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Show

Aconteceu neste sábado: o Weezer deu início às comemorações do aniversário de 30 anos de seu primeiro disco, mais conhecido como “o disco azul”, ao tocá-lo na íntegra para uma plateia de 500 pessoas, no Lodge Room, em Los Angeles. A turnê só começa no segundo semestre, mas deu pra sacar o quanto a banda está prontinha para rodá-lo por aí com os vídeos que apareceram online. O show teve abertura da banda Dogstar, que abriu para o Weezer em 1992 com o mesmo baixista da noite deste sábado, o ator Keanu Reeves, e o Weezer limitou-se a tocar apenas as dez músicas do disco, mudando apenas a ordem de duas músicas, ao colocar o hit “Say It Ain’t So” depois de “In the Garage”, mas isso deve ter sido feito pois o grupo chamou o ator norte-americano Dominic Fike, da série Euphoria, para dividir os vocais na antepenúltima música do show (Fike lançou um single no ano passado, “Think Fast“, em que justamente citava a música do Weezer). Mas eu queria mesmo é que eles tocassem o segundo disco, o Pinkerton, disparado a melhor coisa que o Rivers Cuomo já fez na vida. Mas é muito pouco provável que isso aconteça…

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“Pra viver junto é preciso viver só, pra gente se encontrar”, incitando o público a cantar o refrão da inédita “Oração 18”, que faz parte de seu Prece, rosário em forma de disco que lança em abril, e que será lançada como single na semana que vem, a mineira Luiza Brina resumiu a força tanto de sua temporada no Centro da Terra, quando apresentou-se pela terceira vez dentro de Aprendendo a Nadar, quanto de seu novo momento artístico, quando aproximou-se de outros artistas para somar forças e criar algo coletivo, ciente das respectivas individualidades. Desta vez ela chamou o carioca Castello Branco e o alagoano Batataboy e os três criaram momentos únicos, Castelo sempre ao violão, Batataboy entre o piano e o contrabaixo e Luiza entre o violão e o contrabaixo, os três entrelaçando vocais sem pausas entre as canções desde o primeiro dedilhado que abriu o show, parando só na citada última música, que recebeu todos os aplausos da casa. “Pra andar junto é preciso poder andar só, pra gente caminhar”, caminha Luiza!

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Finalmente visitei o Porta Maldita e que massa ver que o Arthur conseguiu fazer o que vinha vislumbrando há anos: um inferninho saudável, que apesar de ser uma casa de shows parece a casa de alguém que gosta de música, com gente espalhada pelos cômodos curtindo civilizadamente a noite. O cômodo dedicado aos shows, além de ar condicionado (crucial para esse verão) tem um dos melhores sons entre as casas pequenas – uma meta do dono, que é justamente uma pessoa do som – e o Porta Maldita ainda tem até com iluminador para os shows (sexta quem estava lá era o Rafa, do Applegate). E o bar é demais: os drinks são bem bons, o preço é justo, os copos são de vidro, tem água de graça e a equipe é simpática. Parabéns Arthur! Fora que ter só uma portinha do lado de fora tem um charme poético que torna a casa ainda mais mágica.

Assisti a mais um show do Garotas Suecas, que vinham de um extremo oposto desde seu último show, quando abriram para os Titãs no estádio do Palmeiras lotado, em dezembro. No primeiro show do ano, os heróis do indie paulistano – que completam 20 anos de banda neste 2024 – mostram como a experiência e a maturidade confluem para um show preciso e redondinho, com canções irresistíveis e causos infames entre elas – inclusive sobre quando o baterista Nico foi entrevistado sobre especulação imobiliária, história contada antes da ótima “Gentrificação”, do disco que lançaram ano passado.

Depois foi a vez dos Fonsecas, que nunca tinha visto ao vivo, e a banda colide rock’n’roll com MPB a partir da sua divisão instrumental: o power trio formado por Caio Bortolozo (guitarra), Thales Tavares (bateria) e Valentim Frateschi (baixo) pegam pesado no rock, deixando o vocalista Felipe Távora livre para declamar seus poemas em forma de canção e se jogar no palco. O show ainda contou com a participação do vocalista da banda baiana Tangolo Mangos, Felipe Vaqueiro, e o vocalista da banda Naimaculada, Ricardo Paes, dividindo o palco com o grupo na última música, a faixa que batiza seu EP, “Fundo da Meia”. Foi a primeira vez que vi o grupo ao vivo e funcionou bem com a minha primeira vez no Porta Maldita.

