentos da atual cena carioca se encontram no palco do Centro da Terra nesta terça-feira para uma apresentação inédita: Gabriel Ventura mostra as canções de seu primeiro disco solo, lançado após o fim de sua banda anterior, a Ventre, ao lado de Pedro Dias Carneiro, mais conhecido como Vovô Bebê, que é reincidente no teatro, quando apresentou-se pela primeira vez em 2019. Juntos e munidos apenas de seus violões e vozes, os dois formalizam o encontro que já existia há tempos, sempre com a brincadeira de batizar este encontro com as sílabas iniciais de seus nomes, criando assim o espetáculo Vô Vê. A apresentação começa pontualmente às 20h e você pode garantir seu ingresso neste link.

“A gente tinha a semana da pátria para fazer uma programação musical e a ideia era discutir um pouco sobre o significado dessa semana e aí a gente pensou muito nessa onda de falso patriotismo que ganhou voga nos últimos anos, a gente sabe porque, e então eu pensei em algo que antagonizasse muito com isso, que é o movimento punk”, explica o responsável pela programação de música do Sesc Av. Paulista, Fernando de Lima, sobre a origem do festival 1, 2, 3, 4 – O Punk Segue Muito Vivo, que acontece na unidade entre os dias 6 e 11 de setembro – e à exceção do feriado do dia 7, o palco no 13° andar recebe exponentes de diferentes fases do punk brasileiro, do In Venus ao Devotos, passando pelo Flicts, Mercenárias, Charlotte Matou Um Cara, Ratas Rabiosas, Black Pantera e Mercenárias.
“O punk e o anarquismo fazem um contraponto bom a esse movimento estranho que a gente tem nos últimos anos e faz a gente refletir sobre o significado de país e de tudo mais”, continua o programador, que reúne dois shows por dia em cada uma das datas – e cada show tem sua leva de convidados, engrossando a genealogia do movimento no Brasil. ““Na hora de escolher as bandas, a primeira coisa que a gente pensou foi no encontro de gerações. E não é só dos pioneiros com a molecada que está fazendo agora, mas também uma geração intermediária muito interessante que, nesse caso, é representada pelos Devotos e pelo Flicts, bandas dos anos 90 que seguraram a onda do punk nessa década”. Entre os convidados, nomes como Jonatta Doll, Edgard Scandurra, Rodrigo Lima (do Dead Fish), Lê (Gritando HC), Ariel (Restos de Nada), Iéri (Bulimia), entre outros. Mais informações sobre o festival abaixo (e no site do Sesc). Continue

Originalmente, a apresentação do duo Amarelo – formado pelo guitarrista Allen Alencar e pelo baixista Meno Del Picchia – no Centro da Terra iria acontecer em junho, mas como ainda estamos numa pandemia, aquela apresentação teve de ser adiada por motivos sanitários e finalmente será realizada nesta terça, 16 de agosto. Síntese e Máquina, experimento que eles propõem ao teatro, passa por canções de seus dois primeiros EPs e músicas de seu próximo trabalho. Na apresentação, eles são acompanhados pelos amigos Verônica Ferriani e Rodrigo Campos, que interferem no formato já estabelecidos destas músicas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprado antecipadamente neste link.

Maior satisfação fazer o primeiro show de fato de um grupo composto apenas por vocalistas. O Gole Seco formado por Loreta Colucci, Claudia Dantas, Giu de Castro e Nathalie Alvim faz sua estreia – depois de participar de apresentações de outros artistas – no Centro da Terra nesta terça-feira, dia 9, quando entram no palco do teatro no Sumaré apenas com suas cordas vocais, para uma apresentação chamada Cometa, em que vão para além das formações vocais tradicionais – que trabalham principalmente com harmonia, ritmo e melodia -, buscando outros vieses para este formato, explorando aspectos que se somam na percepção emotiva das canções como, timbres, dinâmicas e texturas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados aqui.

Quem assume a temporada de agosto no Centro da Terra é o querido Biel Basile, baterista d’O Terno e da banda Grand Bazaar, que também já tocou com nomes como Jards Macalé, Tulipa Ruiz, Lulu Santos, Di Melo, entre outros. Originalmente programada para abril de 2020, a temporada inevitavelmente passou por transformações pandêmicas, que incluem o fato de ter sido concebida na praia, para onde Biel mudou-se naquele ano infame. Temporada de Praia reflete exatamente suas impressões musicais neste novo cenário, em que reuniu-se com outros músicos como o beatmaker Batataboy e o violonista e flautista Gabriel Milliet, que serão convidados nas segundas-feiras seguintes. Nesta primeira apresentação, dia 8, ele prefere centrar-se em seu instrumento, fazendo uma estreia solo que dará o rumo das próximas segundas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Em seu espetáculo N64, que aconteceu nesta terça-feira Bruno Bruni conduziu o público do Centro da Terra para uma viagem à fase 64 bits do personagem de games Super Mario, a partir das trilhas dos jogos Super Mario 64 e Mario Kart. Acompanhado de uma bandaça com vocais de Marina Marchi e Flavia K, saxes com Cassio Ferreira, Thomas Souza e Anderson Quevedo, Felipe Pizzu no baixo, Vincente Pizzu na bateria e Pedro Luce nas percussões e MPC, o jovem maestro regeu as paisagens sonoras dos games com um pé no jazz e outro na música brasileira instrumental, temperando com algumas canções do seu próprio repertório – e sem nunca deixar o astral cair. Uma noite surreal!
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