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Júpiter Maçã – “Modern Kid”

Flavio Basso aos poucos sai da gaiola. Depois de um disco catártico de exposição mínima (Bitter, composto e gravado com a parceira Bibmo) e um álbum lançado três anos depois de ter sido gravado (Uma Tarde na Fruteira), ele chegou a flertar com a MTV, mas logo vai deixando sua recente trip retrô em segundo plano, abraçando de novo a contemporaneidade pop. O primeiro fruto dessa nova fase é a canção “Modern Kid”, que mexe nos gens britpop de Júpiter e faz baixar um Jarvis Cocker mod no gaúcho, que agora conta com os teclados do Astronauta Pingüim, o baixo de Thunderbird e guitarra de Dustan Gallás. O Thunder o entrevistou em seu programa na rádio online do Centro Cultural São Paulo, quando ele deu uma geral em sua carreira e falou um pouco sobre a nova fase. Bem bom.


Júpiter Maçã – “Modern Kid

Hitchcock psicodélico

E, ali, no meio de Um Corpo que Cai, um mestre deixa-se alucinar pelo sonho:

1967 ainda estava bem longe (o filme é de 1958), mas o dia da bicicleta aconteceu dia 19 de abril de 1943 e o Portas da Percepção é de 1954. Fora Freud. Kibei do Rafa.

Jupiter Maçã, um gênio

Quis tentar escrever alguma coisa para acompanhar o papo do Tatá, do Ronaldo e do Hélio com o Júpiter, mas fiquei que nem os três – só vendo o bicho ser gênio, coisa que ele faz com a maior naturalidade do mundo. Não é pra qualquer um…

As 50 melhores músicas de 2008: 21) Supercordas – “Mágica”

Dono de um dos melhores discos nacionais de 2006 (só ficou atrás do Kassin, na minha votação), os Supercordas adiaram seu terceiro disco para 2009, mas não passaram por 2008 sem antes deixá-lo com um doce na boca. “Mágica” afasta o mofo celebrado em Seres Verdes ao Redor em uma canção tanto ensolarada quanto mística, usando guitarras e efeitos sonoros para levar o ouvinte a uma utopia primaveril, de psicodelia brasileira setentista, que mescla, sem preconceito, o Clube da Esquina com os Secos & Molhados, os Mutantes menos engraçadinhos com o Raul Seixas mais sério, reverberando melodia, acordes e solos que poderiam ter saído do Magical Mystery Tour, do Pet Sounds, do Odissey & Oracle ou de qualquer banda da Elephant Six. E o que dizer de uma letra que enfileira o rio São Francisco, a Califórnia, o Peloponeso, igarapés espaciais, cápsulas de sonho, formigas e dragões para culminar em “toda a mágica deriva dos elefantes” e desembocar em uma coda que poderia ser tanto da fase de transição do Pink Floyd quanto do final dos Beatles. Nota 10.


Supercordas – “Mágica

Yellow Submarine em quadrinhos

Quando os Beatles relançaram a versão pós-Anthology para a trilha sonora de Yellow Submarine, pensaram em uma série de itens de merchandising, incluindo os já clássicos brinquedos lançados pela McFarlaine Toys, e a Apple encomendou à editora Dark Horse, que por sua vez pediu ao ilustrador Bill Morrison, para que criasse uma versão em quadrinhos para o filme. Bill era – e ainda é – o coodenador editoral da Bongo Comics, o que, em outras palavras, é o mesmo que dizer que é ele quem transforma os Simpsons em quadrinhos (Matt Groenning é seu sócio) e, mais importante, beatlemaníaco. Recebeu o convite para fazer a revista, pensou mais em como teria uma chance de participar da história dos Beatles nem que fosse como uma nota de rodapé do que nas possibilidades do projeto dar certo. Assim, começou a desenhar as páginas da edição especial, até que soube pela Dark Horse que a idéia havia sido abortada. Dez anos depois, ele surge com seus originais da época, em homenagem a uma obra que não pode existir. Pena, olha o naipe:

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