“Antes de tudo, eu queria que este disco chegasse às pessoas como um alento. Um alento sobre o luto, sobre a dor, o mal estar”, me conta por escrito Thiago Pethit, sobre seu recém-lançado quarto disco, Mal dos Trópicos (Queda e Ascensão de Orfeu da Consolação). “Não como uma bobagem tipo ‘calma gente, vai ficar tudo bem’. Mas o contrário. Um ‘talvez não fique tudo bem, e o que a gente vai fazer?’. É primeiro uma aceitação do luto, de que os pesadelos e todas as paranoias que pairaram sobre o nosso futuro podem se tornar concretas. E para que a gente possa refletir sobre tudo isso e a partir daí conseguir juntar forças, é necessário olhar para essas sombras.”
De certa forma é isso que ele traduz no clipe de “Orfeu”, lançado em primeira mão no Trabalho Sujo, descobrindo cenas bucólicas no pesadelo urbano paulistano através dos drones pilotados pela diretora Camila Cornelsen, adornado por traços e letras do próprio Thiago. “Então eu não quis fazer um disco escapista – para bater cabelo e fingir que ta tudo certo na sexta à noite. Não creio que seja um momento solar, de celebração. Se é para celebrar eu armaria uma festa fúnebre, distópica, empesteada. Mas a Mamba Negra e as músicas do Teto Preto por exemplo já fazem isso muito bem. E sob um ponto de vista bastante pessoal, também não creio que seja hora de meter o louco e botar pra quebrar tudo sem antes alguma reflexão, uma estrategia. Por isso, a dor, o abandono e destruição, e algum acolhimento nessas palavras e nesse mito que fala sobre luto e renascimento sob uma ótica pagã.”
“É um disco denso e mais maduro também. Sinto que é um disco adulto, sabe? Mais íntimo, mais ‘fora do palco’. E mais brasileiro também que os meus outros. Acredito que esse é o disco que eu sempre quis fazer mas não só eu não estava pronto pra ele como também o mundo ao redor não parecia pedir tanta densidade assim. A realidade está bastante densa”, continua. “A beleza há de salvar o mundo – essa ideia tem me acompanhado desde sempre. Onde tem luz tem sombra, é isso. O disco trabalha o tempo todo nestes paralelos: sujo e belo, tropical mas sombrio, mundano e mitológico. Queda e ascensão. O lirismo do disco talvez seja nessa crença, ainda que desesperançosa, de que o veneno da cobra ainda possa nos servir como cura. Uma crença nas Bacantes, no renascimento, na antropofagia.”
Ele segue explicando as inspirações do disco: “Foram muitas, na verdade. Meu processo criativo é sempre muito intuitivo, vou criando uns mosaicos malucos na minha cabeça com montes de peças que não parecem se encaixar a princípio. Olhando pra trás, eu diria que o primeiro ‘sintoma’ me ocorreu em 2016 e eu não o entendi. Deixei de canto até 2018, quando finalmente o mosaico parece que se formou e consegui enxergar o quadro que vinha pintando sem perceber. Estávamos passando pelo processo político de impeachment da Dilma. O Brasil já estava um caos, e eu tinha uma intuição de que minha turnê ‘Rock N Roll Sugar Darling’ já não correspondia às demandas de comunicação daquele momento. Não sabia dizer bem o por quê: mas de lá pra cá, havia uma sensação de mal estar geral sobre os rumos do país e uma turnê de um disco celebrativo e festivo, parecia fora de hora. Ainda tinham muitos pedidos de show e convites para tocar em festivais, mas pra mim era hora de encerrar esse projeto e começar outro. O nome Mal dos Trópicos por exemplo – a ideia desse mal estar, como uma peste tropical que nos assolava, surgiu nessa época. Tinha também saudade de cantar, como quem canta intimamente voz e violão, de voltar a escrever canções que pudessem flertar com poesia. Esse arquétipo do poeta, do Orfeu, eram coisas que já estavam lá na minha cabeça também. Mas parecia tudo muito precoce. Em 2017, eu encerrei a RnR Tour e decidi que não teria pressa. De lá pra cá, muita coisa aconteceu comigo e com o mundo em volta. Muitos desses signos pessoais e externos foram ganhando interpretação e tudo isso foi desenhando esse Orfeu da Consolação.”
