
O Carnaval da Céu está acontecendo no Sesc Pinheiros, quando ela estreia o espetáculo Fênix do Amor, em que organiza seu repertório numa apresentação que não prioriza um determinado disco para repassar seus hits. Ela segue com a banda que montou para circular com o disco Um Gosto de Sol, com o fiel escudeiro Lucas Martins no baixo puxando os novatos Sthe Araujo (percussão), Bruno Marques (bateria) e Leo Mendes, que assume a guitarra depois de tocar apenas violão na turnê anterior – e esta mudança é crucial para a nova apresentação, fazendo o show ganhar força e eletricidade ao mesmo tempo em que Céu desliza em seus hits, como bem sabe fazer. O foco do show fica em seus dois melhores discos – Vagarosa e Tropix – e passeia por algumas do Apká! e até do disco mais recente (fazendo Céu ceder ao repertório autoral quando um fã pediu “Deixa Acontecer”, o samba do grupo Revelação que ela gravou no disco de versões), mas senti falta de músicas do Caravana Sereia Bloom – “Falta de Ar”, “Baile da Ilusão” e “Chegar em Mim” fariam bonito nessa noite. Mas é Carnaval e ela aproveitou para emendar uma sequência de músicas alheias no final, que começou sua já clássica versão para “Mil e Uma Noites de Amor” do Pepeu Gomes, passou pelo axé (“Vai Sacudir, Vai Abalar”, da banda Cheiro de Amor), visitou a pioneira Chiquinha Gonzaga (com, claro, “Abre Alas”) e encerrou celebrando Gal, com a irresistível “Bloco do Prazer”. Uma banda tinindo e uma luz deslumbrante (Marcos “Franja” Cicerone esmerilhando com a ajuda do laser de Diogo Terra), deixaram Céu completamente à vontade para dominar o palco e o público com facilidade, numa apresentação que funciona como balanço de carreira e quem sabe a ajude a pensar em novos planos para o futuro.
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Mesmo antes da apresentação que Sophia Chablau fez nesta quarta-feira no Centro da Terra eu já tinha a sensação de que ela estava dando um passo importante em sua ainda breve biografia. Tocando sozinha com seu violão e apresentando músicas novas pela primeira vez, ela mostrou um lado mais lírico e menos irônico do que o que conhecemos em seus trabalhos com suas outras bandas, usando o humor para quebrar o gelo entre as músicas, mas criando um clima mais intimista mesmo quando tocava os rocks tortos que conhecemos quando ela lidera, a Uma Enorme Perda de Tempo, ainda que este clima se expandisse com os vídeos que Dora Vinci projetava sobre a jovem compositora paulistana. E quando uma das músicas novas crava sobre “o início de uma nova era”, confirma-se a sensação de que ela começa a virar uma página de sua carreira para alçar outros voos.
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Mais uma vez tenho o prazer de receber Sophia Chablau no palco do Centro da Terra, desta vez sozinha, acompanhada apenas de seu violão, e mostrando várias músicas inéditas nesta quarta-feira. O espetáculo Só foi concebido ao lado da artista visual Dora Vinci, que dividiu a apresentação em cinco partes, que conversam com o roteiro criado pela jovem compositora paulistana. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos – que estão quase no fim! – podem ser comprados neste link.

Linda a apresentação que Bruna Lucchesi fez nesta terça-feira no Centro da Terra celebrando uma das facetas menos conhecidas de Paulo Leminski – a de compositor de canções. Ela passeou pelo cancioneiro do lendário poeta curitibano como parte de uma pesquisa que ela faz há anos sobre sua obra e deu uma nova roupagem a canções quase desconhecidas que encantaram o público desde o início do espetáculo, que ainda contou com a participação remota de Angélica Freitas e presencial do grande Rubi.
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É a primeira vez que a curitibana Bruna Lucchesi sobe no palco do Centro da Terra nesta terça-feira, num espetáculo dedicado à obra do conterrâneo Paulo Leminski, que além de poeta, tradutor e ensaísta, também compunha suas canções. Quem Faz Amor Faz Barulho é um mergulho nesta faceta deste artista, em busca da utopia que ele almejada em suas obras. A apresentação, que Bruna faz ao lado dos músicos Cecília Collaço, Ivan Gomes, Paulo Ohana e Vitor Wutzki, também terá a participação da poeta Angélica Freitas O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente aqui.

Começando a semana na sintonia que Chico Bernardes preparou para o público do Centro da Terra, canalizando, no espetáculo Rádio Chico, frequências que fizeram sua cabeça de compositor, enquanto alternava estas influências com suas próprias canções. E entre versões para músicas de Beatles, Duncan Jones, Fleet Foxes, Fairpoirt Convention via Nina Simone, David Crosby e duas músicas de seu segundo disco (ainda com títulos provisórios, “Ode” e “Nesse Exato Instante”), que prometeu lançar ainda este ano, encerrou a apresentação canalizando um Gil clássico: “Eu Preciso Aprender a Só Ser”. Show lindão.
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Maior satisfação começar a semana no Centro da Terra com uma apresentação do Chico Bernardes, que além de repassar músicas de seu disco de estreia e pinçar algumas músicas novas e versões, ainda trará músicas inéditas que poderão fazer parte de seu segundo disco. O espetáculo Rádio Chico começa pontualmente às 20h e os ingressos – que estão quase no fim – podem ser comprados neste link.

Em seu primeiro show em São Paulo, Lianne La Havas não precisou de muito esforço para dominar o público do Cine Joia, que cantou todas as músicas de seu repertório em uníssono, inclusive fazendo vocais de apoio para que ela pudesse solar sua magnífica voz. Passando do violão para a guitarra sem nenhum outro músico no palco, ela já tinha todo mundo na palma da mão quando puxou a inevitável versão para “Weird Fishes”, do Radiohead, e sacou duas armas secretas de altíssima periculosidade: a presença dos brasileiros Mestrinho e Pretinho da Serrinha, dois jovens mestres que, como Lianna, não precisam de nada além de sua presença e seu instrumento para encantar a audiência. E o tempero brasileiro levou o show a um outro patamar, deixando o soul britânico ao mesmo tempo forte e suave da cantora com um tempero irresistível, cuja melhor tradução era o sorriso gigantesco no rosto da dona da noite. Um show maravilhoso, assista abaixo: Continue

Nesta quarta-feira também tem música no Centro da Terra, quando três violões autorais se encontram no palco do teatro no Sumaré. Mais que uma Canção, Menos que um Amor reúne canções de Caxtrinho, Kauê e Anna Vis que empunham seus instrumentos e repertórios, fazendo uma improvável conexão entre Mauá, São Paulo e Belford Roxo e desbravando as musicalidades uns dos outros. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

Uma linda noite celebrando um dos maiores nomes da canção brasileira, Izzy Gordon reuniu uma banda feminina afiadíssima (regida pela baixista Beatriz Lima, que ainda tinha teclas de Ana Cruse, bateria de Yara Oliveirae guitarra de Luciana Romanholi) para reverenciar sua tia, a eterna Dolores Duran, e pode contar até com a presença de sua mãe, Denise, irmã de Dolores, para cantar alguns de seus clássicos em família.
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