#garotassuecas #osfonsecas #portamaldita #trabalhosujo2024shows 39 e 40

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O Inferninho Trabalho Sujo despediu-se das quintas-feiras na festa desta semana e daqui a no fim deste mês – justamente na sexta-feira da PAIXÃO – começamos a incendiar o hospício do Picles às sextas… e quem é esperto já sabe quem traremos pra brilhar no primeiro sextou oficial do nosso Inferninho, dia 29 de março. A despedida começou com a dupla Mundo Vídeo, que despejando guitarras desenfreadas sobre bases de dance music começou a esquentar a noite…

Depois foi a vez do Varanda fazer a casa cair. Depois de seis meses de sua primeira apresentação em São Paulo (justamente neste mesmo Inferninho), a banda de Juiz de Fora participou do momento de encerramento desta primeira fase da festa mostrando uma evolução considerável desde o primeiro show no Picles, que já tinha sido foda. Mas depois de um semestre rodando bastante (o que a constância do palco não faz com um grupo de músicos, não é mesmo?), o quarteto voltou tinindo, tanto na coesão entre seus músicos, quanto em sua presença de palco. Todos os quatro – Augusto Vargas (baixo), Amélia do Carmo (vocal), Mario Lorenzi (guitarra) e Bernardo Mehry (batera).- conversam com o público, brincam entre si, contam piadas de tiozão sem ironia e cantam parte das músicas, mas o foco da atenção não tem como não ser a presença magnética de Amélia, que personifica a fusão de MPB com indie rock do grupo para muito além do que o os clichês que a miserável mistura parece inspirar, encarnando o espírito livre, o humor infame
e o alto astral que são a essência da banda. Os quatro ainda chamaram o homem Irmão Victor, o gaúcho Marco Benvegnú, para tocar sax (!) no hit “Gostei”, além de mostrar várias músicas inéditas. Depois, eu e a Fran apelamos e ganhamos a pista, como de praxe. Que noite!

#inferninhotrabalhosujo #mundovideo #varanda # #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2024shows 37 e 38

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Sábado passado o grupo The Smile tocou com a London Contemporary Orchestra, como principal atração da edição deste ano do BBC Radio 6 Music Festival, que aconteceu na 02 Victoria Warehouse, em Manchester, na Inglaterra. Thom Yorke, Jonny Greenwood e Tom Skinner tocaram a íntegra de seu recém-lançado Wall of Eyes ao lado de dezenas de músicos, que ainda os acompanhou por faixas do primeiro disco, como “Pana-Vision”, “Speech Bubbles”, Tiptoe”, “Waving a White Flag” e “Bending Hectic”. O trio depois voltou sozinho para tocar mais músicas do álbum de estreia e a íntegra do show pode ser vista no site da BBC 6, mas só se você estiver na Inglaterra (fuen). Pra quem não está lá resta contentar-se com trechos do show que foram publicados no canal da emissora no YouTube que você consegue assistir abaixo. Além do Smile, também apresentaram-se neste palco no festival, o grupo norte-americano Gossip, mostrando músicas novas pela primeira vez, e o grupo escocês Young Fathers, que inclusive apresenta-se no Brasil em maio na segunda edição do festival C6Fest: Continue

Atenção que este é o último Inferninho Trabalho Sujo às quintas-feiras. A partir da próxima edição, nossa acalorada celebração noturna encontra a hashtag sextou para embalar inícios de fins de semana maravilhosos, aguarde e confie. E para marcar esse novo momento, chamamos de volta os queridos Varanda, que fez seu primeiro show em São Paulo num Inferninho do ano passado e agora volta às vésperas de lançar seu primeiro álbum. Evolução, povo, evolução! E o grupo que abre a noite, o Mundo Vídeo, também não deixa barato. Depois da meia-noite você sabe que eu e Fran tomamos conta do fervo, que, como sempre, acontece no Picles (Rua Cardeal Arcoverde, 1838) a partir das 20h da noite (e quem entrar até às 21h não paga!). Bora que a noite vai ser boooooa…

