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Noites Trabalho Sujo apresenta Amaiti

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A Amaiti você conhece… É quem toma conta do caixa nas Noites Trabalho Sujo, aquela de óculos… Tirei ela lá do segundo andar pra trazê-la pra nossa pista no porão e dividir os CDJs comigo à noite toda. É claro que ela vai puxar a sardinha pros britânicos que ela tanto venera, mas eu seguro ali do outro lado com hits do passado, do presente e do futuro, músicas de todos os outros países e gêneros distintos – sempre com a intenção de fazer todo mundo na pista se acabar. Vamo lá? O esquema você já conhece – senão, basta dar uma sacada na página do evento no Facebook ou no site do Alberta que as coordenadas estão todas lá. E pra mandar seu nome para a lista de desconto, é só me acionar por email via noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Essa noite promete!

Sónar no Espaço das Américas; Terra fora do Jóckey

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Más notícias para dois bons festivais brasileiros. Segundo o jornal Destak, o Sónar deixa o Anhembi onde havia funcionado bem no ano passado para ir para o complicado Espaço das Américas e o festival Planeta Terra deste ano não deve acontecer no Jóckey Club, como no ano passado, indo para um lugar ainda menor. E como não há grande oferta de lugares em São Paulo…

Mostra Prata da Casa: A maturidade do rap paulistano

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E a última noite da Mostra Prata da Casa teve duas novas autoridades do hip hop de São Paulo: o trio Elo da Corrente, que chamou crianças para dividir o palco com eles, e o avassalador Rodrigo Ogi, que fez todo mundo cantar os refrões de suas crônicas, veja nos vídeos abaixo. Os shows foram demais e quem foi a qualquer dia da Mostra sabe como ela foi legal. Semanaça!

 

Mostra Prata da Casa: Ogi e Elo da Corrente

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Hoje é o último dia da Mostra Prata da Casa do Sesc Pompéia reunindo as melhores apresentações do projeto do Sesc Pompéia no ano passado, quando fui o curador do evento. A última noite reúne dois jovens mestres do novo hip hop paulistano: Ogi e Elo da Corrente representam a partir das 19h (mais cedo porque é domingo, afinal), com ingressos a R$ 8,00. Abaixo, o texto que escrevi sobre os dois artistas de hoje para o catálogo da mostra:

A maturidade do rap paulistano

Os shows de hip hop do Prata da Casa em 2012 foram marcados por duas características: a superlotação e as participações especiais. Como é sintomático do rap paulistano, nenhuma apresentação teve menos do que a metade da lotação da casa e as duas principais noites de rap durante o ano no Sesc Pompéia contaram com a presença massiva do público. Ogi foi o primeiro a apresentar-se na edição 2012 do projeto, em fevereiro, mostrando seu festejado CD Crônicas da Cidade Cinza, lançado no fim do ano anterior, e chamou os comparsas Henrick Fuentes, James Ventura e Rodrigo Brandão para ajudar a descrever as diferentes facetas dos coadjuvantes, protagonistas e figurantes da cidade de São Paulo, tema de seu novo disco. Já o trio Elo da Corrente, formado pelos MCs Caio, Pitzan e pelo DJ PG, recebeu o mano Doncezão para ajudá-los a rimar sobre bases e versos criados a partir de pesquisas musicais na história da música popular brasileira, no início de junho do ano passado, numa noite que, mesmo com forte chuva, não foi o suficiente para impedir que o público viesse em peso. Em ambas as noites, longas conversas e bases precisas tornavam o diálogo entre o palco e a platéia quase uníssono e a função dos artistas estava mais para dominar o delírio rítmico imposto à casa do que propriamente liderar ou chamar atenção. Público, DJs e MCs em plena sintonia, as duas apresentações mostraram que o rap paulistano não só já chegou à sua maturidade como só atingiu este nível graças ao amadurecimento também de seu público.

Mostra Prata da Casa: Rodrigo Caçapa e Dona Cila do Coco

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A penúltima noite da Mostra Prata da Casa reúne duas forças da cena pernambucana – uma ancestral, com a magnética Dona Cila do Coco transformando tudo numa grande ciranda, e a outra mordeníssima, com o sereno Rodrigo Caçapa reinventando a viola. Os shows começam às 21h deste sábado, no Sesc Pompéia, e os ingressos custam R$ 8. Abaixo, o texto que escrevi sobre esta noite para o catálogo da Mostra.

