Onde você estava na hora do Brasil x Holanda?
Um maluco da Xlab estava filmando, de moto, São Paulo às moscas durante o último jogo da seleção na Copa de 2010, para um curta chamado 190 Milhões Sem Ação.
Um maluco da Xlab estava filmando, de moto, São Paulo às moscas durante o último jogo da seleção na Copa de 2010, para um curta chamado 190 Milhões Sem Ação.
Eu sei, eu sei, eu tou vendo coisa até onde não deve…
Nem bem o Alberta 3 foi inaugurado e já nos chamaram pra tocar lá. E pra ficar no clima da festa de quarta, a Rocks Off, promovemos uma noite retrô – mas à la Gente Bonita. Ou seja: são as melhores músicas do mundo para dançar, mas só das décadas de 60 e 70. Ou seja: Beatles, Bowie, Mutantes, Who, Roberto Carlos, T-Rex, Hendrix, Kinks e outros clássicos do rock clássico. Mas sem naftalina – é claro que o mote é fazer todo mundo dançar até as pernas cansarem. Começamos na discotecagem à uma da manhã, mas a casa abre às 22h, por isso, se você quiser chegar antes pra já ir aquecendo…
Gente Bonita @ Alberta3
Especial 1960s/1970s
DJs residentes: Carol Nogueira, Los Macaquitos (Ivan Finotti e Thea TS) e Claudio Medusa
DJs convidados: Luciano Kalatalo & Alexandre Matias (Gente Bonita Clima de Paquera)
23h
Quarta-feira, 19 de maio de 2010
Local: Alberta 3. Av. São Luís 272. República. São Paulo. Telefone: (011) 3151-5299
Preço: R$ 25 na porta ou R$ 15 com nome na lista pelo e-mail festarocksoff@gmail.com (e-mails só até às 18h do dia da festa!)
Jonathan Richman – “Cosi Veloce!” / “Let Her Go Into The Darkness”
Aproveito a deixa do Coachella do Bruno para falar de dois shows que vi nas últimas semanas. O primeiro foi o de Jonathan Richman, pai dos Modern Lovers, um dos sujeitos responsáveis por manter acesa a tocha do foda-se entre o Velvet Underground e os Ramones no início dos anos 70. Desde os Modern Lovers – e isso faz teeeempo -, que o sujeito não volta ao rock de verdade, preferindo ficar na posição de trovador ao violão, cantando músicas próprias e alheias ao violão como um velho bardo da Idade Média enquanto se dirige ao público batendo papo o mesmo tanto que toca música. Além do inglês nativo, Richman já gravou em francês, italiano, espanhol e hebreu, e ele curte a conversa com sua platéia enquanto se apresenta ao lado do baterista Tommy Larkins. Eu já tinha visto o sujeito se apresentando nesse formato em Paris, cidade em que ele tem um culto forte, e o clima de reencontro pairava mais sobre o show do que qualquer outro – eram fãs revendo o velho ídolo de sempre, as músicas completadas pela audiência como um diálogo (veja versão que filmei de “I Was Dancing in a Lesbian Bar“, com um clima quase um karaokê de turma), quase todo em francês. Por isso fiquei curioso – e um tanto quanto cético – quando soube que Richman viria ao Brasil e estava sendo vendido como um velho ídolo punk. Além de ser o oposto do tipo de apresentação que ele faz hoje, some-se a isso o fato de que ele não sabia falar a nossa língua e pronto, tínhamos uma receita para uma falha de comunicação – e não para um diálogo.
Jonathan Richman – “Blowing in the Wind” / “I Was Dancing in a Lesbian Bar” / “Pablo Picasso”
Não que o show não tenha sofrido com isso, mas o atrito foi bem menor do que o possível – e em grande parte devido à benevolência do público, disposto a cooperar. E foi preciso que Richman enrolasse a letra de “Blowing in the Wind” para que os presentes entendessem a lógica do show. Desculpando-se por não falar português com frequência, Richman compensava a falta de entrosamento racional com dancinhas e cocalhos, numa tentativa ridícula – mas felizmente eficaz – de conectar-se com o público. Em vinte minutos todos já tinham entendido qual era – e depois de mais uma hora Richman fechou o show como se estivesse se despedindo de um público que já conhecia faz tempo.
Jonathan Richman – “Arrivederci”
Olha o que os caras da Formentera fizeram…
Como vista pelos Estados Unidos.
Duas vidas, duas rotinas, duas estéticas. Em comum: internet e Big Brother Brasil. Vi na Bean.
Que show foda. Depois eu conto melhor. Tem mais vídeos aqui, ó.