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E a Balaclava não tá pra brincadeira. Não bastasse ter trazido o King Krule e o Tortoise para o Brasil este ano e ter anunciado a vinda do grupo inglês Bar Italia e dos americanos Smashing Pumpkins agora no segundo semestre, o selo paulistano acaba de anunciar a edição 2024 de seu Balaclava Fest, que reúne Dinosaur Jr., Badbadnotgood, os ótimos Water from Your Eyes pela primeira vez no Brasil, Ana Frango Elétrico, a inglesa Nabihah Iqbal, o grupo paulistano Raça e a dupla mineira Paira, estas últimas do elenco da gravadora. É uma das melhores escalações das 14 edições do festival e acontece mais uma vez no Tokio Marine Hall no dia 10 de novembro – e os ingressos já estão à venda.

E entre rever parentes e compadres e ter alguns dias de descanso em Brasília, ainda calhou de estar na minha cidade ao mesmo tempo em que a querida Tulipa Ruiz – quando finalmente pude assistir a um show de seu Habilidades Extraordinárias, menos de um mês após a passagem do mestre Luiz Chagas, pai dela e de seu guitarrista quase univitelino Gustavo Ruiz. Pudemos conversar bastante sobre a ida do mestre, mentor, jornalista e guitarrista num papo em que ela comentou sobre as cartas do velho Chagas que revisitou nestes últimos dias e a lembrança sobre sua importância também como tradutor – algo que nunca pude conversar com o velho guru: são deles as traduções clássicas para Misto Quente do Bukowski, Lady Sings the Blues (a biografia de Billie Holiday), 13 de Pete Townsend e da primeira edição de Flashbacks, do Timothy Leary, só pra ficar nos livros lançados pela Brasiliense. O show em Brasília, que fez parte do encerramento do primeiro dia do Festival Coma, que ainda atravessa o próximo fim de semana, foi o segundo que os dois fizeram depois da ida do pai e ambos me falaram como o show anterior, em São Luís no Maranhão, os reenergizou positivamente, algo que Tulipa deixou claro ao revisitar o número mais clássico de seu pai, a gigantesca “Às Vezes”. Salve, meu!

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Tirei uns dias de descanso na minha cidade-natal, mas assistir a shows é trabalho e diversão ao mesmo tempo – além de ser motivo para finalmente visitar o novo Sesi Lab, unidade do Sesi que tomou o lugar do antigo Touring, em frente ao mitológico Conic, que recebe uma vez por mês artistas escolhidos pela curadoria da comadre Roberta Martinelli. Só o Sesi Lab – com sua exposição permanente de experimentos científicos que encanta adultos e crianças – já vale a visita, mas o show mensal também reúne um bom recorte da noite brasiliense e calhei de assistir a mais um show dos manos do Mombojó, segunda apresentação que vejo deles nesse ano, tocando o disco Carne de Caju, em que veneram o mestre Alceu Valença entre seus próprios hits. E o show em Brasília teve um gostinho pernambucandango a mais quando Felipe S. convidou Fabinho Trummer, o líder da clássica banda Eddie, que agora está morando em Brasília, para dividir os vocais na clássica “Coração Bobo”. Showzão.

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Agosto começa agora e essa é a programação de música do Centro da Terra no mês do cachorro louco. Quem toma conta das segundas-feiras é o conterrâneo Gabriel Thomaz, que assina a temporada do mês com seus inúmeros projetos – dos Autoramas a uma volta ao Little Quail, passando por algumas surpresas. Às terças-feiras, temos primeiro, no dia 6, a cearense Soledad retoma sua carreira depois de um período longe dos palcos e aponta para seu futuro próximo. No dia 13 é a vez de Ana Spalter mostrar o início de seu primeiro disco solo, que ainda está sendo gravado, no palco do Sumaré. Dia 20 temos a estreia nos palcos da carreira solo de Olívia Munhoz, mais conhecida como uma das melhores iluminadoras de música do Brasil, que mostra suas composições ao lado de um grupo da pesada. E no dia 27 é a vez de Paola Ribeiro mostra a força de sua voz ao mesmo tempo em que começa a mostrar seu primeiro trabalho autoral. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos já estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

#centrodaterra2024

Maravilhosa a apresentação que o grupo Música de Montagem fez nesta terça-feira, encerrando a programação de música de julho no Centro da Terra. Liderado pelo professor Sergio Molina, que salta do violão para o piano em quase todas as músicas, regendo o resto do grupo enquanto faz os vocais, o grupo conta com um time de instrumentistas que reúne características quase antagônicas quando falamos de música: concisão e exuberância. Todos eles – da baterista Priscila Brigante à baixista Clara Bastos, passando pelo guitarrista Vitor Ishida e pela voz e presença da fantástica Xofan – dominam tanto seus instrumentos quanto têm plena noção de exibir seu virtuosismo apenas em momentos específicos, preferindo manter a coesão das canções, que passeiam por territórios espinhosos sem nunca perder a ênfase no pop. A presença dos dois convidados da noite – a elegante Ana Deriggi e o apaixonante Rubi – só aumentaram o sarrafo de uma apresentação para ser aplaudida de pé. Excelente!

