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Precisão milimétrica e carisma intacto

, por Alexandre Matias

Em plena terça-feira os Pet Shop Boys lotaram uma casa de shows na zona sul de São Paulo reunindo milhares de fãs – a imensa maioria da velha guarda, contemporânea dos primeiros discos da dupla – num desfile estarrecedor de hits, em que a precisão milimétrica do taciturno produtor Chris Lowe e o intacto carisma e voz de Neil Tennant (com 71 anos e tinindo) fizeram jus à reputação do grupo na história do pop eletrônico. No show Dreamworld dedicado a hits de todas as fases de sua carreira (que já havia passado por aqui na mais recente edição paulistana do festival Primavera Sound no final de 2023), o grupo privilegiou as duas primeiras décadas discográficas, onde estão a maioria de seus clássicos, e os discos mais recentes, de Electric (de 2013) pra cá, deixando de fora toda a fase entre 2002 e 2012. Dos grandes sucessos, não tocaram apenas “Go West”, mas passaram pelos hits estarrecedores dos três primeiros álbuns, emendaram “Single/Bilingual” com “Se a Vida É” e, acompanhada pelo guitarrista e percussionista Simon Tellier, pela vocalista e tecladista Clare Uchima e pelo baterista Bubba McCarthy, quase não saiu do palco em quase duas horas de show, Tennant saindo mais que Lowe especificamente para trocas de figurino. E depois de encerrar a primeira parte da noite com a sensacional “It’s a Sin”, voltaram para um bis fulminante que começou com seu primeiro hit “West End Girls” e com sua melancólica assinatura musical “Being Boring”, fazendo todo mundo sair do Suhai Music Hall com a alma lavada. Coisa fina.

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