Deixo-o continuar escrevendo: “Foi um processo muito, muito diferente dos meus anteriores. A começar pelo fato de que fiquei de 2014 à 2017 sem escrever nenhuma música sequer. Cheguei a achar que era isso e que talvez eu não conseguisse ou não tivesse mais um barato em escrever. Quando criei aquele projeto sobre as obras da Patti Smith, eu dediquei muito tempo às pesquisas literárias: desde os poemas dela, do Burroughs, Rimbaud, coisas pelas quais ela é apaixonada e que pareciam necessárias para entender as letras dela e as referencias todas com mais autoridade. Me lembrei de quando eu era adolescente e escrevia poesias na maior ingenuidade sonhando com essa ideia romântica que eu tinha do que era ser poeta. Acho que por contato com essa literatura voltei a escrever textos, cronicas do meu dia a dia, alguns poemas. Nada que se pretendia ser música.”
“Então apareceu ‘Rio’ e logo depois ‘Orfeu'”, ele menciona duas faixas centrais de seu novo disco. “Eu escrevi as letras e automaticamente tive vontade de descobrir como seria cantá-las. Trabalhei essas músicas sozinho na minha sala, durante meses e meses e não conseguia imaginar que elas seriam parte do meu trabalho. Pareciam mais como se eu estivesse fazendo exercícios de composição. Mas estranhamente, era a primeira vez desde o Berlim, Texas que eu senti muito prazer nisso. No ato de fazer e completar cada música. Um prazer meio apaixonado pela coisa. Com o tempo, o mundo e o mercado vão deixando a gente mais cínico, eu acho. Dessa vez, como eu não pretendia exatamente chegar a lugar nenhum e nem mostrar aquilo pra ninguém, eu era só esse prazer mesmo. Então aconteceu: os temas desses poemas que eu vinha musicando começaram a girar em torno de assuntos similares, uma mesma sensação a ideia mitológica, épica. Algo que me fez lembrar daquele nome que surgiu na minha cabeça lá em 2016 ainda: Mal dos Trópicos. E então eu soube que eu tinha um disco em mente e isso seria inevitável. O desejo de voltar pra música já estava ali me devorando”, prossegue.
E conta como aconteceu seu encontro com o produtor Diogo Strausz, no início do ano passado. “Eu sabia que tinha um disco e sabia também que esse disco seria um desafio pra mim mesmo. Não queria fazer nada com pressa e nem uma dessas produções expressas e imediatistas, meio sons genéricos modernos que o mercado fica empurrado pros artistas naquele desejo de fazer sucesso. Não fazia também a menor ideia de como eu poderia juntar esses temas mitológicos, as referencias eruditas de Villa-Lobos e Bach, e uma sonoridade contemporânea e mais suja como o trip hop. Só chamei o Diogo, que eu conhecia pouco e admirava de longe, no momento em que eu entendi muito bem onde queria chegar e o porque estaria escolhendo ele para ser meu maior colaborador neste projeto. E de fato ele foi um grande parceiro. Difícil mesmo foi conseguir agrupar tantos conceitos, tantas mensagens e ideias e referencias numa identidade só. Acho que eu e o Diogo passamos mais tempo conversando do que de fato criando ao longo dos meses. Foi um processo muito íntimo. Entre eu e ele. E eu sozinho com essas músicas e ideias. Foram quase dois anos de processo criativo silencioso. Segurar essa onda toda e não pensar nos boletos, isso foi complicado.”
