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Paranoia

Guerra dos sexos

Daqui.

Yeah, right.

Não fazia a menor idéia de que Kurt Cobain gostava dos Kids in the Hall – muito menos que eles se conheciam e eram amigos. Nessa entrevista de 2007 para o programa de Tom Green, um dos integrantes do KITH, Scott Thompson, conta como ele conheceu o Nirvana, foi reconhecido por Kurt, saíram na naite e, meses depois, como o impacto da morte do líder do Nirvana influenciou no próprio fim do Kids in the Hall. Tanto que na última cena do personagem Buddy Cole – o “bicha alfa” que era dono de um bar e funcionava como alter ego escrotizador do próprio Thompson -, a criança que aparece no porta-retrato em destaque é o próprio Cobain.

E pra quem duvida da veracidade da notícia, em uma entrevista com o próprio Cobain, feita em janeiro do ano em que ele morreu, ele confirma que conheceu Scott (aos 2:40):

E é incrível como o Krist Novoselic parece o Cameron do Curtindo a Vida Adoidado, não? Nunca nota paralela, Scott está com câncer, como twittei mais cedo. E se você não sabe quem são os Kids in the Hall (mega lacuna na sua formação cultural, devo dizer), comece por aqui.

Apareceu do nada. Ontem à noite o Portishead foi ao programa do Zane Lowe na BBC e tirou da cartola essa improvável “Chase the Tear”, disponibilizada para download hoje de manhã no site da Anistia Internacional, que está vendendo o MP3 para arrecadar fundos. A nova canção é improvável por manter o mesmo clima de exploração de texturas do disco anterior, o cabeçudo Third, mas aproxima-se da melodia e do drama teatral característico do grupo de Bristol – e, mais do que isso, apontar para um possível quarto disco do grupo, para o ano que vem. E o flerte com o pop, quase ausente no hermetismo do último disco (“The Rip” era a exceção), fica evidente quando o instrumental ecoa, quase literalmente, a fase mais clássica do Cure. Fora que, em cima da hora, embaralhou a lista das melhores músicas do ano. Ao menos a minha. Afinal, 2009 só termina dia 31…


Portishead – “Chase the Tear

4:20

No primeiro frila que o David McCandless, do crucial Information is Beautiful, fez para o Datablog, do Guardian, ele abordou uma série de dados em relação às causas de morte relacionadas ao uso de drogas. No infográfico aí em cima, ele relaciona os números de mortes e de cobertura na mídia para cada uma das drogas apontadas em dados oficiais. No segundo, ele relaciona o número de mortes a cada 10 mil casos – e, de novo, quantas vezes isso tem cobertura na mídia.

É claro que ele tá se referindo apenas à Inglaterra, mas vale sublinhar a ressalva que McCandless faz quando coloca um asterisco dizendo que os números relativos à maconha são altamente questionáveis:

The cannabis death’s figure is a bit dubious in my opinion. Firstly, how can you die from cannabis? It’s extremely non-toxic. There has never been a single documented case of fatal cannabis overdose. Also, the government’s own figures don’t tally. While drug figures from the Office Of National Statistics register 19 cannabis related deaths, the mortality stats from the same office log only 1 death.

4:20

Fudeu

Essa é pra turma do barulho:

Craig Leonard’s “Sun Ra to Sunn O))) – A Blasted History of Noise” is an hour-long audio performance presenting over 100 significant noise albums from 1965 to the present. Leonard will masterfully create a flow of 30-second samples from alternating records continuously intersecting across two turntables, working his way chronologically through albums such as Sun Ra’s “The Magic City” (1965) to Dave Phillips “They Live” (2009). This idiosyncratic compilation and presentation of noise benchmarks is culled from the artist’s own collection, set at an upper limit of 100 that is daunting but by no means exhaustive. The general criterion is that the records explore sound experimentation, and specifically noise: dissonance, volume, distortion, unpredictability and chaos.