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Phoebe Bridgers em planetários pelo mundo

Estamos prestes a ouvir o próximo disco de Phoebe Bridgers – que sai na próxima sexta, dia 14 – e ela preparou uma série de audições exclusivas para fãs em 30 cidades pelo planeta – e realizadas em planetários! Como nos shows que fez antes de anunciar o novo álbum, não será permitido entrar com aparelhos eletrônicos nas apresentações, que além do álbum, também contarão com dois formatos audiovisuais: uma versão visual feita pelo fotógrafo iraniano Babak Tafreshi (conhecido por seu trabalho na revista National Geographic) e outra apresentação em laser feita pela empresa The Laser Fantasy. As audições acontecerão entre os dias 10 e 14 deste mês em planetários dos EUA, do Canadá, do Reino Unido, da França, da Austrália e da Nova Zelândia (dá pra reservar os ingressos neste link). Desta vez o Brasil ficou de fora…

Phoebe Bridgers ♥ Cameron Winter?

A resenha do esperado novo disco da Phoebe Bridgers, que sai na próxima sexta, dia 14, para a versão impressa da revista Rolling Stone apareceu online antes da hora e entre trechos de letras (que também estão aparecendo nestes dias) há a menção para a participação de um certo Son John-Johnson em uma das faixas que, segundo a publicação, soa muito como o vocalista do Geese, Cameron Winter, uma voz que não dá pra ser confundida. Procurado pela versão online da revista para comentar sobre a informação deste “vazamento”, Cameron apenas respondeu que “preciso consultar meu advogado”. Vão dizer que é… como é mesmo aquele termo idiota? Psy-op?

Veja abaixo:  

Eis os títulos das faixas do novo disco de Phoebe Bridgers

“Já que vazou, tá aí!”, disse Phoebe Bridgers em sua conta no Instagram, revelando o título das 16 músicas de seu Lost Weekend com títulos assertivos como “Panorama”, “Kill Me”, “Never Going Back!”, “Other Plans”, “The Governor’s Waltz”, “Bobby”, “I Can’t Wait”, “Haunted”, “Lost Weekend” e “Lost Weekend (Reprise)”, lembrando que faltam 16 dias pro lançamento de seu disco.

Phoebe Bridgers 2026: “This machine is killing me”

Eis “Lost Boys”, primeiro single do novo disco de Phoebe Bridgers, que usa de um clipe e de sua ficha técnica para aprofundar-se um pouco mais em seu recém-anunciado terceiro álbum, Lost Weekend. Misturando RPG, feiras renascentistas, videogame, gangues de moto e uma tradição meio desalentada da vida no interior dos EUA (com um toque sobrenatural e a sensação de rito de passagem), o clipe também revela a presença de Jack Antonoff na produção, de suas comadres de Boygenius Lucy Dacus e Julien Baker nos vocais e a participação de Alex G, que abrirá alguns shows de sua próxima turnê, na ficha técnica do disco, mas, principalmente, coloca-a como foco de luz e de magia neste novo trabalho, disposta a tomar o trono do indie dos EUA para si.

Assista abaixo:  

A vinda de Phoebe Bridgers

O novo disco de Phoebe Bridgers finalmente desponta no horizonte. Toda a movimentação da heroína indie no mês passado – quando fez shows em que proibia celulares em cidades pequenas pelos Estados Unidos até culminar numa apresentação igualmente sem registro no Madison Square Garden, em Nova York, seguida de um anúncio de uma extensa turnê – indicava que ela estava vindo com disco novo aí e eis que ela torna públicos capa, título e data de lançamento de seu terceiro álbum, lançado fielmente pela mesma gravadora indie que a acompanha desde sua estreia, Dead Oceans. Lost Weekend será lançado no dia 14 de agosto e tem o mesmo título de um dos primeiros clássicos de Billy Wilder, o filme de 1945 sobre alcoolismo estrelado por Ray Milland (lançado no Brasil como Farrapo Humano) que também batizou o período devasso que John Lennon passou longe de Yoko Ono, no meio dos anos 70, quando enfiou o pé na jaca com uma turma que morava em Los Angeles formada por titãs como Harry Nilsson, Keith Moon, Ringo Starr, Bernie Taupin, Mickey Dolenz e Alice Cooper (inspiração deste último para sua banda Hollywood Vampires) por dezoito meses entre 1973 e 1975. Não sabemos se o título do disco de Bridgers ecoa essa tradição antialcóolatra e ela deixou um vídeo no YouTube sem título agulhado para estrear nesta quinta-feira – mas nem o nome do novo single sabemos de fato. Vamos ver.