E conclui: “Pra mim, ser artista e comunicador implica em bastante responsabilidade, sabe? Me parece péssimo pensar que na quarta à noite eu poste nas minhas redes uma frase de indignação sobre alguma tragédia dentre as muitas que estamos vendo e já na quinta eu esteja divulgando uma música que não tem nada a ver com minha postura em relação ao momento. Não é sobre se posicionar politicamente, ou como se tivéssemos a obrigação de falar de todos os assuntos. Mas é sobre essas camadas mais sutis de leitura e comunicação com o público. Eu preciso, pois pra mim é muito importante, saber que estou gerando através do meu trabalho alguma inspiração que faça sentido rumo aquilo que eu acredito. Orfeu pode ser um mito sobre o fim do amor. Pode ser sobre o artista que perde a inspiração. O poeta que perde a musa. Um povo que perde a crença e a esperança. Pode ser sobre a usurpação das coisas belas, justas, proporcionais. A usurpação das leis e democracias, e as consequências de tudo isso.
Acredito que o álbum, assim como o mito, possa abrir diversas leituras e identificações.”
Na terceira sessão de 2019 do Cine Doppelgänger, eu e a Joyce Pais, do site Cinemascope, discutiremos dois filmes que falam sobre a escola para comentar a sociedade: enquanto o francês Entre os Muros da Escola (2006), dirigido por Laurent Cantet, mostra como a sala de aula apenas reflete o que acontece fora dela, o espanhol Má Educação (2004), dirigido por Pedro Almodóvar, investiga esta influência além da questão curricular. A sessão Uma Pequena Sociedade acontece neste sábado, a partir das 14h, de graça, na Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui) – e as inscrições podem ser feitas aqui.
Sem alarde, as Rakta começam a mostrar seu novo disco, Falha Comum, o primeiro desde Rakta III, de 2016. De lá pra cá, a banda fundada por Carla Boregas e Paula Rebellato passou por um mudança considerável na formação, com a mudança da baterista Nathalia Viccari para Buenos Aires e a entrada de Maurício Takara em seu lugar – o que inevitavelmente as levou para um lugar menos punk e mais etéreo, reforçando a camada ritualística de seus shows. O novo disco, que será lançado dia 1° de abril, já tem capa e nome das músicas (abaixo) e o primeiro single, “Flor da Pele”, que mostra o rumo gótico e psicodélico que aos poucos elas estão tomando.
“Falha Comum”
“Flor Da Pele”
“笑笑”
“Fim Do Mundo”
“Estrela Da Manhã”
“Miragem”
“Ruína”
A big band de André Abujamra apresenta a ópera-rock Nikodemus neste sábado, a partir das 19h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).
Na segunda sessão de 2019 do Cine Doppelgänger, eu e a Joyce Pais, do site Cinemascope, discutiremos duas joias do cinema de baixo orçamento norte-americano, concebidas por dois autores, Russ Meyer e John Waters, cujos nomes são associados à compensação da falta de investimentos em ultraje encarnado em personalidades extravagantes. Exibiremos trechos de suas obras mais icônicas, Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965), e Pink Flamingos (1972), em que é possível ver o apreço dos dois diretores pelo ordinário e pela vida simplória a partir de personagens e atitudes imorais em diversos níveis. A sessão O Comum Bizarro acontece neste sábado, a partir das 14h, de graça, na Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui) – e as inscrições podem ser feitas aqui.
“Ditadores, terroristas e empresas de tecnologia criaram um estado apocalíptico de vigilaância. O mundo ocidental caiu em estado profundo de paranoia e desinformação” – assim Bob Mould começa o clipe de seu novo single, o desiludido “Lost Faith”, que acompanha o lançamento de seu novo disco, Sunshine Rock, lançado na semana passada.