Foi demais o primeiro show oficial da banda Orfeu Menino nesse ano dentro da sessão Trabalho Sujo Apresenta, que nesta quarta aconteceu no Redoma. A banda está afiadíssima e é impressionante o domínio que a vocalista Luiza Villa tem do palco, em sintonia finíssima com os outros quatro músicos da banda, o virtuosismo de Tommy Coelho na bateria, a guitarra discreta e precisa de Tomé Antunes, o teclado irrepreensível do maestro Pedro Abujamra e o baixo denso e suntuoso de João Chão. Parte do repertório ainda é composto por versões, o que já mostra a amplitude de alcance do quinteto, indo de “Nossa História de Amor” do Tim Maia a “Jorge Maravilha” do Chico Buarque, passando por “Dentro de Você” de Marcos Valle e Leon Ware, “Banho de Espuma” da Rita Lee, a versão de Annie Ross pro standard “Twisted”, “Cara Cara” e “Pessoa Nefasta” do Gilberto Gil, “Nua Ideia” de João Donato, além de uma versão de “Bala com Bala” do João Bosco que não tava no roteiro. Entre esses clássicos, eles ainda mostraram suas duas primeiras músicas, “Pega Mal” e “O Amor é Fogo”. Depois o DJ Benni seguiu a noite esmerilhando pérolas ousadas de diferentes frentes musicais. É, a brincadeira está só começando…

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Complementares

Foi bem bonito o encontro inédito que o baterista Pedro Fonte e a violonista Tori apresentaram nessa terça-feira, no Centro da Terra. Os dois reuniram seus repertórios e se acompanharam no espetáculo O Instante do Derretimento, em que o carioca e a sergipana puderam entrelaçar instrumentos, cantos e canções acompanhados do baixista baiano Toro. A apresentação ainda contou com a aparição surpresa do trombonista Antônio Neves – que também tocou trompete no show -, formalizando uma novidade que parecia já ter anos de convivência. Que sigam essa jornada juntos!

#toriepedrofontenocentrodaterra #tori #pedrofonte #centrodaterra2024 #trabalhosujo2024shows 35

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Nesta terça-feira, no Centro da Terra, a sergipana Tori e o carioca Pedro Fonte fundem o repertório dos discos que lançaram no ano passado (respectivamente Descese e Late Night Light) no espetáculo intimista O Instante do Derretimento, em que tocam seus instrumentos – guitarra e bateria – enquanto passeiam por suas canções, acompanhados do baixista Toro e com uma atração surpresa. A apresentação começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda neste link.

E quem está voltando pro passado é o Weezer, que acaba de anunciar uma turnê pelos Estados Unidos no segundo semestre, quando tocarão a íntegra de seu disco de estreia, o famigerado disco azul batizado apenas com o nome da banda, que completa trinta anos no próximo dia 10 de maio. A turnê Voyage to the Blue Planet começa no dia 4 de setembro e passará por mais de 20 cidades por seu país, com abertura de bandas como Flaming Lips e Dinosaur Jr., e certamente deve ter mais datas anunciadas pela Europa, Ásia e, torçamos, América do Sul (quem tem coragem de trazê-los?). Os ingressos começam a ser vendidos nesta quarta-feira, primeiro para os integrantes do fã clube da banda, e depois para o público geral a partir da sexta-feira, mesmo dia em que o grupo toca em um aperitivo da turnê ao passar o disco na íntegra no Lodge Room de Los Angeles, quando terá abertura da banda Dogstar (também conhecida como a banda do Keanu Reeves), num show que já está esgotado. E em entrevista ao site Audacy, o líder da banda, Rivers Cuomo, contou que uma caixa com material da época está começando a ser pensada: “Coisas bem do começo da banda”, contou o vocalista, mencionando gravações de shows da época e que ainda não há data para este lançamento, mas que deve coincidir com a nova turnê.