Trabalho Sujo - Home

John Lennon e Paul McCartney em 1960

Ainda tou digerindo isso, é muito pra cabeça do cidadão: que tal essas gravações caseiras de John e Paul em 1960, sem bateria, com o baixo ocasional de Stuart Sutcliffe nas únicas gravações que se tem notícia do sujeito? Ainda não consegui assimilar, mas esse presentaço que o Marcelo arrumou nos 46 do segundo tempo deste ano (todos os MP3 aqui) já se firma como um dos grandes momentos de 2010. Que ano!


John Lennon + Paul McCartney – “One After 909

Being McCartney

Sobra do Álbum Branco, “Can You Take Me?” entrou só como uma vinheta no final de “Cry Baby Cry” – ou uma introdução a “Revolution 9”. Sua versão integral chegou a ser gravada num take alternativo de “I Will” e circula há tempos em discos piratas. E poderia entrar tranquilamente no primeiro disco do Paul, dizaê.

Paul McCartney 2010

Fred já havia me mostrado esse vídeo há um tempinho, mas o Bruno postou na semana passada e eu lembrei que não havia colado aqui. Agora sim – e a coincidência não-coincidente: com o Fred vi os shows em Buenos Aires e com o Bruno o primeiro daqui de São Paulo.

A queda de Paul McCartney

No finzinho do show de ontem – e o cara se levantou com mais agilidade do que metade das pessoas que eu conheço. E que show foi esse de ontem! Melhor que os da Argentina no quesito interação com o público – o cara pirou no público brasileiro. No entanto achei o som mais baixo que nos shows de lá. Depois eu subo os meus vídeos.

Impressão digital #0035: O setlist do show de Paul McCartney

E a minha coluna no Caderno 2 de ontem foi sobre os shows de Paul McCartney no Brasil.

Que músicas ele toca?
O mesmo show do Paul

Hoje e amanhã Paul McCartney faz mais dois shows no Brasil, quase vinte anos depois de ter vindo ao País para se apresentar pela primeira vez (dois shows no Rio em 1990 e dois shows em São Paulo e Curitiba em 1993). Mas, se no início dos anos 90 havia uma enorme expectativa sobre o que Paul poderia tocar em seus shows no Brasil, hoje não há motivo para especulação. Basta entrar no site setlist.fm para saber quais músicas que o ex-beatle tocou em todos seus últimos shows desde… 1990! O site, na verdade, reúne até informações sobre apresentações de Paul em 1972, mas desde o início dos anos 90 seu calendário de shows é bem completo.

O setlist.fm usa uma plataforma chamada wiki, que permite que qualquer um edite um texto online – é a mesma utilizada pela enciclopédia colaborativa Wikipedia. É um sistema de publicação que permite que os próprios fãs organizem as informações a respeito de seus ídolos. No caso do setlist.fm, dedicado apenas ao repertório de músicos em shows (e não apenas os de Paul), depois que o fã chega em casa após o show, ele abre um tópico relacionado ao show em questão e lista a ordem de músicas que reuniu. Se alguém escreve algo errado vem outra pessoa e corrige.

Por isso, quando fui assistir aos shows de Paul McCartney em Buenos Aires, na semana passada, já sabia de quase todas as músicas que ele iria tocar nas quase três horas de show. Mais do que isso: além da ordem das músicas, há um script muito bem ensaiado e imutável de show para show. Há a hora em que ele tira o paletó e fala que é “a única grande troca de figurino da noite” ou a homenagem aos dois ex-colegas de banda que já morreram ou as gracinhas que faz com o público. É tudo igual, muda só a bandeira que ele agita ao fim do show.

Mas tudo bem. Afinal foi Paul McCartney quem ajudou a inventar este sistema de música para as massas. Natural que ele queira repetir o mesmo show. Mesmo porque na segunda noite na Argentina, ele tirou da cartola a ainda inédita na turnê Bluebird. Ou seja: ainda cabe espaço para o improviso.

O Homem-Mashup
Você conhece o Girl Talk?

E na mesma semana em que se apresentou pela segunda vez no Brasil (ele encerrou, na noite de ontem, a edição deste ano do festival Planeta Terra), o DJ e produtor norte-americano Gregg Gills, conhecido pelo apelido de Girl Talk, ofereceu seu disco gratuitamente para download no site de sua gravadora, devidamente batizada de Illegal Art. Gills é conhecido por, desde 2006, compor álbuns usando apenas pedaços de músicas alheias – daí o peculiar nome de sua gravadora. Nada do que está no disco foi composto ou gravado pelo produtor, que apenas usou seu computador para misturar pedaços de músicas alheias e compor mais uma longa sinfonia esquizofrênica dentro da estética do mashup, em que canções de diferentes estilos se colidem para gerar músicas novas. All Day, o nome do novo disco, pode ser baixado de graça no site da gravadora (www.illegal-art.net/allday) e se alguém quiser saber todas as músicas que Gills usa no disco, basta entrar no site alldaysamples.com, feito por fãs, para ouvi-lo com a descrição de cada música utilizada para compor seu novo álbum.