E esse trailer japonês do Watchmen?
Nixon, Fidel, war room, JFK e o Comediante no grassy knoll! Porra…
Aproveitando que falei sobre o filme, lembra que eu falei da Watchmen Motion Series, aqueles pequenos curtas animados que faziam os quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons se mexer que nem aqueles desenhos antigos da Marvel? Esta série, que funcionava como uma espécie de aperitivo para quem quisesse se ambientar com a minissérie, originalmente estava disponível para download gratuito para quem tivesse conta no iTunes. Mas, aos poucos, os clipes começaram a aparecer no YouTube – e um desses caras fez um mashup de trechos do Watchmen Motion Series com o mesmo texto lido por ninguém menos que o próprio Alan Moore – que, como vocês sabem, é contra o filme baseado em sua obra.
Ainda no assunto, dois carinhas pegaram o já (mesmo com a música bregona dos Pumpkins) clássico trailer do filme e contrapuseram com as cenas do quadrinho original. Esse primeiro foi bem didático, justapondo cena a cena.
Já esse outro foi além e pegou a premissa da mesma Watchmen Motion Series e animou os quadrinhos um a um, para recriar, com o traço de Dave Gibbons, o supracitado já clássico trailer. Às vezes fica tosco, em outras funciona que é uma beleza.
Lembra que eu falei do livro do Gibbons? A Aleph vai lançar no Brasil.
O trecho abaixo fala do início das conversas sobre o que se tornaria Watchmen e do primeiro trabalho de Gibbons ao lado de Moore, a história O Homem que Tinha Tudo:
Eu tinha ido a uma convenção em Nova York, em 1973, como fã, mas aquela era minha primeira aparição nos EUA como convidado profissional. Eu continuava sentindo um fã ao encontrar tantas pessoas que eu conhecia anteriormente apenas pelo nome. De lendas como Julius “Julie” Schwartz a contemporâneos como Jerry Ordway.
Na segunda noite do evento, a DC deu uma festa e eu imaginei que aquela seria minha chance de falar com Dick Giordano sobre as linhas gerais de Alan. A conversa foi curta:
“Dick, sobre a proposta de Alan Moore sobre os personagens da Charlton. Eu gostaria de desenhar.”
“E o que o Alan acha disso?”
“Ele quer que eu faça.”
“Ok, Dave. É seu.”Saindo meio zonzo dessa vitória fácil, topei com Julie Schwartz. E outra breve conversa se sucedeu:
“Então, Dave? Quando você vai desenhar um Superman para mim?”
“Que…? Ah, quando você quiser, Julie. Quem vai escrever?”
“Quem você quer que escreva?”
“Hã, Alan Moore.”
“Ótimo. Pode começar!”As convenções de quadrinhos não melhoraram muito mais do que Chicago foi para mim naquele ano. Ao passar por Nova York, telefonei para Alan da mesa de Julie. Ele ficou tão entusiasmado quanto eu. Não somente porque podíamos começar o que viria a ser Watchmen, como também pela chance de trabalhar com o Superman sob o manejo editorial de Julie. Nós dois tínhamos crescido na fila de gibis que ele cuidava, e o Supeman era, definitivamente, a jóia da coroa dos personagens de super-heróis.
Essa história mesmo é o melhor tira-gosto do que se pode esperar de Watchmen, levando em consideração que é uma obra escrita com os principais heróis da DC – o Super-Homem, a Mulher Maravilha e Batman – e vai fundo na psicologia do Super. A história acontece no aniversário do Super-Homem, quando Batman, Robin e a Mulher Maravilha encontram o sujeito em estado vegetal com um parasita grudado no corpo. O lance é que esse parasita permite que o hospedeiro possa viver seu coma vivendo seu maior sonho, que, no caso do cara, é que Krypton nunca tenha explodido e que ele pudesse ter uma vida normal. Aí Moore pega dois fios condutores paralelos – o delírio do Super-Homem e a luta dos super-amigos para livrá-los do parasita – e vai contrapondo cena a cena, com o traço preciso, fino e sofisticado de Gibbons. A história é curtinha, mas é uma pequena obra-prima e dá pra baixar aqui.
Chegou a doer, essa.
Não me peçam pra seguir a tal reforma ortográfica, não consigo cogitar sequer o fim do trema – tão querido -, que dizer escrever “Coréia” sem acento. Mas como nunca me incomodei com quem escreve “êle” com circunflexo, creio que a poucos irei incomodar. Mesmo porque essa tal reforma me lembra aquela história dos kits de primeiros socorros que eram obrigatórios em todo carro – e que depois descobriram que não serviam pra nada. Imagino a quantidade de livros que estão sendo escritos (ou reescritos) para encaixar-se nessa nova regra… E ao mesmo tempo, me pergunto, na ingenuidade: se existem 210 milhões de pessoas que falam português no mundo e a idéia é padronizar o idioma, por que não adotamos as regras de onde está a imensa maioria?
E essa que o Woo levantou: saca o vídeo de “I am a Gummy Bear” (uma música do fim de 2007, criada pelo mesmo na esteira do insuportável Crazy Frog) e vê se não parece DEMAIS com “Love Lockdown” do Kanye West. Bernardo que mandou essa.
Cada louco com a sua mania…
Ah, não vai me dizer que você não viu nem o primeiro [REC]?
Saldo da Apple na primeira Macworld sem Steve Jobs:
– Um monte de plugins pros programas da empresa;
– Mais um Macbook – legal e tal, mas é só mais um Macbook;
– Músicas vendidas sem DRM (depois que RIAA desistiu de processar neguinho e de todas as gravadoras terem abandonado o sistema de proteção anticópias) – mas com preço mais caro justamente por causa disso (cuma?).
Dureza, hein. Nem iPhone novo, Mini Mac, nada. E a dúvida segue pairando sobre a Apple…
(E, pô, Pattoli, é claro que eu sei que essa notícia é fake, né… Olha a marca d’água do Onion no canto e… UMA RODA DE iPOD NO LUGAR DE UM TECLADO? Ri aê…)




