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Paranoia

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Parece música de duplo sentido brasileira, mas olha só se dá pra chamar isso só de gafe…

E falando sobre esse assunto, no mês passado postei uma lista com planos-seqüências clássicos da história do cinema e qual foi a minha surpresa ao perceber que muita gente quis sugerir mais outras cenas do tipo. Pra quem não sabe, plano-seqüência é uma cena filmada sem cortes, sem edição, com a câmera filmando tudo o tempo todo. Compilei as dicas e elas deram origem à nova lista – e aproveito para agradecer a todos que colaboraram.

O Rodrigo lembrou do Time Code, um filme em que quatro planos-seqüência são superpostos, numa mistura de 21 Gramas/Amores Perros com 24 Horas.

Paul Thomas Anderson, que é um diretor que eu acho médio, também é fã do recurso. O Denis lembrou da cena de abertura do Boogie Nights:

Tem também no Magnólia, mas não achei, como também não encontrei os dois filmes do Amos Gitai, um sobre um feriado judeu e outro sobre o 11 de setembro, sugeridos pelo Daniel. O Du listou Desejo e Reparação, olha essa cena espetacular, mas que tem que ser vista no YouTube porque não dá pra embedar.

A Liv me corrigiu com razão (é raro, mas acontece) ao apontar que o filme de luta que eu listei no post anterior não era do Breaking News: Uma Cidade em Alerta, do Johnny To, e sim de O Protetor, de Tom Yung Goong. A cena do Breaking News é um tiroteio fodão:

O Inagaki mencionou a abertura do Soy Cuba, que só dá pra ser vista sem o áudio original, e a cena do funeral, do mesmo filme:

O Caio lembrou da abertura do Olhos de Serpente, do De Palma (que eu só achei no YouTube dublado em espanhol, mas dá pra ter uma idéia):

De Palma também foi lembrado pelo Leo João no Dália Negra, mas eu também não achei a cena online. O Fabio pinçou todo um episódio da série inglesa Psychoville inspirado no Festim Diabólico (as partes restantes estão nestes dois links):

A abertura do Luz Silenciosa, do mexicano Carlos Reygadas, foi lembrado por Padim:

E pra não dizer que não falei de brasileiros, duas boas dicas de filmes que eu não vi: Outubro, do Murilo Hauser, de Curitiba…

…e Ainda Orangotangos, do camarada gaúcho Gustavo Spolidoro (não tem o plano seqûência, só o trailer, abaixo).

E o Rodolfo lembrou da abertura de Durval Discos, que desce a Teodoro enquanto apresenta os créditos:

Tiveram ainda mais filmes que eu não consegui encontrar, como a cena de abertura do Cradle Will Rock, do Tim Robbins (sugerida pelo Elder), os Intocáveis no elevaodr (dica do Lucas) e Irreversível (lembrado pela Lili). Agradeço de novo a todos e se alguém quiser mandar mais coisa, vamos ver se rende uma parte 3.

(Clipe mesmo eu sei que tem um monte…)

Outro dia eu falei do “uai” de Minas Gerais e procurando cenas do filme Ainda Orangotangos do Spolidoro, encontrei essa teoria pro sufixo “tri” abusado pelos gaúchos:

“Drunk Girls”, que beleza. E aposto que essa faixa é média comparada ao resto do disco que vem aí. E a banda de James Murphy já anunciou shows pra maio.

Mas já?

Não custa lembrar: in Dahmer we trust, Malvados é a melhor tira do Brasil hoje.

Se você não viu o episódio passado, cuidado com os spoilers abaixo. Se você viu, se segura:

Hector acertou em cheio, hein. E reparem no padrão: sempre que um episódio em que diversas perguntas cruciais são respondidas, pouca coisa acontece em relação à história principal, como se os autores frisassem o tempo todo que a história dos passageiros do 815 que a briga entre Jacob e o Men in Black (que é uma corrente magnética, um Dr. Manhattan steampunk, não?). O Gabriel ainda me passa esse vídeo dos cursos abertos do MIT em que o professor Walter Lewin explica a Lei de Faraday (a partir dos 5:26) e que pode explicar as duas realidades que estamos assistindo nessa temporada. E como perguntar não ofende, e se o fumaça preta escapou da ilha pelo fundo do mar e deu origem a um certo monstro?

4:20

Não vai ser a única vez que você vai ver esse bichano, acredite.