Outra prova de que 2010 está sendo um ano interessante é esta capa da Fortune 500 acima, que foi encomendada para o Chris Ware e gentilmente recusada pelos editores da revista. Ware é um dos grandes gênios (sério) do século 21 e é uma espécie de terceiro irmão Coen, só que ainda mais melancólico e obcecado. O detalhismo de suas obras ultrapassa de longe a nerdice Revell e levam os quadrinhos para um nível de profundidade microscópica, exposto nesta capa para a Fortune, que seria um mero frila para Ware, que não deixou barato e expôs tudo que achava do sistema que sustenta a lista das 500 pessoas mais ricas do mundo.
O desenho não é nada sutil, com helicópteros levando dinheiro estatal para personagens gordinhos no topo da pirâmide, cassinos, o fim do petróleo, Guantánamo, China, México e o resto do mundo sob os EUA. Era uma situação perfeita para Chris: se a Fortune publicasse sua capa (difícil, ele deveria saber) seu recado seria dado, se não ela inevitavelmente apareceria online e daria seu recado. E o melhor dessa história é que há, sei lá, três anos, um desenho desses ia ser considerado anacrônico, revanchista, recalcado… Os ventos estão mudando de rumo de novo.
Mia volta à ativa com uma música incômoda de mensagem simples, mas “Born Free” já é uma das coisas mais importantes de 2010 só por causa desse vídeo dirigido pelo Romain Gavras (filho do Costa-Gavras), que já tinha dirigido o polêmico “Stress” para o Justice. Se liga:
Mas não há mera polêmica aqui. Sob um verniz quase didático de publicidade-choque Benetton há uma série de paralelos desagradáveis sobre o mundo que vivemos hoje em dia. Não é só o regime militar que maltrata a vida de gente por etnia nem uma Swat americana que faz às vezes de SS ao mesmo tempo que de exército israelense ou polícia de terceiro mundo, com crianças terroristas que poderiam ser palestinas, brasileiras ou irlandesas. É também uma tentativa de fazer a cultura pop voltar a ser crítica, política, militante – e desagradável. Em nove minutos Mia e Romain pulverizam a importância de “Telephone” de Lady Gaga, tornam todo o cinema político do século 21 obsoleto e destratam todo entretenimento cultural como coluna social.
De cá.
Do Stoner Party.
This is a list of monarchs who have been described as mentally ill in some way by historians past or present.
In many cases, it is difficult to ascertain whether a given historical monarch did in fact possess a genuine mental illness of some sort, whether he or she was merely eccentric or suffering symptoms of a physical illness, or whether he or she was just disliked by
Ancient world
Nebuchadnezzar of Babylon (reigned c. 605 BC-562 BC), became insane for a period of seven years
Roman Emperors
Caligula (12-41; ruled 37-41)
Justin II (520-578; ruled 565-578)
Islamic Caliphs
Ottoman Caliph Ibrahim I (1615-1648; ruled 1640-1648), known as Deli Ibrahim (Mad Ibrahim)
European monarchs
King Charles VI of France (1368-1422; ruled 1380-1422), known as Charles le Fou (Charles the Mad)
King Henry VI of England (1421-1471; ruled 1422-1461 and 1470-1471)
Queen Joanna of Castile (1479-1555; ruled 1504-1555), known as Juana La Loca (Joanna the Mad)
Tsar Ivan IV of Russia (1530-1584; ruled 1533-1584), known as Ivan the Terrible
Tsar Feodor I of Russia (1557-1598; ruled 1584-1598), son of Ivan IV. Known as Feodor the Bellringer (he was reputedly mentally retarded)
Holy Roman Emperor Rudolf II (1552-1612; ruled 1576-1611).
King Charles II of Spain (1661-1709; ruled 1665-1700) , known as Charles the Bewitched
Queen Maria I of Portugal (1734-1816; ruled 1777-1816), known as Maria a Louca (Maria the Mad)
King Christian VII of Denmark (1749-1808; ruled 1767-1808)
King George III of the United Kingdom (1738-1820; ruled 1760-1820)
King Ludwig II of Bavaria (1845-1886; ruled 1864-1886), known as Mad King Ludwig
King Otto of Bavaria (1848-1916; ruled 1886-1913)
1) Franz Ferdinand – Tonight
2) Cidadão Instigado – Uhuuu
O desenho é assinado por alguém chamado Memory Palace. Mas e aí, alguém já viu o Alice?








