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Thom Yorke e Portishead num mesmo palco

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Imagine você estar assistindo a um show do Portishead quando, de repente, Beth Gibbons chama ninguém menos que Thom Yorke para dividir o holofote e os vocais com ela na deslumbrante “The Rip”. Aconteceu sábado passado no festival Latitude, na cidade de Suffolk, na Inglaterra, e, felizmente, alguém filmou:

Demais.

Vida Fodona #342: Devagar

E sempre.

Smash – “Slow Angel”
Portishead – “Cowboys”
Frank Ocean – “Lost”
Kika – “Manhãzinha”
Caetano Veloso – “Rapte-Me, Camaleoa”
Tulipa Ruiz – “Ok”
Twin Shadow – “Five Seconds”
Giancarlo Ruffato – “Roberto Erasmo”
Tame Impala – “Apocalypse Dreams”
Mutantes – “Tecnicolor”
Pink Floyd – “Jugband Blues”
Yes – “I’ve Seen All Good People”
Milton Nascimento + Lô Borges – “Nuvem Cigana”
Supercordas – “Asclepius”
Beatles – “A Day in the Life”
Electric Light Orchestra – “Mr. Blue Sky”
Poolside – “Slow Down”

Me acompanhe…

Drokk: A distopia oitentista de um Portishead

Se Beth Gibbons é o coração e Adrian Utley a alma do Portishead, Geoff Barrow é o cérebro do grupo de Bristol – e ele se juntou ao compositor Ben Salisbury, autor de trilhas sonoras para filmes e documentários, para criar Drokk: Music inspired by Mega​-​City One, uma ode às trilhas dos filmes de John Carpenter (feitas pelo próprio diretor) e ao universo sonoro do cyberpunk oitentista. Tenso, eletrônico, hermético e retrô, o disco – como entrega o título – funciona como materialização sonora da Gotham City de um dos poucos antiheróis futuristas da Inglaterra, Judge Dredd, quadrinho que John Wagner e Carlos Ezquerra publicavam na 2000 A.D. E nos lembra de um lado sombrio dos anos 80 que, se não abandonava o neon típico da época, fugia do gótico do século 19 rumo a uma distopia muito mais perigosa e ameaçadora que a individual, celebrada pelos filhotes do romantismo tradicional. Outro disco que desponto como forte candidato para os melhores de 2012.

Portishead na Argentina e Morrissey no Chile: 2012 tá foda

Os boatos estão correndo soltos: o show seria no dia 7 de maio, no Luna Park. E com a história de que o Morrissey tá vindo pro Chile na mesma época, não duvide que os dois desembarquem por aqui no Brasil… Eu vi o Portishead ano passado e talvez seja o único show que rivalize com o do Radiohead no quesito “show mais importante do mundo hoje em dia”.


Portishead – “Wandering Star”

Além desses dois, tem mais vídeos que eu fiz aqui.


Portishead – “Over”

O Morrissey eu já vi ao vivo nos anos 90, não me apetece, não vou com a cara da carreira solo dele. Se ainda fosse o tal revival dos Smiths…

Vida Fodona #302: Deu pra sentir a falta que eu faço?

Demorei, mas voltei.

Portishead – “Cowboys”
Karina Buhr – “Cara Palavra”
Quincy Jones – “Money Runner”
Mayer Hawthorne – “The News”
Martha & the Vandellas – “Heatwave (EMNYD Remix)”
Toro y Moi – “Saturday Love”
Neon Indian – “Future Sick”
Kassin – “Lin Quer”
Girls – “Love Like a River”
Rapture – “It Takes Time to a Man”
Cansei de Ser Sexy – “Ruby Eyes”
Mallu Magalhães – “Highly Sensitive”
Olivia Tremor Control – “Jumping Fences”
Warpaint – “Undertow”
Rafael Castro – “Mulher de Quarenta”
Feist – “How Come You Never Go There”
Letuce – “Insoniazinha”
Neutral Milk Hotel – “Holland 1945”
Arnaldo Baptista – “Cê Tá Pensando Que Eu Sou Lóki?”

Vem aqui.

…and we’re back!

E que dia pra voltar, hein… Ia falar de dois shows do Portishead, do show do Jeff Mangum, da passagem pela Wall Street ocupada e aí, puf, morre um dos homens que inventaram o mundo que vivemos hoje. Uma morte anunciada e, mesmo assim, surpreendente. Por isso espera, que essa volta vai ser lenta.