“Quantos negros tem aqui? Quantos índios tem aqui? Quantos trans tem aqui? Quantos gays? Quantas minas?”, pergunta Tantão ao final de “Nação Pic Pic”, que encerra seu segundo disco com Os Fita, Drama, lançado nessa quinta-feira. Motivado pelos acontecimentos recentes na vida política brasileira, o trio liderado por Carlos Antonio Mattos, nome de batismo de metade da crucial dupla de pós-punk carioca dos anos 80 Black Future, foi gravado durante o processo eleitoral do ano passado e isso inevitavelmente contagiou todo o trabalho, a partir do título. “Drama é um disco totalmente diferente em termos de processo”, Abel Duarte, um dos produtores d’Os Fita, contrapõe o novo disco a Espectro, o disco de estreia do trio, um dos melhores de 2017. “Apesar da estética das músicas guardar alguma semelhança com as músicas de Espectro, ele surge de um processo criativo totalmente diferente. Pra começo de conversa já sabíamos que estávamos fazendo um disco, já tínhamos o nome Drama e todo um imaginário em torno desse conceito.”
O Drama do título refere-se ao que está acontecendo no Brasil. “Acho que esse ano e meio que separam os dois discos – podemos pensar em dois anos e meio se levarmos em conta a data de gravação do Espectro – foram um turbilhão de acontecimentos significativos no Brasil e no mundo”, continua Abel. “O Tantão é muito sensível a tudo isso e acho que a antena dele captou um monte de coisa no ar e traduziu a sua maneira nessas letras. Elas trazem muitas referências da violência que o capitalismo avançado aplica no corpo do povo. Aqui no Brasil, pais de ‘terceiro mundo’ – dividido – subdesenvolvido, colônia, essa violência é praticamente inescapável, principalmente para um cara tipo o Tantão, que transgride tudo sempre. Isso tudo assumiu uma forma muita clara e direta nos últimos anos – pós-golpe – quando todos os últimos resquícios de uma certa segurança social e todo e qualquer mecanismo de proteção dos trabalhadores e principalmente das ‘minorias’ passaram a ser destruídos e atacados diretamente pelo próprio estado. Ele sente isso de forma muito própria e todas as letras trazem esses dramas, tanto os seus dramas subjetivos, quanto os dramas da política institucional e os debates e pautas de políticas identitárias. Não tem como não se afetar por isso tudo, o disco foi gravado durante o processo eleitoral, essas discussões de racismo, homofobia, Bolsonaro, Trump, comunismo, as terras indígenas, isso tudo estava muito no imaginário coletivo, nas ruas, nas redes.”
“Tem uma coisa interessante também que aconteceu ao longo desse tempo que foi a convivência que tivemos, super intensa, trabalhar com o Tantão, viajar, ele chegar na tua casa louco quando você menos espera, várias farras, loucuras e tal, acho que tudo isso serviu pra gente chegar nesse lugar do Drama”, continua o produtor. “Tudo é muito dramático. Ele de uma forma muito inteligente pegou essa ideia e transformou em sete letras que trazem essa carga dramática muito forte.”
“Quanto às bases, eu e Cainã (Bomilcar, o outro Fita) já trabalhamos há um tempo juntos e isso fez nascer certas linguagens/processos que são próprias dessa parceria e está nos dois discos. O uso abusado dos samples, das distorções, a coisa da colagem, da edição, dos loops. Agora, sem dúvida, esse projeto com o Tantão, fez a gente abrir o ouvido e prestar bastante atenção em muita coisa nova para nós em termos de música eletrônica de pista, principalmente das periferias, então acho que o footwork, grime, o funk, o 150, o rap, kuduro e suas derivações, dub, todos esse guarda-chuva sonoro aí mexeu muito com a gente nesses últimos tempos. Talvez não como referência direta, mas como uma coisa que estamos sempre ouvindo e trocando.”
Abel gosta de fazer a separação processual entre os dois discos, sendo que o primeiro nem foi pensado como um disco. “Penso o Espectro como um disco que nasceu de um processo de edição/colagem no ProTools. Depois da gravação de uma sessão de improviso – que não tinha a pretensão de virar disco – ficamos um ano nesse processo. Pouquíssimas coisas foram gravadas depois. Os instrumentos eram mais toscos, não gravamos no grid, não tínhamos os BPMs anotados direito, as coisas haviam sido gravadas somadas em poucos canais – isso tudo tornou o processo as vezes um pouco difícil, o material tinha muitas limitações, obviamente dessas limitações surgem muitas coisas interessantes. As letras como são, também surgiram assim, muita coisa foi cortada e as estruturas, as partes, o texto também surgiram na edição.”
