Você conhece a coletânea Gagging Order, que reúne gravações acústicas do Radiohead? Vale ir atrás.
Não é só em tempos de Twitter que a rainha dos baixinhos se atrapalha com o mundo digital. A Bia fez uma matéria comparando a evolução de alguns sites conhecidos (das Casas Bahia ao do Vaticano, passando por UOL, Globo, Madonna e MTV Brasil) e no meio tinha essa comparação entre os medonhos sites que a Xuxa em sua trajetória. Os grifos são da própria Bia.
Oh não. Uma das versões paralelas mais densas do Cover Mashups, que o Chico deu o toque.
O False Priest que vazou não era pra valer:
False Priest – Please Wait!
Please do not listen to the leaked version of False Priest. Some “enthusiastic” person allowed people to listen over Skype to an advance copy he somehow got his hands on, and then one of those people recorded the live stream, and that is the version of the album that has “leaked”. It would be unfortunate enough for False Priest to leak this early, but it’s made even worse by the fact that its an extremely low rez version that is now floating around. Please be patient and wait a couple more months, I promise you it will be worth it.
P.S. This is not a call for someone to leak a better quality version of the album, just thought I should add that:-)
Ah bom. No vídeo acima, o Kevin toca “Tonight”, da cantora folk alemã Sibylle Baier, só ao piano.
…o problema é seu, porque até Beavis & Butthead gostam.
E por falar em rock alternativo americano, vale ler a entrevista que o Elson fez com o Steve Albini pro Scream & Yell. Separo um trecho:
O que você acha de jornalismo musical? Eu estava lendo o fórum do Electrical Audio e vi um post seu com opiniões bem fortes sobre o tema.
Bem, o problema com jornalismo musical é que ele é publicado em um jornal como se fosse jornalismo de verdade, mas no qual os padrões profissionais do jornalismo não se aplicam. Em um artigo normal, se um repórter publica algo fundamentalmente incorreto, como o nome do prefeito ou de um esportista famoso, ele é demitido. Não é aceitável no jornalismo convencional encontrar fatos simples apresentados de maneira errada. No jornalismo musical, ninguém se importa. Você pode publicar um monte de coisas erradas e só rola um: “ok, não tem problema, não importa”. Não é levado a sério. Jornalismo musical não é levado a sério como jornalismo nem pelas pessoas que o praticam, nem pelas publicações que o usam. Então, um monte de informação errada é publicada e acaba virando registro histórico. Se alguém escreve algo incorreto em um jornal ou em um website e depois dez outros jornais ou websites fazem referência a essa informação errada, isso se transforma em algo inconcreto, e dali para frente vira história. E eu acho isso terrível, porque existe jornalismo de verdade que poderia ser feito. Tem um monte de assuntos que tem a ver com música. Por exemplo, o que você descreveu, de bandas pagarem para tocar em festivais, ou festivais aceitando dinheiro do governo e sendo tão ineficientes que não podem pagar as bandas, isso são pautas para jornalismo de verdade. Alguém deveria escrever sobre isso. O público de música se interessaria por isso. Poderia ser jornalismo de verdade. Mas ninguém está escrevendo esses artigos. Ao invés disso eles estão escrevendo coisas como o que essa pessoa está vestindo, ou que tipo de maquiagem esse outro está usando, quem está namorando com quem ou quem usa drogas, essas coisas. Isso é merda, pura merda. E mesmo nessa área limitada de merda, jornalistas musicais podem publicar erros fundamentais que ninguém se importa.Eu tenho amigos jornalistas e o que eles dizem de publicar artigos estúpidos, como o que as pessoas vestem, acabam tendo mais leitura. Eles acompanham os links nos sites e portais e esses artigos são sempre os mais lidos. As pessoas realmente querem saber o que os outros estão vestindo.
Não existe nenhuma lei que diz que jornalismo deve ser feito para as pessoas mais estúpidas do mundo. Se o seu jornalismo é feito para atrair o máximo de pessoas de algum tipo para lerem o que você escreve, então não há razão para fazer algo específico em música. Porque se você escrever sobre outra coisa, então mais pessoas vão ler. Se você escrever sobre a Copa do Mundo, mais pessoas vão ler do que sobre música, então por que você está escrevendo sobre música? Se você decidiu que quer escrever sobre música, essa é uma decisão sua não baseada no que é mais popular. Então você tem uma obrigação de levar isso a sério, porque você escolheu escrever sobre música. O argumento de que isso é mais popular, “é isso que as pessoas gostam”, não significa nada para mim. Porque o que é popular, o que as pessoas gostam, é de McDonald’s, Coca-Cola. Isso é popular. Mas não é necessariamente a melhor coisa para comer ou beber. E se você escrever sobre comida, talvez você deva escrever sobre as melhores comidas que as pessoas podem comer ou beber, ou dizer que tipo de problema elas teriam se elas só comessem McDonald’s e tomassem Coca-Cola.
Vale a leitura.
O clipe do Beavis & Butthead foi cortesia do Lucio, que lembrou do trecho ao linkar o trailer final do filme sobre o Facebook, The Social Network, que tem o primeiro hit do Radiohead como trilha sonora. O filme teve como base o livro Accidental Billionaires, uma biografia não-autorizada sobre a criação do site, que deve ser lançado no Brasil em breve (e que, er, foi traduzido por mim :P). Não custa lembrar que hoje foi o dia em que a rede social chegou ao meio bilhão de perfis online.