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E chegamos à última apresentação musical de julho no Centro da Terra quando, nesta terça-feira, o grupo Música de Montagem apresenta o espetáculo O Grito no Escuro. O grupo, liderado pelo professor Sérgio Molina, ainda conta com Clara Bastos (contrabaixo e pedais), Vitor Ishida (guitarra e pedais), Xofan (voz e pedais) e Priscila Brigante (bateria acústica e eletrônica), mostra músicas de seu disco mais recente, Rua, além de revelar um início de novo repertório, quando recebe como convidados os vocalistas Ana Deriggi e Rubi. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.

#musicademontagemnocentrodaterra #musicademontagem #centrodaterra2024

Direto de Sorocaba, Dabliueme foi o convidado final da temporada BNegron Convida, que o MC BNegão conduziu às segundas-feiras de julho no Centro da Terra. Sozinho em sua MPC, o produtor e poeta fez incursões por diferentes raízes da música brasileira, misturando João Donato, Elis Regina, Tincoãs e Aldir Blanc entre beats e loops e seus versos falados para depois receber o anfitrião da temporada, com quem dividiu o palco por três números, cada um apontando para um lado diferente.

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Por falar em Ryuichi Sakamoto, o primeiro álbum póstumo do mestre japonês será lançado no próximo dia 9 de agosto. Opus é a trilha sonora do documentário de mesmo nome dirigido pelo filho do músico, Neo Sora, em 2022. Gravado no próprio estúdio do músico, o clássico NHK 509 Studio em Tóquio, Opus captura o que o mestre queria que fosse a versão definitiva de 20 de suas composições, quando, já sabendo do câncer que contava seus dias, chamou o filho para registrar um concerto particular altamente emotivo, que reúne tanto suas composições para trilha sonora quanto canções do tempo de sua seminal banda eletrônica, Yellow Magic Orchestra. O documentário recebeu críticas emotivas quando foi mostrado em festivais no ano passado e estreia nesta semana no serviço de streaming da distribuidora Criterion, que não pode ser visto no Brasil. Alguém podia agitar uma exibição num cinema por aqui, hein…

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O tradicional festival folk norte-americano de Newport começou nessa sexta-feira e Beck fez uma aparição surpresa quando fez questão de reverenciar o cânone musical que construiu a reputação do evento, em especial a importância do mestre Bob Dylan, de quem ele cantou a clássica “Maggie’s Farm” logo na abertura. No resto da apresentação, ele ainda saudou Fred Neil (cantando “The Other Side of This Life”), Jimmie Rodgers (com “Waiting for a Train”) e Blind Willie Johnson (com “God Moves on the Water”), além de canções de seu próprio repertório que passeiam por esta seara – como “John Hardy”, “Stagger Lee”, “The Golden Age”, “Lost Cause” e “One Foot in the Grave”, para encerrar a noite com uma versão country de sua clássica “Loser”. Mandou bem!

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Boogarins abstrato

Só quem foi sabe. Os Boogarins levaram o público que lotou o Picles no aniversário de primeiro ano do Inferninho Trabalho Sujo para lugares distantes dentro de si mesmo ao improvisar por quase duas horas em mais uma Sessão de Cura e Libertação – estava lembrando com eles, após a sessão, que a última que eles fizeram com público presente foi quando os chamei para tocar no Centro Cultural São Paulo quando fazia curadoria de lá. De alguma forma, portanto, o quarteto goiano estancou o pesadelo que atravessamos nos últimos anos, com Dinho soltando na voz os demônios em nome de todos os presentes, Benke derretendo-se nas paredes enquanto sua guitarra rasgava o ambiente, Fefel entre o baixo e o synth criando linhas melódicas que funcionavam como bases para o metrônomo preciso – e free – do baterista Ynaiã Benthroldo. Uma noite épica que continuou comigo e a Fran naquela pistinha que todos conhecemos bem. E em breve teremos grandes novidades sobre o Inferninho…

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