A TV Folha foi na gravação do clipe novo dos Racionais e aproveitou para falar com o Mano Brown, que continua politizando cada vez mais seu discurso.
Nessa sexta-feira quem me ajuda a destruir a pistinha do Alberta é a minha querida Ana Freitas, do Olhômetro, que aproveita a festa para marcar sua despedida – ela vai pra Alemanha no mês que vem, sem planos para voltar. E quem conhece a Ana sabe que ela fica entre o pop mais escrachado e o rock mais adolescente possível – e eu ajudo-a com a minha parte de clássicos e hits de todas as épocas e lugares. Você já sabe o que precisa para ir para a festa, né? Se não sabe, veja no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. E se quiser incluir seu nome na lista, é só mandar um email para noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h. Vamo lá?
E quem perdeu o Silva no Sónar pode assistir ao show do capixaba nesta terça-feira no Prata da Casa, vamo? O show começa às 21h e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Aí embaixo segue o texto que escrevi para a programação da noite:
O capixaba Lucio Silva de Souza estuda música desde os três anos de idade, é violinista de formação clássica e também passou por diferentes bandas de rock em sua cidade natal, Vitória. Mas estas referências não estão tão evidentes em seu primeiro trabalho autoral solo, batizado apenas de Silva. Com um único EP lançado no final do ano passado, ele aproxima a música eletrônica feita no quarto e no computador de uma musicalidade brasileira que o aproxima de uma nova cena de artistas cariocas, de nomes como Cícero, Dorgas e Mahmundi, que ultrapassaram o dilema que pressionou o grupo Los Hermanos a ter de escolher entre o indie rock e a MPB. Em seu primeiro disco, a canção é seu principal veículo, mas ela é filtrada por texturas eletrônicas e intervenções instrumentais que tornam sua musicalidade inclassificável. Faixas como “Imergir” e “12 de maio” conversam tanto com o pop brasileiro do século 21 quanto com a bossa nova, a chillwave e o rock brasileiro dos anos 80. Mas não é nada que você possa esperar, a partir desta descrição.
Mais uma noite incrível aconteceu na sexta passada, quando a Ana Helena me ajudou a tacar fogo na pistinha do Alberta. A sequência com quase doze música dos Beastie Boys já pode ser considerado um dos ápices da curta história da festa. O resto você vê como foi pelas fotos do Leandro Furini.
Que tal essa? Daqueles tempos em que artista gringo no Brasil era tratado como uma visita de Jesus Cristo alienígena – ainda mais se fosse bom e estivesse no auge.
Pois pode chorar com esse show que o Nick Cave fez com os Bad Seeds em São Paulo, em 1989. A foto saiu daqui.
Olha esse setlist…
“From Her To Eternity”
“Deanna”
“City Of Refuge”
“The Mercy Seat”
“500 Miles”
“Jack’s Shadow”
“Sugar Sugar Sugar”
“Black Betty”
“Train-Long Suffering”
“Muddy Waters”
“Saint Huck”
“New Morning”
E a primeira atração do mês de maio no Prata da Casa deste ano é a banda paulistana Quarto Negro. O show começa às 21h e os ingressos – o show é de graça – começam a ser distribuídos às 20h. Abaixo, o texto que escrevi sobre a banda para a programação do projeto.
As bandas de indie rock do Brasil quase sempre esbarram em dois problemas: o fato de parecerem derivativas de alguns artistas específicos, dificilmente trazendo a realidade brasileira para o branco drama de sua musicalidade; e também a dificuldade de encontrar uma sonoridade boa para traduzir sua contribuição artística em música que não pareça gravada na garagem ou no quarto. Em seu primeiro disco, Desconocidos, o quarteto paulistano Quarto Negro ultrapassa esses dois obstáculos com naturalidade e desenvoltura. Gravado no verão europeu do ano passado, em Barcelona, o disco conclui um processo de três anos desde que a banda começou a tocar até atingir uma maturidade que já esteve em palcos nova-iorquinos. E apesar de claramente indie, as referências expostas também mostram que beberam tanto da fonte do rock clássico quanto da música brasileira contemporânea.
Vi alguém postando no Facebook, não lembro quem foi. Flávia postou no Facebook, muito foda.
Que show! I was there.
Em 1995 eu tinha vinte anos e escrevia num caderno chamado Diário Pirata, no jornal Diário do Povo, em Campinas. E tal função me fez assistir de camarote a um show de uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos – e ainda escrever sobre ela. Olha a resenha do show feito no dia 18 de abril de 1995 aí embaixo:
A foto acima no post é a mesma que ilustra a matéria, do meu compadre e mago da luz Serjão Carvalho. Já pedi pra ele ver se arruma mais fotos desse show, vamos ver…
E pra festa de hoje chamei a Ana Helena – que assina como Iamana – para me ajudar a incendiar a pistinha do Alberta. Dá para sacar a finesse de seu set na mixtape que linkei esses dias, por isso se prepara – porque além da boa acabação feliz promovida na melhor sexta-feira de São Paulo, ainda celebraremos a importância dos Beastie Boys em uma meia hora (pelo menos) que promete! Já sabe do caminho das pedras, né? Basta ver no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. Para colocar o nome na lista, basta mandar os nomes para o email noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h. Partiu?