“O processo do Espectro foi mais guerra e talvez por isso mais experimental, foi surgindo ali, sem pressa, do material que tínhamos ao longo de um ano até entendermos que tinha um disco. Soa mais lo-fi, mais sujo, mas acho muito legal o que surgiu do material, o que era a gravação e o que virou o disco no final”, Abel segue a comparação. “Drama foi bem mais objetivo, planejado, feito muito mais rápido. Soa muito hi-def, apesar da sujeira, das distorções, os elementos de bateria tem muito mais peso, a voz ficou muito mais bem gravada, a performance do Tantão foi mais calculada por ele. Os beats são mais complexos, os BPMs mais acelerados, apontam mais pra música eletrônica de pista. O disco é mais certeiro como um todo, tem menos sobras em todos os sentidos. Olhando para os dois discos, acho muito interessante ver que criamos juntos um jeito de produzir uma música eletrônica “pop” com métodos e processos muito próprios, muito específicos do projeto, que fazem as coisas funcionarem e acontecer apesar das loucuras e limitações técnicas e musicais de cada um – isso vale também para os shows.”
As letras de Tantão (sintetizadas em títulos de músicas como “Vai Não Volta”, “O Sinistro”, “Adoração de Ídolos” e “Música do Futuro”) e as bases processadas d’Os Fita criam uma sensação de desconforto e de falta de pertencimento que ecoa outras referências musicais deste século. “Acho que o Cainã colocou de maneira perfeita, somos tendência, mas acho que sempre vamos soar estranho no contexto da música pop”, continua Abel. “Além do mais não consigo identificar claramente qual seria ‘a’ tendência. Acho que temos várias por aí, milhares. Realmente não consigo muito associar esse projeto a outras coisas. As nossas músicas não seguem um estilo, um gênero, elas conversam com muitas coisas, são ecléticas, diferentes entre si também. Não apontam com certeza pra nenhum lugar, não é rap, não é rock, não é techno. Alguém em Porto Alegre me falou que flagrou uma discussão num grupo de rap no Facebook sobre se Tantão e Os Fita era rap ou não, tenho quase certeza que não é, mas sei lá. Fiquei viajando que Drama também pode ser lido como um gênero literário, teatral, cinematográfico. Inauguramos o Drama como gênero musical, uma música do conflito, da ação, da encenação. Isso é obviamente uma zueira e acho que não temos a pretensão de ‘fundar’ gênero musical nenhum, talvez destruir alguns, mas acho que uma leitura interessante pra se fazer. A receptividade que o Espectro teve me surpreendeu muito. Acho que o público, essa grande massa cinzenta amórfica, se transformou um várias bolinhas dessa massa e daí tem umas três ou quatro bolinhas dessas, que podem se identificar e gostar do disco. Acho muito difícil fazer essa leitura do próprio trabalho, acho que é uma tarefa para os críticos.”
Jards Macalé está começando a mostrar seu novo trabalho (a partir do single de “Trevas”, lançado nesta sexta), o primeiro disco de inéditas que faz em vinte anos, produzido por Thomas Harres e Kiko Dinucci com direção artística do Rômulo Froes, que conta com as presenças de Tim Bernardes, Rodrigo Campos, Ava Rocha, Juçara Marçal, Thiago França, Clima e Luê, entre outros. O disco sairá em fevereiro e eu conversei com o Kiko sobre como foi trabalhar com o mestre na edição dessa sexta-feira da minha coluna Tudo Tanto no site Reverb – lê lá.
“Eu sou a preta que podia ser sua filha”
“Look what I’m whippin’ up”