Todo o Pernambuco

Depois do Rio, de São Paulo e de Salvador, talvez Recife já possa ser considerada a quarta força artística do Brasil, principalmente após o big bang chamado mangue beat que Chico Science detonou no início da década de 1990. Há vinte anos, a vida cultural da capital pernambucana era restrita a arremedos e cópias do que era produzido no resto do país e a auto-estima do estado praticamente não existia. Foi preciso que uma turma de amigos resolvesse conectar a cidade ao resto do mundo através da eletricidade, do hip hop e do rock, usando como base a vasta tradição secular de uma das regiões mais antigas do Brasil. Foi o choque entre o moderno e o arcaico, lição aprendida com o tropicalismo, que colocou Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e o Pernambuco de volta ao mapa da música brasileira e, principalmente, recuperou o amor próprio do estado que, aos poucos, contagiou todo o nordeste e chegou até Belém. Dos nomes que surgiram após este primeiro grande evento, dois são contemporâneos dos anos 90 embora só tenham lançado seus discos no século atual. Dona Cila do Coco foi uma das primeiras artistas de raiz resgatas por Chico Science e incendiou o público da choperia com sua cantiga apaixonante cercada de uma banda que era puro ritmo, fazendo desabrochar rodas de dança pela platéia. Já Rodrigo Caçapa, saiu da mesa de produção para lançar seu ótimo primeiro álbum solo (Elefantes na Rua Nova) no ano passado, em que mergulha no universo das violas e percussão para, no palco do Prata da Casa, modernizar toda uma tradição sem precisar de música eletrônica, letras em inglês ou misturar gêneros musicais. Com quatro violeiros e três percussionistas, recriou um Pernambuco tradicional bem parecido com o cantado por Dona Cila e os dois juntem unem quase um século de história pernambucana e shows acústicos poderossímos.

Noites Trabalho Sujo apresenta Jesse Marmo + Danilo Cabral + Luiz Pattoli + Alexandre Matias

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Preparados para uma noite inesquecível? É o que promete esse encontro fantástico na Noite Trabalho Sujo de hoje, quando eu, Pattoli e Danilo recebemos o mestre Jesse Marmo para uma seleta caprichada de hits de toda a espécie. Vai ser uma noite daquelas em que ninguém fica parado – atirando para todo tipo de som que funciona na pista. Vamo lá? As coordenadas estão tanto na página do evento no Facebook quanto no site do Alberta – para mandar seu nome para a lista de desconto, basta enviar no email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. A melhor sexta de São Paulo segue naquele ritmo que você já conhece…

Mostra Prata da Casa: Silva e Madrid

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E hoje o encontro da Mostra Prata da Casa promete ser classudo, quando o capixaba Silva toca no mesmo palco que a dupla paulista-curitibana Madrid: piano de cauda e violino, programações eletrônica e guitarra, letras céticas e clima de câmara. O show começa às 21h no Sesc Pompéia e os ingressos – que estavam perto de acabar – custam R$ 8. Abaixo, o texto que escrevi sobre esta noite para o projeto.

Um novo indie brasileiro

O indie brasileiro quase sempre percorreu o caminho do rock, com guitarras barulhentas, vocais inaudíveis e letras em inglês, mas esta situação vem mudando há pelo menos dez anos. Afinal, graças à facilidade de mostrar sua música para o mundo – e descobrir tantos outros artistas e gêneros – que aconteceu com a internet, obrigou os artistas destes gêneros a buscar novas formas de expressar sua tristeza para que não soassem como mera paródia de artistas estrangeiros. E um dos primeiros exercícios em busca desta nova identidade indie brasileira foi abusar da dance music – de onde vieram dois veteranos que, num terceiro momento, deixaram a pista de dança no passado para explorar uma musicalidade triste e adulta, cheia de melodia e harmonia. Marina Vello (ex-Bonde do Rolê) e Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy) reinventaram sua musicalidade ao se encontrarem como a dupla Madrid, que apresentou-se no Prata da Casa em julho: Marina crooner e Adriano no piano de cauda, fazendo até uma versão de uma música do grupo Ladytron soar classuda. Silva, que divide o palco com o Madrid nesta mesma noite, não tem nada de veterano – embora sua postura de palco não entregue o fato de ser um artista novíssimo. Revelado na internet no final de 2011, apresentou-se no palco da choperia em maio, revezando-se entre a guitarra, o violino e as programações eletrônicas para, cantando em português, sintetizar o mesmo tipo de feeling procurado pelo Madrid – uma música que fala de relacionamentos, idas e vindas, dúvidas sentimentais e experiências de vida, que não passa nem perto dos clones de bandas de rock alternativo que eram o cerne do indie rock brasileiro no século passado.