Trabalho Sujo - Home

ANALÓGICODIGITAL apresenta DON LETTS

Sem aviso e sem alarde, porque quando a coisa é séria não é preciso afobação – e eis que aproveitamos mais uma véspera de feriado para transformar uma noite de quarta em um evento incrível, daqueles de ficar com as pernas bambas de tanto dançar e com a cara dolorida de tanto sorrir. E essa ANALÓGICODIGITAL JUNINA promete: do lado Analógico, o trio Veneno (Ronaldo Evangelista + Maurício Fleury + Peba Tropikal) recebe o patrão do Baile Tropical, Patrick Tor4, para esquentar o caldeirão de grooves interplanetários de vitrolas que seduzem a pista aos giros. Do lado digital, o senhor Trabalho Sujo, Alexandre Matias, comanda os trabalhos escrachadamente pop chamando primeira a dupla Fer Cardoso e Tati K, donas da já clássica festa Brasa, tocando só música brasileira pra começar bem a noite. Depois é a vez de outra dupla, a Selvagem do Trepanado e Millos Kaiser, entortar de vez cérebros e quadris com uma mistura naturalíssima de épocas e gêneros díspares. E para encerrar, ninguém menos que a lenda-viva DON LETTS fecha a pistinha azul com muitos grooves afro-jamaicanos. E se você já está habituado com o caráter transcedental das madrugadas naquele andar do outro mundo, prepare-se para entrar no próximo nível!

Quarta, 6 de junho de 2012, 0h
ANALÓGICODIGITAL apresenta DON LETTS
VENENO SOUNDSYSTEM + TRABALHO SUJO
No som: Alexandre Matias, Fernanda Cardoso, Tatiana K., Trepanado, Millos Kaiser, Mauricio Fleury, Peba Tropikal, Ronaldo Evangelista e Patrick Tor4.
Trackertower
Rua Dom José de Barros 337, esquina com av. São João
$25 (lista: baile@venenosoundsystem.com)

Noites Trabalho Sujo apresenta Betania Garib

Não deixe esse tempo frio tirar sua empolgação, porque hoje chamei a querida Betania Garib para me ajudar a abalar a pistinha do subsolo do Alberta – e no cardápio, rock novo, indie fofinho e muita música pop. E eu vou com o pop escrachado, mashups e remixes de todas as épocas e gêneros musicais. Sabe como é lá no Alberta, né? Se não sabe, veja como fazer para chegar pelo site da casa ou na página do evento no Facebook. E para incluir seu nome na lista de desconto, é só mandar um email para noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h. A melhor sexta-feira de São Paulo não pode parar!

Como foi o seu domingo no parque?

A Flávia me mandou esse vídeo que reflete bem o clima e a vibração no festival da Cultura Inglesa, que rolou domingo passado no Parque da Independência. Olha que incrível:

O outro abaixo eu fiz no comecinho de “Do You Want To”, quando tiraram os fotógrafos do fosso depois da tradicional permissão para filmar as primeiras músicas.

Quem conseguiu chegar no Parque cedo até pode ter pegado fila, mas entrou e teve um domingo sensacional. O caos do lado de fora (deu no NME) é reflexo da forma como a polícia de São Paulo tem tratado eventos em locais públicos (que o Camilo tão bem abordou em um post no Bate-Estaca) e se há algo a lamentar é isso. Mas de qualquer forma, queria saber a opinião de quem foi – não de quem ficou no Twitter ou no Facebook acompanhando apenas por hashtags e hipérboles. Queria juntar os comentários todos num só post, por isso comentem aqui (onde também tem o vídeo com as tais primeiras três músicas do show dos caras, uma delas do disco novo, que sai em breve).

Tem mais vídeos do show no meu canal do YouTube.

Hoje no Prata da Casa: Rodrigo Caçapa

Roots e moderno ao mesmo tempo, o pernambucano Caçapa fez um dos grandes discos de 2011 sobrepondo camadas de violas e percussão que ecoam uma tradição secular e o modernismo minimalista. Você já sabe como funciona o esquema do Prata: os shows, de graça, começam às 21h na choperia do Sesc Pompéia e os ingressos podem ser retirados uma hora antes do show. Abaixo, o texto que escrevi para o show desta semana:

