Começa hoje, na Suécia, o julgamento contra o Pirate Bay, principal ícone da dita pirataria digital. O grupo, representado por seu fundador, o ativista Peter Sunde, é um dos maiores entusiastas do direito ao livre download, independente de isso acarretar ou não danos para os donos dos direitos autorais. Advogando pela liberdade de expressão, Sunde conseguiu que seu julgamento fosse transmitido ao vivo para todo mundo – mesmo que apenas o áudio – e o Pirate Bay está disposto a transformar a sessão de hoje em um evento assistido em todo o planeta. Para começar, vão traduzir a transmissão em um saite dedicado à cobertura do evento. E, para esquentar, eles relegendaram trechos de Die Dritte Generation, do Fassbinder, do Atrocity Exhibition, do Weiss, e do Teorema, de Pasolini, para explicitar sua causa:
Se analisarmos as carreiras de Dangermouse e Beck ao mesmo tempo, é possível traçar diversos paralelos, de diferentes naturezas, sejam estéticas ou temáticas, que levariam ambos a, inevitavelmente, trabalharem juntos em algum momento de suas vidas. Mas ao mesmo tempo em que seus marcos e clássicos (“Loser”, o Gray Album, Odelay, “Feel Good Inc.” e “Dare”, The Information, “Crazy”, Midnite Vultures) tendem a rotulá-los como artesãos do pop descartável irônico, como se fossem artistas plásticos que descobriram o toque de Midas do hit e o usassem sempre tendendo à brincadeira e ao humor, existe um lado negro intrínseco aos dois. E longe do soul ensolarado e da psicodelia pseudo-californiana (olhando direito, o Beck é pai do MGMT) existe uma tristeza de blues que ambos não escondem em sua música, embora deixem propositalmente em segundo plano, como um segredo que só os amigos mais próximos podem saber. Sob este ponto de vista, toda carreira do produtor que é metade do Gnarls Barkley torna-se subitamente melancólica – da cor escolhida para sua estréia no showbusiness (o cinza do mashup de Beatles com Jay-Z) à dor recolhida tanto em “Crazy” quanto em qualquer outra música de sua dupla com Cee-lo – sem contar o tom noturno que sua produção deu a discos tão diferentes quanto à estréia do The Good, The Bad & The Queen quanto o último do Black Keys. Beck, por sua vez, destila sua tristeza quase sempre sozinho, caminhando por pântanos e praias à noite, ao violão (Mutations) ou ao piano (Sea Change), sempre sublinhando sua necessidade por mudança. Em Modern Guilt, o azul da paisagem é composto por samples e colagens sonoras, mas nunca com as cores quentes do humor infantil, dos trocadilhos espertinhos ou da nostalgia retrô. Não que isso queira dizer que o disco é horizontal e sem solavancos – pelo contrário, o groove e o ritmo tomam conta de quase todas as músicas, embora na maioria das vezes tenha uma função meramente contemplativa, de balançar a cabeça concordando enquanto se dirige. É isso: em vez de outro passeio apreciando a natureza, Beck se propõe à introspecção na estrada, pegando carona com motoristas que são diferentes personalidades de Dangermouse.
26) Beck – Modern Guilt
Beck – “Youthless“
A equipe de Matt Groening recriou a abertura dos Simpsons para a estréia do desenho em alta definição nos EUA. Mas você não achou esse texto que o Bart escreve no quadro negro um tanto… anti-Bart?
Você não conhece “Check My Machine” do Paul?! Então corrija essa falha de caráter – e baixe todo o McCartney II (a senha é: www.flaming-phoenix.com) e conheça um dos melhores discos solo de um beatle.
Paul McCartney – “Check My Machine“
Hoje estréia Dollhouse. Aliás, vai passar a partir da meia-noite aqui (e BSG vem logo depois). Segunda eu explico a história da série (ou será que eu começo meu especial sobre o Animal Collective? Hmmm…)





