Cova Rasa, Trainspotting, Por Uma Vida Menos Ordinária, A Praia, Extermínio, Caiu do Céu, Sunshine e Quem Quer Ser um Milionário? – cada filme de Danny Boyle é uma experiência diferente, um gênero inesperado e uma paranóia particular. Seu novo filme, 127 Horas, traz James Franco fazendo o papel de Aron Ralston, que ficou preso ao escalar montanhas nos EUA e teve de fazer um sacrifício para sair. O Bruno conta mais do filme do que eu, vê lá.
Via Reddit.
Via Tolices do Orkut.
Acho esse Blog de Notícias bobo, mas essa foi boa.
Do tumblr da Ju.
Reforço aqui: não há problema algum se um artista resolve apoiar um candidato, fazer um jingle, vir a público endossar um produto. Mas há como fazer isso sem precisar apelar, sem abrir mão das características que fazem do artista ser quem ele é. Exemplo brasileiro clássico: os Mutantes. Vejam os comerciais que eles fizeram para a Shell.
A música “Algo Mais”, especificamente, é um jingle. Veja as propagandas nos jornais e páginas de revistas que saíam, com os Mutantes, na época, no vídeo abaixo:
E a letra:
Olha meu irmão
Vamos passear
Vamos voar
Tira a partida
Acelera a vida
Vamos amar
Ande depressa
A vida tem algo
Mais pra lhe dar
Olha meu irmão
Vamos passear
Vamos voar
Vida no tanque
Subiu no sangue
Vida no ar
Ande depressa
A vida tem algo
Mais para lhe dar
Giro aflito
Beijo e grito
Algo mais
Algo mais
Não bastassem todas as metáforas para carro e velocidade (“vida no tanque”, “ande depressa”, “dê a partida / acelere a vida”), a música era batizada simplesmente com o slogan da Shell na época, “algo mais no seu tanque”. Mas no meio disso tudo, há o piano hillbilly improvisado do Arnaldo, um arranjo que, ironicamente, não sai do lugar, e a paisagem literária dos Mutantes – a imagem quebrada do “giro aflito, beijo e grito” remete à ficção científica B da banda pouco antes de entrar num refrão monocórdico, transformando slogan e título de música numa onomatopéia visual do seriado do Batman. E, além de tudo, a música está presente no segundo disco da banda, que não a encara como uma obra à parte, mas justo o contrário.
Na quarta passada, a dupla canadense Chromeo esteve em São Paulo para participar de um evento de lançamento de um produto e pude entrevistá-los numa mesa redonda com a Lalai, a Ana Laura, a Cristel e o Alex. O magrelo Dave 1, a metade intelectual da dupla (o cara é professor de literatura francesa em Columbia), falou sobre o modelo de negócios que adotaram para não se vender completamente para as gravadoras. E citaram o clipe de “Night by Night”, que é um comercial que fizeram para dar uma música de graça para o público, como exemplo de alternativa à venda de CDs, distribuindo música de graça e ganhando dinheiro de outra forma. Mais desse papo na minha coluna de domingo no Caderno 2 do Estadão.
Mas vamos parar de falar de comércio e política – e voltar a falar de música.