Phoebe Bridgers offline

“É estranho não ter o celular, né?”, disse Phoebe Bridgers logo após uma das músicas em que, graças à proibição do aparelho (e outros dispositivos de registro), calou as mais de vinte mil pessoas que lotaram o Madison Square Garden, em Nova York, na quinta passada, emudecidas e deixando apenas a voz e o som de seu instrumento ecoar no local. Fechando um ciclo de shows-surpresa em lugares pequenos pelos Estados Unidos, ela lotou a maior casa de shows da maior cidade de seu país cobrando um dólar por ingresso e o tíquete tornou-se a única lembrança que o público pode levar para casa. “Eu agradeço que vocês possam tornar esse local uma zona livre de internet”, comentou em seguida, “se vocês enfiaram um relógio da Apple no cu pra gravar isso, por favor, não publique na internet. Confio em vocês.” As restrições para o show incluíram até papel, caneta e lápis para os jornalistas que cobriram a apresentação contassem apenas com a memória para mencionar trechos de letras e até suas falas entre as canções. Como nos shows que fez durante maio, tocou várias músicas ainda sem título de seu novo disco, que deve estar vindo mais em breve do que pensamos, pois a turnê já está com ingressos à venda (embora nada ainda sobre vir para o Brasil)

Veja o ingresso abaixo:  

Phoebe Bridgers está voltando!

Sem lançar discos solo desde o ótimo Punisher, de 2020 (sem contar o disco com o supertrio Boygenius, que fez a rapa nos Grammy de 2024), Phoebe Bridgers teve um maio agitado que começou com o anúncio de sua estreia nos cinemas (quando estará no filme Primetime, que estreia lá fora em setembro). Logo depois anunciou um show surpresa no mesmo dia do show, padrão que acabou se repetindo em várias cidades dos EUA. Nesta quinta-feira, ela fechou essa primeira etapa de sua nova fase ao manter a mesma lógica dos shows surpresa em uma das maiores casas de show do mundo, ao lotar o Madison Square Garden de Nova York anunciando o show na própria quinta-feira em flyers impressos e pôsteres colados em postes pela cidade (cobrando um dólar pelo ingresso!). O show manteve o padrão dos anteriores – abriu e fechou com músicas de seus dois primeiros discos, mas o miolo era composto apenas por músicas inéditas, com um agravante: todo mundo tinha que deixar seu celular na entrada. Até os jornalistas que foram convidados para essa apresentação tiveram que assinar um acordo de confidencialidade para não contar nada sobre as músicas novas (e, lógico, não registrar nada). Nessa sexta-feira, ela mostrou que a primeira etapa foi concluída e acaba de dar início à nova fase, abrindo a venda de ingressos do que está chamando de Lost Tour pelos Estados Unidos (com abertura do Alex G) e por alguns países da Europa (com abertura do ex-Black Country New Road Isaac Woods). Sobre o disco nenhuma novidade ainda, mas devemos ter algo muito em breve…

Primavera Sound São Paulo – Dia 2

O segundo dia da versão paulistana do Primavera Sound correu ainda mais suave do que o primeiro. Talvez por não ter atrações tão midiáticas quanto Arctic Monkeys ou Björk, o domingo do festival atraiu um público mais afeito ao trabalho dos artistas – ou, melhor dizendo, das artistas. O festival consagrou uma versão feminina do pop contemporâneo que se traduzia tanto no público quanto no astral coletivo, deixando tudo mais receptivo e suave, tolerante e acolhedor. O domingo foi das mulheres e mesmo que Travis Scott tenha atraído uma enorme massa para o palco do patrocinador principal (o pior palco do evento, disparado), corações e mentes foram tragados pela alma fêmea do festival, que no segundo dia foi representada especificamente por Phoebe Bridgers, Jessie Ware (o melhor show de todo o fim de semana!), Lorde e Arca.

Vamos aos shows…