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Paranoia

Ao contrário da versão ocidental, a última música do novo disco do Spiritualized não é “So Long You Pretty Thing”, mas “Huh? (Outro)”, que só saiu na edição japonesa. Olha só:

Mas também, porra, vai fantasiar o filho DE ZEBRA pra levar pro zoológico? Pobre bicho…

4:20

Segundo integrante do Sonic Youth a passar pelo Brasil em 2012 (Thurston foi o primeiro), Lee Ranaldo apresentou-se no festival Arte.mov, em Belo Horizonte, reverberando microfonia em frente à videoinstalação de sua mulher, Leah Singer. Em dado momento, pintou até um maracatu.

Bracin linka mais vídeos e notícias sobre a passagem do velho Lee por BH.

E depois de filmar o encontro de Freud com Jung, um dos meus diretores favoritos encara um dos grandes escritores vivos.

É com o Robert Pattison, mas ele parece não comprometer, veja abaixo…

Daqui.

Sério, é tipo um “foda-se” alimentar.

4:20

NÃO

Bressane me entrevistou para uma matéria para a revista V. Segue um trecho:

Há quem entenda esse comportamento como típico de uma era de transição entre tecnologias. É o caso de Alexandre Matias, editor do caderno Link, d’O Estado de S.Paulo. Matias acha que são vários tipos de compulsão que ataca os audazes navegantes da rede. “Para uns, é a compulsão pelo que está acontecendo agora; para outros é a forma como as pessoas veem a própria imagem; para terceiro, a necessidade de armazenar tudo que consegue. Estar sempre conectado tende a cutucar essas compulsões, mas isso apenas reflete uma fase de transição de comportamentos“, acredita.

Spritzer contrapõe: “Uma característica da internet é oferecer recompensas, por menor que seja o esforço que se faz, e toda a atitude é gratificada“, diz ele, lembrando dos “curtir” do Facebook e dos retuítes do Twitter. “Isso aumenta o contraste com (e diminui a vontade de realizar) tarefas extensas, complexas, que exigem dedicação maior, nas quais muitas vezes não existe um ‘prêmio’ tão freqüente (mas que são de extrema importância à nossa vida).” Viciado nesses prêmios da rede, o navegante se torna um distraído contumaz.

Carr acredita que a cultura da distração está matando nossa capacidade de criar raciocínios originais. “É quase impossível pensar critica e conceitualmente sobre qualquer coisa se você é sempre distraído“, diz o escritor. “Profundidade requer a habilidade de focar em grande concentração. Meu medo é que trocamos a habilidade de ir fundo em um tema pela habilidade de roçar a superfície das coisas.” Proprietário do Trabalho Sujo, premiado blog de cultura pop onde chega a postar dezenas de temas num único dia, Matias crê na capacidade de saber filtrar o que necessitamos. Mas, como hard user, sente que mudou alguma coisa em seu cérebro? “Estoco só as informações que me ajudam a raciocinar, e não dados brutos“, diz. “De que adianta saber a capital de todos os países do mundo ou a filmografia completa de certos diretores? Ao contrário do que o discurso antiinternet provoca, me sinto livre ao saber de que não preciso decorar toda informação do mundo para me sentir informado.”

A ilustração é do Cobiaco – e a íntegra da matéria você lê no blog do Ronaldo.