Caçula na geração do mangue beat, o pernambucano Rodrigo Caçapa fez o caminho inverso da Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A, que colocaram o maracatu no mesmo mapa pop mundial que contemplava o punk inglês, o rock americano, o afro-beat e a música eletrônica. Caçapa foi influenciado tanto pelo rock estrangeiro que ouvia quando era adolescente pelas aulas de música erudita que teve quando começou a estudar violão e pela música tradicional de seu estado de origem. Depois de 15 anos atuando como músico e produtor profissional, ele finalmente lançou seu disco solo no ano passado. Elefantes na Rua Nova tem forte ênfase na música de raiz instrumental mas sem deixar suas referências extrapernambucanas de fora. No comando de violas e bombos de 10 e 12 cordas – e o auxílio luxuoso de Hugo Lins no violão baixo e Alessandra Leão no pandeiro e no ganzá -, ele conduz o ouvinte a um universo rural e sertanejo mas irreversivelmente moderno, mesmo que não transpareça à primeira audição.

Domingo no Parque: Banda Uó, Garotas Suecas, We Have Band, Horrors e Franz Ferdinand de graça em São Paulo

Não é só a gente que tá esperando por esse show, olha:

Ontem, na passagem de som, ele falou um pouco sobre a expectativa pra hoje:

E olha os horários dos shows desse domingo:

11h15 – King Grab
11h45 – Broth3rhood
12h15 – Sociopatas
13h15 – Banda Uó tocando The Smiths
14h15 – Garotas Suecas tocando Rolling Stones
15h30 – We Have Band
17h – The Horrors
18h30 – Franz Ferdinand

As três primeiras bandas são de alunos da Cultura Inglesa (não tenho nada a ver com isso, hehehe), mas da Banda Uó em diante a culpa é minha e do Lucio, que assinamos a curadoria do evento.


Olha o sol que abriu hoje…

Sacaram os horários, né? A lotação do Parque da Independência é de 20 mil pessoas e quando bater nesse número, ninguém mais entra. Por isso, a minha dica é chegar cedo. Não deixem pra ir de tarde, almocem e vão. Para quem não for de carro, outra dica é pegar o metrô. Tem mais informações sobre o evento neste infográfico:

E para entrar no clima tem esse Vida Fodona especial Franz Ferdinand que eu fiz na sexta e as inéditas que eles já estão tocando nos novos shows, além dessa aí embaixo, que não tava no post citado:

Vai ser sensacional esse domingo!

Noites Trabalho Sujo apresenta Boombop

E para atordoar a pistinha do Alberta hoje, chamei minha comadre Babee – do excelente Boo Monster Bop – para começar um fim de semana que promete! E misturo o ótimo gosto da dona do meu podcast favorito (o Boombop Shuffle) com os já tradicionais hits que fazem da Noite Trabalho Sujo a melhor sexta-feira de São Paulo. Para quem ainda não tem as coordenadas, basta ver no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. E para incluir seu nome na lista de desconto, basta mandar um email para noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h. Dá para ouvir uma amostra do que virá pela noite no setzinho que a Babee preparou aí embaixo, se liga:

Boombop @ Noite Trabalho Sujo (MP3)

Peaking Lights – “All The Sun That Shines”
Discovery – “I Want You Back”
El Guincho – “Kalise”
Battles + Matias Aguayo – “Ice Cream”
Wavves – “Mickey Mouse”
David Bowie – “Fashion”
Unknown Mortal Orchestra – “How can u luv me”
Tame Impala – “Alter Ego”
The Weeknd – “Glass table girls”
Friends – “Mind Control”

Hoje no Prata da Casa: Psilosamples

E hoje temos o grande Zé Rolê a.k.a. Psilosamples no Prata da Casa. O show – de graça – começa às 21h e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Vamos? Abaixo segue o texto que escrevi sobre o trabalho dele para o projeto…

Zé Rolê vem de Pouso Alegre, no interior de Minas Gerais, para acrescentar um ar rural e caipira antes impensável à música eletrônica brasileira. Pilotando um computador em que recorta e picota pedaços de sons para compor seus beats tortos – e estes trechos de áudio podem ser violas caipiras, sanfonas, pífanos, diálogos, vozes aleatórias, percussão acústica e artificial a sons puramente sintéticos e eletrônicos, tranformando seu trabalho solo – batizado de Psilosamples – numa espécie de visita alienígena à roça brasileira. Seu primeiro disco, Mental Surf, vem sendo cotado como um dos principais lançamentos de 2012. Mais psicodélico que dance music, o trabalho não abandona o ritmo, unindo a cadência da música de raiz à levada hipnótica que o coloca na prateleira da IDM de artistas como Aphex Twin e Autechre – mas numa versão brasileira e sensivelmente matuta.